isso não é sobre não saber jogar vôlei, não saber andar de bicicleta, não saber fazer nada na cozinha, não saber ter uma alimentação adequada, coisas que eu realmente não sei; isso é apenas sobre o "não saber". sobre cada pequena coisa, que somada a outras pequenas coisas, me tornam esse grande fracasso. e cada vez que eu tento fazer algo direito, tento me superar, tento me dedicar, tento trabalhar sobre um fracasso pra conseguir uma coisa boa, umazinha só, eu me torno ainda mais incompetente, ainda mais fracassada, ainda mais impotente.
e o que nos motiva a tentar superar um fracasso? talvez seja a própria desmotivação. mas eu não vou tentar mais nada.
porque é típico do humano sempre insistir em tudo aquilo que sempre vai dar errado?
— Você ainda vai ser feliz, Thatha.
— Eu quero saber quando. — disse eu.
— Quando você parar de bater na porta errada. — ele respondeu. — Não adianta nada bater numa porta fechada que nunca vai se abrir. Só é deprimente, e desgastante e...
— E se eu só tenho essa porta no corredor? — perguntei.
— Você tá no corredor errado. — disse Raffa, prontamente. — Ou na casa errada, na cidade errada, na vida errada... você já sentiu como se estivesse vivendo uma vida que não é sua?
— Já. — assenti.
Psicossoma, pg 74.
Psicossoma... que por sinal é a coisa mais genial que eu já fiz na minha vida inútil - não grande coisa, mas considerável -, a única coisa pela qual eu gostaria de lutar e conseguir publicar, e agora vejo que não tenho chances também.
dels... eu me pergunto quando algo vai começar a dar certo.
e tenho medo da resposta. muito medo.
you wanna a war, you got a war. but who are you fighting for?
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