quarta-feira, 30 de junho de 2010

30 de junho

‘Cause you don’t know what you are doing, you say our love isn’t true, well you don’t know what it feels to be alone. So go on and see how long you can survive without the one that makes you feel alive, when you’re down, down, down. Só digo isso.

Fui dormir duas da manhã, entrei na segunda aula. Tia Carmen perguntou o motivo do atraso. “Meu namorado me chutou e passei a madrugada chorando”, põe aí. Não foi o que eu respondi, a verdade não é meu forte. Fiz prova da Clelinha em dupla com a Aline, então a gente deve ter ido bem. E se não foi, que se foda.
Quase chorei no meio da prova, ‘cause-everything-reminds-me-of-you-what-can-I-do, mas eu tinha passado maquiagem e não ia estragar e me humilhar em público né, até porque o meu plano era vamos-fingir-que-nada-aconteceu-porque-logo-tudo-volta-ao-normal, mesmo que agora eu saiba que acabou mesmo, só me resta aceitar e superar. O normal de verdade seria eu sozinha. Anormal é eu conseguindo ter sentimentos, sentimentos correspondidos ainda. Aquele velho ditado de quando a esmola é demais o santo desconfia, sabe? Simplesmente não nasci pra isso. Isso de ser feliz, I mean.
Depois foi educação física, a gente desceu nessa aula e na outra, amém dels. Renato ficou com a gente fazendo a Kesha e causando LITROS.
Isso no intervalo também, me diverti com a galere, até vir a Stella, uma amiga do Diogo, que tava com o Renats, e comentar: “ai, fiquei sabendo que vocês terminaram”, e eu fiquei péssima, ai gente comaçin, pra mim era só um tempo, MESMO.
Depois de tudo isso, todos esses erros, tudo o que era pra ser diferente mas acabou sendo igual ou pior... pra mim não tem volta, SÉRIO. Eu sofri, me humilhei, praticamente implorei; estou sofrendo, me humilhando, e continuarei a sofrer (mas, espero eu, não a me humilhar), mas eu sou forte, e vou conseguir apagar o último – o melhor – mês da minha vida sem graça. Se algum dia ele me quiser de volta e eu voltar, eu estarei sendo fraca. Amor é sofrimento, e eu não sou tão masoquista.
Na verdade, até a hora que eu peguei no sono, meu pensamento era: amor é sofrimento, mas eu sou masoquista. Eu queria continuar insistindo.
Mas depois disso, páááára. Eu não sei o que dizer, não sei o que pensar, só sei que agora eu vou voltar à minha frieza de antes. É a mesma história, quando você encontra alguém supostamente capaz de despertar o melhor de você, mas no fim das contas você acaba devastada, e se tornando ainda pior e mais miserável do que você era antes de conhecê-lo.
Leo diz que eu sou drama queen e tudo, mas sério, eu não sou tão dramática assim. Estou, aliás, no modo FRIEZA. Gente que chorou na rua (eu tava de óculos de sol gigantes, pelo menos) mas tem vergonha de chorar sozinha. Não que eu não tenha me acabado ontem. Foi até mais do que eu deveria.
Me faz mal, sabe? A cada 1 minuto perfeito, dez de tortura, sofrimento. Talvez eu mereça. Eu me submeteria a isso, mas meu lado racional prefere que eu passe o resto da vida sozinha. Não quero implorar pelo resto da minha vida, por-favor-me-ame.
Eu não sei se eu sou realmente fria ou realmente emotiva, mas eu sei o que eu quero ser depois de tudo isso.
Mas então, voltando à minha narrativa, depois foi aula de português e fiz a redação; a mulher do CEL passou lá e eu queria muito fazer francês, mas como sempre tem um desgraçado pra atrapalhar tudo, eu e a Anna não conseguimos ir falar com a mulher por causa da Vera. Argh, morra.
Sério, eu sempre disse que no IE tive meus momentos escolares menos ruins, mas agora estou pegando ódio de lá também.
Não importa onde eu esteja, minha vida sempre vai ser uma merda, então realmente tanto faz. Mas me sinto algo perto de feliz por estar de férias. Amanhã tem festa mas nem vou, perdi a vontade, de tudo. Tudo o que eu quero fazer é passar umas três horas por dia na academia, vamos ver se por fora eu consigo melhorar, porque internamente já é um caso perdido.
Gente que se acha super esperta, mas acaba fazendo a mesma burrada ~> @_thatha
Ok, vamos tentar manter a concisão? Vaaaamos. Daí foi prova de filosofia, obviamente eu fui bem, porque né <3, mas mesmo assim estava com dificuldades em me concentrar.
Depois fiquei vendo a galere ensaiar pra quadrilha e conversando com umas pessoas de quem eu gosto bastante, mas quase não converso.
Daí fui na Pernambucanas com a Aline, ela encontrou um vestido perfeito pra usar num casamento, e o sapato perfeito. É o que eu digo, a vida dela fica ótima quando a minha fica uma desgraça, e vice-versa. Pena que normalmente a dela é que é a ótima.
Ficamos na rua, bem em frente da loja de alianças do shopping – tortura chinesa não chega nem aos pés disso – e parece que hoje todos os casais felizes da cidade resolveram passar por lá, olhar alianças e demonstrar toda a sua babaquice feliz. Mas sabe de um segredinho, amiga gorda de blusa do Brasil e sapatinho brega da lojinha lame do lado da Riachuello? Seu namorado brega com barriga de chopp e camisa pólo azul-piscina vai te magoar, te chutar no primeiro aniversário de namoro de vocês, e provavelmente nem vai ter te dado uma aliança ainda.
Look in my eyes, you’re killing me, killing me, all I wanted was you. Come break me down, break me down, break me down.
Porque é, é assim que as coisas são, sempre. Não importa o quanto você se ache diferente de todo o resto do mundo. Não importa se as suas roupas são freak, sua cultura é elevada, seus sonhos são audaciosos, sua dedicação e devoção foram extremas e sinceras, seus sentimentos maiores do que você julgou ser capaz de sentir novamente. Sua vida é bobagem, ilusão, pilhéria, dor.

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