terça-feira, 28 de junho de 2011
falling
Meu amor me derruba sabendo que vai me estender a mão, me estende a mão sabendo que corre o risco de me derrubar. Meu amor tem paixão pela arte, pela ciência e pelo intangível, mas meu amor não tem paixão por mim que estou bem ao seu lado. Tem é amor, amor que mais lindo não há. Tem é vontade de passar a vida comigo, ter filhos comigo, não posso reclamar. Mas ainda prefere sacrificar algumas certezas por grandiosas incertezas. Meu amor fala das coisas bonitas que espera encontrar em terras distantes, mas não fala que estou bonita quando me maqueio pra me aninhar em seus braços. Meu amor me constrói o caminho e me faz sua lua. E eu absorvo sua grandeza para refletir uma pequena parte dela a qualquer um que se mire em mim... como me miro em meu amor, minha rocha, meu barco no meio do oceano, meu tudo. Que, com seu olhar que divaga um pouco demais pelo futuro e seu abraço quente, é perfeito a seu modo sob meu olhar marejado e um tanto masoquista – como tudo que há de mais belo, com sua parcela de dor, intensa mas brevíssima se comparada à sua recompensa.
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