cara, eu não presto.
só sei magoar as pessoas que gostam de mim, e ficar atrás das que nunca vão notar que eu sou uma garota.
resumindo: ontem eu e o Tutu meio que discutimos, e eu disse que não estou apaixonada por ele. tipo, eu só tento ser verdadeira, eu sei que dói, mas não doeria muito mais se eu disesse que estou totalmente apaixonada, e depois ficasse com um cara e fizesse ele sofrer ainda mais por isso?
por mais que eu seja fria, por mais que eu não consiga sentir o que eu queria sentir, por mais que eu seja confusa, por mais que eu seja uma gorda fdp quebradora de corações... eu fui sincera. disse o que eu sentia em todos os momentos. tem gente que odeia sinceridade. mas ela é necessária. prefiro muito mais agir assim, do que ficar dizendo "ah, estou tããão apaixonada, mas a gente não dá certo, mas eu já disse que sou louca por você?".
não sei ser falsa. mas me recrimino por não ter falado de um modo mais suave.
acho que nunca vou me apaixonar de novo. se eu não consigo me apaixonar por alguém que mostra me amar tanto, que se importa tanto comigo, que chora por mim... como vou me apaixonar por qualquer outra pessoa?
sou tão fria que não consigo nem sofrer. tô chateada comigo mesma, triste por magoar alguém que gosto muito, culpada por não correspondê-lo, com medo do que será da nossa amizade, decepcionada por várias coisas... mas a culpa não é dele. cheguei a lacrimejar um pouco ontem à noite (a culpa foi minha, eu que dei pití por causa da mensagem), e hoje, mas não consigo sofrer. agora tenho algo em mim que repele o sofrimento.
quando ele fica mal assim eu sinto algo que não sei definir se é paixão ou culpa. é um aperto no peito, uma vontade de abraçar ele e dizer: isso tudo é o de menos, você é importante demais pra mim e não quero te perder por nada.
aliás, o ninja disse ontem que quando a gente se sente confuso desse jeito, se gosta ou não se alguém, o único jeito é ver a pessoa pessoalmente. como isso parece inviável, só me resta continuar tudo do jeito que tá.
oh dream maker, you heartbreaker...
^ Barbra Streisand sobre eu.
hoje mandei recado pra ele na hora que acordei, e fiquei pensando nisso o tempo todo. acabei desabafando com a ana e a rafa. a rafa disse que eu tô completamente certa em ser sincera. a ana morreu de pena e disse que ele me ama demais.
cara, todo mundo vê isso, e eu também vejo, mas não consigo dar o devido valor. ontem me senti tão culpada quando ele disse que é difícil falar de mim pra mãe dele, porque ele nunca namorou ninguém e agora ama uma garota que mora a quase 900 km dele.
esse é o momento onde um de nós sofre. ou os dois.
mas duas coisas que eu disse pra ele, e que foram marcantes pra mim:
- todo mundo sofre e tem fraquezas. o que difere os fracos dos fortes é o modo como a pessoa lida com elas. quem se deixa dominar pela fraqueza, mesmo tendo pontos fortes, é um fraco. quem domina a fraqueza, e assume senti-la sem vergonha, mas faz algo pra mudar isso, é forte. eu aprendi a ser forte levando porrada da vida. esse é o modo difícil. o modo fácil é alguém muito importante na sua vida chegar e falar grosso com você, pra te mostrar o que é o mundo. ninguém fez isso comigo. eu tentei fazer ele enxergar certas coisas, falando rispidamente, acho que fui até grossa com ele, mas é muito menos doloroso do que o outro caminho. cabe a ele decidir se quer sofrer por mim por meses a fio, ou se quer tirar uma lição dessa "perda" e fazer de tudo pra assumir o controle da própria vida. não sou ninguém pra julgar, não posso dizer que ele é imaturo ou idiota. ele é forte. mas o autorismo do pai dele o acovarda.
- a sua vida não pode ser como uma casa alugada, que você pode usar mas não pode mudar nada, tem que dar satisfação de tudo pra outra pessoa, e ainda pagar por isso. tudo o que eu falei pra ele sobre a vida e os problemas dele, é porque eu gosto de verdade dele e não quero vê-lo com trinta anos tendo que pedir autorização pro papai pra ir no bairro vizinho.
é cruel ouvir isso, mas não é nenhum pouco cruel comparado com a vida lá fora. assim como uma pintura de Escher, a vida parece tridimensional, mas só tem duas dimensões. você pode vê-la pelo lado belo, pelo lado cruel, ou simplesmente ser neutro, não se deixar abalar, e induzir os outros a serem como você.
ontem fiz um trabalho sobre ele, o cara tem uma visão de mundo fodones. xilografia é um cu, mas quando ele passa pra litografia, se transforma totalmente. os desenhos parecem cíclicos, infindos, um sempre desemboca no outro. tãão paradoxo.
tudo é paradoxo. sempre existem muitos ângulos de se ver. eu tento ver sempre os dois lados, mas às vezes não existem só dois lados.
enfim... vou dormir. dormi muito mal essa noite. e hoje tenho que buscar a michelle na escola. vou passar na padaria e comprar um monte de doce pra mim. aah, que desânimo.
eu sei que isso é MUITO frio, mas tô me obrigando a não pensar no Tutu pra não ficar triste. eu tenho que ser forte pra amparar ele, e amenizar o sofrimento dele pelas burradas que eu fiz [de iludir ele e tal].
eu também queria que o blasz não tivesse me contado.
so get back, back, back to where we last ended, just like i imagined, i could never feel this way. so get back, back, back to the disaster, my heart's beating faster, holding on to feel the same... this may never start, i'll tear us apart, cannot i be your enemy (8)
caso alguém se interesse profundamente na minha vida, ele me mandou depoimento hoje cedo, e eu respondi há uma hora.
Um comentário:
passo um tempo sem te ler, volto aqui e um turbilhão de sentimentos estão te envolvendo.
meu, a vida é muito maior do que a gente pensa. e esse sofrimento é passageiro, como todo sofrimento. acredita em mim.
beijo e fica bem
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