Um misto de “mas que hipocrisia” e “mas que lindo” me domina nessa época do mundo. Toda aquela galera do orkut que nunca deu a mínima pra você – a vadia do escritório que usa um tamanco no qual você queria tacar fogo, o grupinho da sua sala que sempre te chamou de nerd e riu do seu cabelo, aquele capeta em forma de moleque que estudou com você na quinta série e te infernizou o ano inteiro – te mandando scrap em massa desejando prosperidade, saúde e o caralho a quatro (um caralho seria bom).
(Deus, acabei de ver como esse blog tá às moscas. Já tive tempos melhores. Mas é que a maioria das pessoas que lêem isso aqui são as que me odeiam. Daí se acontece algo ruim *todos comemora*, se acontece algo bom, *todos joga praga*)
Mas ainda assim, essa coisa de fim de ano é linda e eu queria que nunca passasse. Você pode adiar todas as obrigações, usando as festas como desculpa. E Deus sabe que meu nome é Thamires e o apelido é quero adiar.
Adiar só as obrigações né, me dêem um estoque de livros, comida e Diogo que eu serei feliz pra sempre.
Inclusive, fui passar a véspera de natal com minha nova família, e fui absolutamente adorável, se é que esse adjetivo pode ser aplicado a mim pelo menos uma vez na vida.
E o dia 25 também foi legal porque a comida tava d+ como sempre e minha mãe e o Diogo se dão tão bem que, se ela não curtisse pedreiro eu até ficaria com medo.
Pequeno parêntese: a designação pedreiro é uma categoria de homem. Os que possuem várias características do famigerado mestre de obras ex: cantadas esdrúxulas, cara de pobre, músculos, bronzeado intenso, etc.
E o Diogo é um bear, vocês viadinhos sabem bem o que significa.
Enfim. Meu quarto está entulhado de livros. Assim como minha mente de planos. Nós temos falado sobre nosso futuro o tempo todo. Sobre ir pra outra cidade ~tentar a vida~. A única coisa que eu quero mais que acordar ao lado dele todos os dias é não morrer de fome e ter tempo pras minhas coisas. Nós absolutamente não conseguiremos sair daqui em 2012. Graças a Deus agora estou pensando em fazer direito, que tem aqui.
Araçatuba não é exatamente um lugar ruim (tirando que as piores pessoas que eu conheço habitam esse stand do inferno), considerando que existem cidades muito menores ao redor que não têm nem faculdades particulares que parecem só formar gente em educação física, psicologia e odonto, como aqui.
Ontem nós resolvemos ficar aqui, e eu me sinto mais aliviada. Não quero passar o resto da vida enfiada no interior, tendo uma existência enfadonha sob esse sol de matar, mas já o não fiz por mais de dezesseis anos? Já não houveram tempos muito piores? Eu ainda vou ser jovem quando terminar minha primeira faculdade. Jovem o suficiente pra me permitir fazer qualquer coisa da vida, mas muito mais independente e madura do que agora. Aqui não vamos crescer nossa conta bancária, mas também não vamos afundar. Vão ser anos de investimento.
Me senti adulta, me senti dando um passo decidido em direção a algo grandioso. Nós ficamos fazendo contas do que podemos juntar em um ano, de preço de móveis e custo de vida. Talvez pareça bobo pra você que já tem sua vida resolvida, seja pelo esforço próprio e idade, ou pelo dinheiro do papai, mas pra mim foi homérico.
Lembro que no fim de 2006 eu fiz uma retrospectiva do meu ano e a maior parte era “chorei muito e escrevi muito” hahahah :~~
Pros leigo, eu tinha essa paixão platônica por um menino da minha sala e era toda bobinha, chorava por qualquer coisa, escrevia poemas pra ele (alguns até que aceitáveis), e cada pequeno movimento dele era cuidadosamente narrado no meu diário.
Então eu não quero fazer uma retrospectiva de 2010, porque aconteceu tanta coisa boa. Um monte de coisa ruim, como sempre. Mas que foi esquecida, confortavelmente acomodada sob as brumas dos melhores momentos da minha vida. São esses que permanecem. Posso ser fraca, mas (ou talvez por causa disso) minha memória pras coisas ruins é fraca. Não consigo ficar relembrando sofrimento. Só consigo lembrar das coisas boas desse ano, e temer o próximo. Eu fui feliz esse ano, eu construí mais do que eu sou, sei, e quero pelo resto da vida do que em qualquer outro ano. Todo ano é assim. Nada é regressão. Em diferentes escalas de dor, tudo tem sido evolução.
Apenas um aviso pra você que não acompanha meu twitter, os erros de concordância e elementos de linguagem pendendo pro miguxês são propositais.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
01:51
Ok minha tatuagem tá cicatrizando bem. Não é tão ruim, só me dá agonia de ficar relando sei lá OIASDHSDAHOIA
E roupa por cima também incomoda muito, passei todos esses dias fazendo cosplay de filha do pescador parrudo.
As coisas não poderiam estar melhores. Eu e o Diogo compramos um monte de livros juntos. Bobinho, mas nunca compramos nada que fosse dos dois antes. Ele está sendo tão fofo e perfeito em tudo. Claro que ele nunca foi um namorado ruim, mas não é sempre que tenho essa sensação de que está tudo perfeito, de flutuar, de que não me falta nada no mundo. Normal, não espero viver perfeição todos os dias. Mas é tão bom quando ela acontece.
Nessas condições, é impossível não acreditar em algo superior, divino, perfeito e sublime. Algo que te impulsione a viver. Algo comparável aos meus sentimentos ou talvez ainda maior, se estamos falando no Deus em que acredito. Isso é o mais próximo da grandeza e da paz interior que alguém pode chegar. E não é só um estado de espírito, posso sentir na pele, em cada célula do meu corpo, martelando no meu peito, pulsando pelas minhas artérias, correndo como um raio gelado estômago acima. Não consigo encontrar as palavras, estou ouvindo uma playlist com mais de 50 músicas, selecionadas cuidadosamente, são as que mais me fazem lembrar dele, mais traduzem o que eu sinto, mesmo que minimamente. Não que eu precise de música pra isso. Mas são significativas pra ambos. Talvez juntando todas essas palavras eu consiga formar algo, uma fração tênue de tudo o que há em mim e não sabe se transformar em palavras.
All that I am, all that I ever was is here in your perfect eyes, they’re all that I can see.
E roupa por cima também incomoda muito, passei todos esses dias fazendo cosplay de filha do pescador parrudo.
As coisas não poderiam estar melhores. Eu e o Diogo compramos um monte de livros juntos. Bobinho, mas nunca compramos nada que fosse dos dois antes. Ele está sendo tão fofo e perfeito em tudo. Claro que ele nunca foi um namorado ruim, mas não é sempre que tenho essa sensação de que está tudo perfeito, de flutuar, de que não me falta nada no mundo. Normal, não espero viver perfeição todos os dias. Mas é tão bom quando ela acontece.
Nessas condições, é impossível não acreditar em algo superior, divino, perfeito e sublime. Algo que te impulsione a viver. Algo comparável aos meus sentimentos ou talvez ainda maior, se estamos falando no Deus em que acredito. Isso é o mais próximo da grandeza e da paz interior que alguém pode chegar. E não é só um estado de espírito, posso sentir na pele, em cada célula do meu corpo, martelando no meu peito, pulsando pelas minhas artérias, correndo como um raio gelado estômago acima. Não consigo encontrar as palavras, estou ouvindo uma playlist com mais de 50 músicas, selecionadas cuidadosamente, são as que mais me fazem lembrar dele, mais traduzem o que eu sinto, mesmo que minimamente. Não que eu precise de música pra isso. Mas são significativas pra ambos. Talvez juntando todas essas palavras eu consiga formar algo, uma fração tênue de tudo o que há em mim e não sabe se transformar em palavras.
All that I am, all that I ever was is here in your perfect eyes, they’re all that I can see.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
tunts tunts
to aqui no studio.
tá chovendo muito e o dani é a pessoa mais manera do mundo, disse que eu sou maloquera e corajosa OIHASDDSAOIHA
o tatuador.
e me disse pra não sair na chuva e que eu podia usar o pc
então tunts tunts here i am
toda empolgadinha, principalmente porque falei com o monero e com minha musa kk aquelas ne
esperando a chuva passar usando a internet do cara que acabou de fazer 4 estrelas maneras nas minhas costas ---> how cool i am
só queria dividir isso com vocês, abs
ah, sobre a tatuagem. não doeu muito. é com cor(branco) e senti tipo um choque sei lá masfoi bem tranquilo.
acabou de entrar umamulher e me disse que parou de chover,vou pracasa
tá chovendo muito e o dani é a pessoa mais manera do mundo, disse que eu sou maloquera e corajosa OIHASDDSAOIHA
o tatuador.
e me disse pra não sair na chuva e que eu podia usar o pc
então tunts tunts here i am
toda empolgadinha, principalmente porque falei com o monero e com minha musa kk aquelas ne
esperando a chuva passar usando a internet do cara que acabou de fazer 4 estrelas maneras nas minhas costas ---> how cool i am
só queria dividir isso com vocês, abs
ah, sobre a tatuagem. não doeu muito. é com cor(branco) e senti tipo um choque sei lá masfoi bem tranquilo.
acabou de entrar umamulher e me disse que parou de chover,vou pracasa
bad
Escrever rapidinho que daqui a pouco tenho que ir pro studio.
Sozinha.
Pausa pras hate-stalkers vibrarem.
Estou muito puta da vida, e talvez eu não devesse. Mas me sinto no direito. Minha tatuagem, minha primeira tatuagem. Que eu marquei e avisei há um século. Liguei pro Diogo morrendo de preocupação dele estar passando mal e com pontadas no peito ainda. Ele disse que já ta bem. Que depois explica porque não pode ir. Espero que seja uma excelente explicação.
Espero não estar mais com raiva quando voltar de lá, porque odeio sentir raiva dele. É como sentir raiva do seu anjo de guarda porque ele não impediu que você escorregasse numa casca de banana e caísse de cara na rua, ou sei lá, sentir raiva de Deus. É horrível.
Queria a Nadine pra me dizer pra não ligar pra isso, que ele deve ter motivos sérios e que isso não significa que ele não se importa comigo. Eu sei que ela diria algo legal do gênero. Me daria razão por ficar chateada, mas diria que não é tão grave assim. E eu me apeguei tanto a ela em alguns tweets e uma conversa rápida no msn.
Desliguei o telefone com muita raiva. Espero que ele tenha percebido, porque eu não disse tchau nem te amo nem nada. Ele não ia nem me ligar se eu não ligasse, certeza. Eu ia ficar esperando que nem uma trouxa e me sentir infinitamente pior. Sou muito telefonefóbica, até porque ele não tem celular então normalmente tenho que ligar pra minha sogra que aparentemente segue a regra das sogras e não gosta de mim, sempre que eu ligo perguntando dele APENAS EM CASOS EXTREMOS DE PREOCUPAÇÃO DEVIDO À TELEFONEFOBIA, MAS EXTREMOS MESMO, QUANDO EU JÁ ESTOU MAIS QUE DESESPERADA, ela age como se eu fosse uma vadia louca compulsiva, como se seu namorado sumir da internet por um dia e meio fosse normal (a última vez que eu liguei).
Estou muito chateada tipo e-daí-foda-se-a-tatuagem, e acabo de acender um incenso pra ver se me sinto melhor. Ele vai dizer que não é tudo do jeito que eu quero, eu vou dizer que nada é do jeito que eu quero, ele vai interpretar como ofensa pessoal e terminar comigo. Começo a ficar desesperada e a não querer ir. Acendo um incenso pra ver se me sinto um pouco melhor mas não resolve porra nenhuma. Fico tentando ponderar e não ser injusta mas meu deus, será que é pedir demais as coisas que eu peço?
E eu não me arrependo agora por não ter cultivado ~~amizades~~ porque não queria nenhuma outra pessoa comigo. Eu sei, no fundo, que não estou sozinha, que jamais estarei sozinha de verdade. Mas tem momentos que você sente uma necessidade absurdamente grande da presença, não só em pensamento. Ah, que se foda. É só uma tatuagem. Só pra mim é importante, e se minha vida toda já é tão irrelevante, imagina uma tatuagem.
Sozinha.
Pausa pras hate-stalkers vibrarem.
Estou muito puta da vida, e talvez eu não devesse. Mas me sinto no direito. Minha tatuagem, minha primeira tatuagem. Que eu marquei e avisei há um século. Liguei pro Diogo morrendo de preocupação dele estar passando mal e com pontadas no peito ainda. Ele disse que já ta bem. Que depois explica porque não pode ir. Espero que seja uma excelente explicação.
Espero não estar mais com raiva quando voltar de lá, porque odeio sentir raiva dele. É como sentir raiva do seu anjo de guarda porque ele não impediu que você escorregasse numa casca de banana e caísse de cara na rua, ou sei lá, sentir raiva de Deus. É horrível.
Queria a Nadine pra me dizer pra não ligar pra isso, que ele deve ter motivos sérios e que isso não significa que ele não se importa comigo. Eu sei que ela diria algo legal do gênero. Me daria razão por ficar chateada, mas diria que não é tão grave assim. E eu me apeguei tanto a ela em alguns tweets e uma conversa rápida no msn.
Desliguei o telefone com muita raiva. Espero que ele tenha percebido, porque eu não disse tchau nem te amo nem nada. Ele não ia nem me ligar se eu não ligasse, certeza. Eu ia ficar esperando que nem uma trouxa e me sentir infinitamente pior. Sou muito telefonefóbica, até porque ele não tem celular então normalmente tenho que ligar pra minha sogra que aparentemente segue a regra das sogras e não gosta de mim, sempre que eu ligo perguntando dele APENAS EM CASOS EXTREMOS DE PREOCUPAÇÃO DEVIDO À TELEFONEFOBIA, MAS EXTREMOS MESMO, QUANDO EU JÁ ESTOU MAIS QUE DESESPERADA, ela age como se eu fosse uma vadia louca compulsiva, como se seu namorado sumir da internet por um dia e meio fosse normal (a última vez que eu liguei).
Estou muito chateada tipo e-daí-foda-se-a-tatuagem, e acabo de acender um incenso pra ver se me sinto melhor. Ele vai dizer que não é tudo do jeito que eu quero, eu vou dizer que nada é do jeito que eu quero, ele vai interpretar como ofensa pessoal e terminar comigo. Começo a ficar desesperada e a não querer ir. Acendo um incenso pra ver se me sinto um pouco melhor mas não resolve porra nenhuma. Fico tentando ponderar e não ser injusta mas meu deus, será que é pedir demais as coisas que eu peço?
E eu não me arrependo agora por não ter cultivado ~~amizades~~ porque não queria nenhuma outra pessoa comigo. Eu sei, no fundo, que não estou sozinha, que jamais estarei sozinha de verdade. Mas tem momentos que você sente uma necessidade absurdamente grande da presença, não só em pensamento. Ah, que se foda. É só uma tatuagem. Só pra mim é importante, e se minha vida toda já é tão irrelevante, imagina uma tatuagem.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
15:19
Tenho até medo de postar que estou feliz, porque olha. Mas não escrevo pra hate-stalk, escrevo pros meus leitores lindos e maneros.
Anteontem comprei o presente de natal do Diogo, uma camisa que ele queria muito. Ele ficou todo feliz. E ontem fomos no shopping ver harry potter e gastar muito dinheiro com os joguinhos, SADHDSAIHOA
Por mais que eu diga que minha fase de fãzinha de harry potter passou, e passou mesmo, eu ainda fico boba com a genialidade das coisas. Sempre vai ser aquela história significativa que marcou minha infância. Eu odeio o gênero mundo mágico etc, mas uma história tão bem construída, bem narrada, fascinante é impossível não prender mesmo os haters de Nárnia e essas babaquices que eu odeio.
É oficial: não sei chorar de soluçar na frente dos outros, a não ser que seja por motivos meus. Eu lacrimejei na hora que o gêmeo perdeu a orelha e na hora que o Doby disse que era um elfo livre e depois quando ele tava morrendo e disse “que belo lugar pra estar com os amigos”, aw. Diogo chorou que nem uma menininha, IHOASDAIHA
Primeira vez que o vejo chorar de verdade. <3
Jogamos o jogo de tiro mais viciante do mundo e meu deus eu quero uma máquina daquelas em casa. A única coisa melhor que matar zumbis é fazer planos pro futuro com a pessoa que você mais ama no mundo.
Nós vamos passar fome (e ficar magros lindos -n) pra comprar jogos, livros e incensos.
Eu imaginava que agora que não tenho mais melhor amiga (porque eu amo a Sun e a Ana mas não é a mesma coisa do que era) eu me sentiria extremamente sozinha mas ele ocupa todos os meus vazios. Só ter pessoas de quem eu gosto pra conversar etc já é o suficiente, não preciso ter uma melhor amiga a quem eu me dedique tanto. Vou me dedicar ao meu futuro apenas, e consequentemente às pessoas que eu quero nele.
Estou começando a ouvir ramones, pearl jam, esses lindos mais antigos aí. Enjoei um pouco do pop punk depressivo de sempre.
Acho que é só isso aí mesmo.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
01:55
E o coração, como todo músculo, tem que ser exercitado pra se tornar forte. Mas na medida, antes que se torne visivelmente patético, inútil, irreversível.
“estou chorando”
“porque?”
“porque vocês são lindos”.
E essa vida é um labirinto, é toda projetada antes de você entrar, mas é você que escolhe os rumos que vai tomar, muito embora tenha trechos que é inevitável passar pra sair dele, por mais que você tente contornar e procurar outros caminhos de fuga.
Acabei de terminar de ler Zíbia, I can’t help myself. Laços Eternos é o segundo livro dela que eu leio, e é lindo. Estou há meses começando livros bastante bons mas que não conseguiram me prender. Me fazem viajar em pensamentos, refletir, passar o tempo agradavelmente, mas não me edificam a alma.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
you're my ecstasy
Hoje me sinto o completo oposto de ontem. Apesar da dor de cabeça, me sinto muito motivada. Abstenho-me de falar das minhas crenças, mas obrigada Deus.
(com certeza ele lê meu blog, ouvi falar que ele curte porque também é 1 nefelibata etc)
Daí que eu desci a Bandeirantes e subi a Humaitá quase correndo e agora minha cabeça dói mais do que o cu de uma puta no primeiro dia de trabalho.
Mas enfim, mais uma caminhada em dia nublado e ruas quase vazias pra embevecer minha alma. Estou me admirando com o quanto essa cidade frágil e provinciana pode parecer grande pra mim, uma vez que não conheço todas as ruas e diariamente passo por lugares que nunca tinha passado antes, mesmo que sejam perto de onde eu moro. Ruas bonitas e silenciosas, tão contrastantes com a maioria dos lugares em que eu já morei, e não foram poucos. Sinto-me amadurecer, mesmo que minha maior preocupação no momento seja emagrecer 5kg até o natal pra família do Diogo me achar bonita e fazê-lo ter orgulho de mim. Quero dar o melhor de mim quando conhecê-los. Parecer deslumbrante, polida, distinta e meiga. Provar a olhos vistos que não existe ninguém nesse mundo que possa fazê-lo mais feliz do que eu (além dos fabricantes de videogames e desenvolvedores de jogos).
Confesso que a maior parte da minha motivação pra tudo é ele, mas a gente precisa começar de algum lugar, certo? Enquanto não tenho emprego, filhos, livro e árvore, foco todas as minhas energias em quem eu mais amo. Parece certo fazê-lo. Usar todo esse amor como energia potencial, como estímulo pra conseguir o resto. Vê-lo feliz e orgulhoso de mim é meu maior incentivo e recompensa.
(com certeza ele lê meu blog, ouvi falar que ele curte porque também é 1 nefelibata etc)
Daí que eu desci a Bandeirantes e subi a Humaitá quase correndo e agora minha cabeça dói mais do que o cu de uma puta no primeiro dia de trabalho.
Mas enfim, mais uma caminhada em dia nublado e ruas quase vazias pra embevecer minha alma. Estou me admirando com o quanto essa cidade frágil e provinciana pode parecer grande pra mim, uma vez que não conheço todas as ruas e diariamente passo por lugares que nunca tinha passado antes, mesmo que sejam perto de onde eu moro. Ruas bonitas e silenciosas, tão contrastantes com a maioria dos lugares em que eu já morei, e não foram poucos. Sinto-me amadurecer, mesmo que minha maior preocupação no momento seja emagrecer 5kg até o natal pra família do Diogo me achar bonita e fazê-lo ter orgulho de mim. Quero dar o melhor de mim quando conhecê-los. Parecer deslumbrante, polida, distinta e meiga. Provar a olhos vistos que não existe ninguém nesse mundo que possa fazê-lo mais feliz do que eu (além dos fabricantes de videogames e desenvolvedores de jogos).
Confesso que a maior parte da minha motivação pra tudo é ele, mas a gente precisa começar de algum lugar, certo? Enquanto não tenho emprego, filhos, livro e árvore, foco todas as minhas energias em quem eu mais amo. Parece certo fazê-lo. Usar todo esse amor como energia potencial, como estímulo pra conseguir o resto. Vê-lo feliz e orgulhoso de mim é meu maior incentivo e recompensa.
12:39
Sonhei que eu estava no Rio de Janeiro, numa casa linda e enorme, tinha vários quartos muito maneros no segundo andar e a porta frontal era de vidro, muito linda, eu tava vendo a claridade do fim da tarde se escoar no céu, em cinza azulado, laranja e cor-de-rosa.
Daí eu disse que tava muito lindo e eu queria ir na praia porque na vida real nunca fui pra praia.
Ok, eu tava com a Gabriella Chame, o namorado dela, o Bryan e o Rod.
Daí a gente tirou umas fotos porque eles tinham uma câmera semi profissional.
Daí a Chame e o namorado foram pra algum outro lugar e eu e ozamigos saímos pra ~~causar na noite carioca~~
Daí a gente chegou num bar super luxuoso, estilo bares de jogo de fuga, e fomos beber.
Bryan pegou um drinque alaranjado [pq tinha suco de laranja] e o Rod, sim o Rod que mal bebe cerveja de má qualidade, pegou um cálice preto com um drinque bem mais forte, eu sei que era forte porque bebi mais que os dois.
Daí pedimos tequila shots risos
E eu acordei com dor de cabeça. Fim.
(só queria anotar esse sonho, usando de péssimo estilo literário, porque achei ele manero até. E no fim nem fomos à praia bueeeee)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
(vibe de quem tá ouvindo simple plan e não vê o monero desde sábado)
Estou me sentindo tão triste e não sei exatamente por que. Me sinto sozinha mas não me culpo por ter afastado pessoas de mim. Não preciso de uma multidão pra me sentir acompanhada, não preciso de exorbitâncias pra me sentir completa.
Ainda assim, o vazio paradoxal dessa vida me deprime. Passo todos os meus dias aqui inutilmente mas também não tenho vontade de fazer nada que esteja dentro das minhas possibilidades. Sempre o dinheiro.
Mas se eu tivesse dinheiro realmente teria tudo, porque amor eu tenho. Os pais do Diogo gostariam de mim porque eu seria rica. Eu poderia comprar o que quisesse quando me sentisse triste. Teria como ir morar com ele em outra cidade pra estudar, sem me importar com gastos, sem precisar trabalhar, apenas me embebedar de sabedoria e amor.
Eu sei que não sou responsável pelas minhas realizações mas sou a culpada da minha desgraça iminente. Eu fico esperando incentivos pra começar alguma coisa, mesmo sabendo que devo fazê-la pra só depois receber as glórias, isso se receber.
Cansei de brincar de viver, quero outro jogo. Meu deus, eu só tenho 16 anos. E tenho que definir meu futuro. Tento me basear nos planos do Diogo, mas ele parece tão perdido quanto eu. Eu não estou reclamando disso, jamais reclamaria. Isso só me faz bem, me faz feliz, e espero de toda minha alma que ele sinta o mesmo. Não consigo imaginar minha vida sem ele. Ok, eu viveria. Mas seria tão sem-graça. Ainda pior.
Construir uma vida com ele é o incentivo pra eu começar a me mexer, eu sei. Mas tudo parece tão difícil, tão longe, quente demais pra sair na rua. Sempre encontro uma desculpa. Sei que preciso fazer algo mas não sei o que. Preciso descobrir antes de tentar.
A verdade é que eu detesto o presente, tão entediante, e anseio pelo futuro, mas anseio que ele chegue de graça, não consigo levantar daqui e mover uma palha sequer pra construí-lo.
Odeio nostalgia, já passei por coisas horríveis e esse ano representa o ápice de felicidade da minha vida, mas minha memória seletiva insiste em me mostrar apenas as melhores cenas desses 16 anos, mesmo que sejam minoria, são tão fortes na minha mente, que me dão medo de já ter usado toda a minha cota de felicidade e nunca mais ter um momento feliz.
Sou fraca demais pra encontrar meu caminho e ainda mais fraca pra tentar suster aqueles que amo quando mais precisam de mim.
Fico inquieta, impaciente, esperando por dias melhores, mas ainda assim querendo que o tempo não passe pra que eu possa ter pelo menos esses dias intermediários, nos quais, embora não sejam felizes, eu posso refletir sobre o que eu quero.
E eu quero tanta coisa mas parece que a lista “Querer” e “Poder” tem itens bem diferentes, nenhum em comum.
Tenho medo em me empenhar numa empreitada inútil, tenho medo de desperdiçar minha vida tentando algo e não conseguir. Não sei se tenho mais medo da liberdade ou da falta dela.
Ainda assim, o vazio paradoxal dessa vida me deprime. Passo todos os meus dias aqui inutilmente mas também não tenho vontade de fazer nada que esteja dentro das minhas possibilidades. Sempre o dinheiro.
Mas se eu tivesse dinheiro realmente teria tudo, porque amor eu tenho. Os pais do Diogo gostariam de mim porque eu seria rica. Eu poderia comprar o que quisesse quando me sentisse triste. Teria como ir morar com ele em outra cidade pra estudar, sem me importar com gastos, sem precisar trabalhar, apenas me embebedar de sabedoria e amor.
Eu sei que não sou responsável pelas minhas realizações mas sou a culpada da minha desgraça iminente. Eu fico esperando incentivos pra começar alguma coisa, mesmo sabendo que devo fazê-la pra só depois receber as glórias, isso se receber.
Cansei de brincar de viver, quero outro jogo. Meu deus, eu só tenho 16 anos. E tenho que definir meu futuro. Tento me basear nos planos do Diogo, mas ele parece tão perdido quanto eu. Eu não estou reclamando disso, jamais reclamaria. Isso só me faz bem, me faz feliz, e espero de toda minha alma que ele sinta o mesmo. Não consigo imaginar minha vida sem ele. Ok, eu viveria. Mas seria tão sem-graça. Ainda pior.
Construir uma vida com ele é o incentivo pra eu começar a me mexer, eu sei. Mas tudo parece tão difícil, tão longe, quente demais pra sair na rua. Sempre encontro uma desculpa. Sei que preciso fazer algo mas não sei o que. Preciso descobrir antes de tentar.
A verdade é que eu detesto o presente, tão entediante, e anseio pelo futuro, mas anseio que ele chegue de graça, não consigo levantar daqui e mover uma palha sequer pra construí-lo.
Odeio nostalgia, já passei por coisas horríveis e esse ano representa o ápice de felicidade da minha vida, mas minha memória seletiva insiste em me mostrar apenas as melhores cenas desses 16 anos, mesmo que sejam minoria, são tão fortes na minha mente, que me dão medo de já ter usado toda a minha cota de felicidade e nunca mais ter um momento feliz.
Sou fraca demais pra encontrar meu caminho e ainda mais fraca pra tentar suster aqueles que amo quando mais precisam de mim.
Fico inquieta, impaciente, esperando por dias melhores, mas ainda assim querendo que o tempo não passe pra que eu possa ter pelo menos esses dias intermediários, nos quais, embora não sejam felizes, eu posso refletir sobre o que eu quero.
E eu quero tanta coisa mas parece que a lista “Querer” e “Poder” tem itens bem diferentes, nenhum em comum.
Tenho medo em me empenhar numa empreitada inútil, tenho medo de desperdiçar minha vida tentando algo e não conseguir. Não sei se tenho mais medo da liberdade ou da falta dela.
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