quinta-feira, 19 de maio de 2011

i could walk this fine line between elation and success

A finíssima linha entre se dedicar aos estudos, tentando assim garantir um futuro melhor, e ser infeliz. Outra, entre se divertir sempre que possível e acabar debaixo da ponte daqui uns anos.
Um cara morreu na USP – na USP, esse lugar mágico que qualquer um já ousou devanear em um dia estudar. Num campus de economia. E meu Deus, isso me afetou de verdade. Poderia ter sido meu namorado.
E se fosse, teria ele morrido feliz, sabendo que estudou freneticamente por dez, quinze horas por dia, deixando de lado diversão, descanso, e grande parte das vezes sua namorada, pra que seu arquitetado futuro brilhante jamais chegasse? Pra terminar a vida com um tiro na cabeça bem diante de seu carro no penúltimo ano de faculdade?
Não há fórmulas, não há garantias, apenas múltiplas possibilidades. Tenho desprezado a maioria das pessoas ao meu redor porque elas não se preocupam com futuro e uma boa faculdade, mas e se daqui uns anos estiverem em melhor situação que eu? É uma idéia odiosa, injusta, torpe, mas pode acontecer. Ou eu posso simplesmente morrer amanhã, com pouquíssimas memórias que me permitam dizer que viver valeu a pena, no fim das contas.
Definitivamente não sou equilibrada. Não no meu temperamento, mas tenho tentado não ficar em nenhuma das pontas da corda. Não vou me obrigar a estudar 12 horas por dia, nem perder a chance de fazer algo que eu me divirta de verdade – ultimamente, só ir no Porks já compensa todas as frustrações da semana.
Se a responsabilidade em relação ao futuro é uma piscina, eu sou aquela que senta na beira com as pernas mergulhadas e fica tomando uma coca, daí quando o calor aumenta muito, entra e fica lá num canto de pé na água (não-metaforicamente eu também sou assim porque não sei nadar).
Estou farta de pessoas que nem se aproximam da piscina, mas também me assustam aquelas que pulam de barriga.

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