quinta-feira, 19 de agosto de 2010

21:33

Sempre que estou andando de esteira tenho idéia pra post.
Eu estava lá apenas pensando comigo sobre como a Romilda, minha professora de ciências da quinta à oitava série, uma velha ligeiramente medonha mas que é responsável pelos meus não-zeros em química, física e biologia atualmente, dizia sobre a vida acadêmica ser um funil.
Na quinta série, logo no nosso primeiro dia de aula com ela [ou um dos primeiros sei lá], ela dizia “agora vocês estão na parte larga do funil, a cada série vocês vão descendo e vai ficando mais apertado”.
E a cada ano ela repetia o discurso, estávamos sempre na parte larga do funil, segundo ela.
Ou seja, a vida nada mais é que um funil em looping infinito.
Honestamente nunca me senti jogando a escola no hard, mesmo no auge da minha vagabundagem escolar (hoje em dia, pros leigos). Mas o resto das coisas que não envolvem a escola (um conjunto vazio: Vida = { }), essas sim têm sido hard desde sempre, enfrentando os big bosses todo dia sem passar de level.
Mas isso é culpa do inconformismo que parece existir em maior quantidade em mim que nas pessoas normais. Olhando por um lado minha vida está boa, melhor do que eu sempre quis quando era mais nova. Mas passam os anos, você se torna mais audaciosa e resmungona. As coisas que você conquistou se tornam banais aos seus olhos. Você quer mais. A ambição é boa até aquele trecho onde se bifurca em direções opostas: sucesso ou auto-destruição (ou você simplesmente volta a estrada toda, perde qualquer ambição e vai criar cabras no Vale do Utah).
Ainda estou no começo do caminho, não me desvio dele, não quero me enveredar pra auto-destruição, não pela milésima primeira vez, não agora. Mas o fato é que, por mais que eu evolua, nunca será evolução o suficiente. Aquela mania que todo mundo que é um lixo e não vale nem um níquel tem, de querer não ser normal, não ser razoável, nem mesmo boa o suficiente, mas perfeita.
Ok, o dia hoje: euri bastante, me concentrei muito na aula de biologia e por um segundo fugaz pensei em ser geneticista. Ok meu QI de 134 é considerado superdotação (ao menos se eu fosse homem...), mas eu sou vagabunda e distraída demais pra passar a vida inteira calculando quais as probabilidades de uma mulher B+MN e um homem O+M terem filhos defeituosos, obrigada.
Aliás, na aula de biologia eu estava pensando: ser hétero é supervalorizado. Com o tanto de gente que se descobre/considera/enruste-mas-é bi, acabo achando que é esse o normal (ok o normal não pode ser totalmente gay porque daí não haveria reprodução), e não ser hétero.
Os gregos antigos são tipo os povos mais foda de todo o universo, e assim como cada homem tinha sua mulher pra reproduzir e seu macho pra se divertir (Bryan que disse, eu não sabia), umas bonitas na ilha de Lesbos também descobriram que não precisam de um pênis pra serem felizes, ou seja.
Tipo, tem anomalias autossômicas que atingem cerca de 50% da população, ou seja, não são recessivas. Ou então, se o gene pra bissexualidade estiver no X, é o mesmo raciocínio pro daltonismo. Tem essa coisa de quem nasce pra ser gay e quem vira porque é feliz (alô). Ou seja, genótipo e fenótipo gay. Quanto mais gente se assume, mais gente passa de hetero pra curioso, e é assim que o mundo fica manero e colorido.
Ok brisei, voltando à profissão que eu pensei: ontem eu e a Aline decidimos que eu devo fazer faculdade de filosofia e ser fotógrafa por hobby.
Porque filosofia é totalmente Thamires: apenas pensar e não ter que fazer trabalho braçal. Quero ser muito foda que nem o Zaguinho. Dar uma aula bem dada, mas ser manera e querida pelos alunos. <3
Enfim, farei se não mudar de idéia até a época de vestibular do ano que vem (até parece que não vou mudar, hoje mesmo falei sobre ser geneticista né).
Aff fico aqui sonhando alto e vou acabar como caixa de mercado — o que ainda é uma profissão boa, comparada a muitas. Coisas que ninguém nunca sonhou em ser, mas alguém tem que fazer.
Tá, continuando o dia, que eu briso demais.
Passei o intervalo com a Leh e a Nah, e foi manero; quando passo com azamiga da sala, com quem converso o resto da manhã inteira, a gente só fica paradas olhando pro nada reclamando do frio.
Sem contar que estou tentando fazer cosplay de gente, ao invés de bicho do mato, e ser mais sociável.
Depois fui vadiar com a Aline e o Renats, nos divertimos e tals, mas eu vim pra casa cedo porque queria ir mais cedo pra academia. Passei na Ana pra conversar um pouco, coisa que a gente não faz há séculos, porque tava me sentindo sozinha no longo caminho dazquebrada do Renats até em casa, e ela andou um pouco comigo me contando sobre a vida dela e tal.
Fui pra academia bla bla bla Beto te amo fim.
Sério, tenho que ler dom casmurro (o resumo da wikipédia, pros leigos), prova amanhã. Nem sei se volto pro msn, já que além de tudo tenho que dar conta do problema dos outros e isso ainda me deprime. Nem eu sou tão masoquista.
Olha, só quero constar que odeio Machadão e por mim ele podia enfiar os romances psicológicos e todos os troncos que árvore que ele cortar, no cu.
Nenhum clássico me atrai, até nisso eu tenho que ser a diferente. Se eu fosse um espermatozóide correria pro lado oposto.
Enfim vida (ou seja lá como devo te chamar, sua vadia), vá se foder.

Um comentário:

giu batista disse...

oi moça ;)

achei teu blog por acaso e dei uma olhada. cara, Adoreeeeeeei tua espontâneidade! sério! parabéns pelo blog. É super simples e objetivo, como um diário online mesmo, mas super bem feito e redigido.

parabens ae.
tudo de bom

:*