Estou me sentindo tão triste e não sei exatamente por que. Me sinto sozinha mas não me culpo por ter afastado pessoas de mim. Não preciso de uma multidão pra me sentir acompanhada, não preciso de exorbitâncias pra me sentir completa.
Ainda assim, o vazio paradoxal dessa vida me deprime. Passo todos os meus dias aqui inutilmente mas também não tenho vontade de fazer nada que esteja dentro das minhas possibilidades. Sempre o dinheiro.
Mas se eu tivesse dinheiro realmente teria tudo, porque amor eu tenho. Os pais do Diogo gostariam de mim porque eu seria rica. Eu poderia comprar o que quisesse quando me sentisse triste. Teria como ir morar com ele em outra cidade pra estudar, sem me importar com gastos, sem precisar trabalhar, apenas me embebedar de sabedoria e amor.
Eu sei que não sou responsável pelas minhas realizações mas sou a culpada da minha desgraça iminente. Eu fico esperando incentivos pra começar alguma coisa, mesmo sabendo que devo fazê-la pra só depois receber as glórias, isso se receber.
Cansei de brincar de viver, quero outro jogo. Meu deus, eu só tenho 16 anos. E tenho que definir meu futuro. Tento me basear nos planos do Diogo, mas ele parece tão perdido quanto eu. Eu não estou reclamando disso, jamais reclamaria. Isso só me faz bem, me faz feliz, e espero de toda minha alma que ele sinta o mesmo. Não consigo imaginar minha vida sem ele. Ok, eu viveria. Mas seria tão sem-graça. Ainda pior.
Construir uma vida com ele é o incentivo pra eu começar a me mexer, eu sei. Mas tudo parece tão difícil, tão longe, quente demais pra sair na rua. Sempre encontro uma desculpa. Sei que preciso fazer algo mas não sei o que. Preciso descobrir antes de tentar.
A verdade é que eu detesto o presente, tão entediante, e anseio pelo futuro, mas anseio que ele chegue de graça, não consigo levantar daqui e mover uma palha sequer pra construí-lo.
Odeio nostalgia, já passei por coisas horríveis e esse ano representa o ápice de felicidade da minha vida, mas minha memória seletiva insiste em me mostrar apenas as melhores cenas desses 16 anos, mesmo que sejam minoria, são tão fortes na minha mente, que me dão medo de já ter usado toda a minha cota de felicidade e nunca mais ter um momento feliz.
Sou fraca demais pra encontrar meu caminho e ainda mais fraca pra tentar suster aqueles que amo quando mais precisam de mim.
Fico inquieta, impaciente, esperando por dias melhores, mas ainda assim querendo que o tempo não passe pra que eu possa ter pelo menos esses dias intermediários, nos quais, embora não sejam felizes, eu posso refletir sobre o que eu quero.
E eu quero tanta coisa mas parece que a lista “Querer” e “Poder” tem itens bem diferentes, nenhum em comum.
Tenho medo em me empenhar numa empreitada inútil, tenho medo de desperdiçar minha vida tentando algo e não conseguir. Não sei se tenho mais medo da liberdade ou da falta dela.
Um comentário:
Veja este vídeo, é algo que ajudará o seu processo:
"Brilho eterno de uma mente sem lembranças vira realidade: http://tinyurl.com/29uhgwx "
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