sábado, 31 de julho de 2010

04:16

Minha última semana de férias (ok, teve aula de terça pra cá, mas praticamente ninguém foi, nem crianças da quinta série que amam muito a escola).
E voou. Demais. Pra mim hoje ainda é terça –q
Mas juro, parece que faz tipo, algumas horas, que o Bryan disse que não ia entrar no msn a semana inteira por causa do cursinho ): e isso foi no domingo.
Ok, meu último post foi na terça (a terça de verdade, qq)
Terça à noite fiz localizada de braço, tô dolorida até hoje.
Mas viu, hoje eu tava olhando nossas fotos de tipo, fevereiro/março, e acho que deu uma boa diferença na minha gordura.
Tipo, obeso é foda, você perde 10kg e ninguém percebe. Você tem que perder 30 kg em tempo recorde que nem um daqueles rappers obesos que ficou magrinho pra um filme e eu não sei informar o nome porque pra mim rapper é quase tudo igual, separar do marido que só te deprimia (ou ~~~~~apimentar a relação~~~~~), ficar loira, fazer progressiva, e contar toda a sua triste história na revista SOU+EU, só assim pra notarem que você perdeu peso né.
Olha gente, essa expressão entre til é uma coisa tão ridícula que sinto vergonha até de escrevê-la com todo o sarcasmo do mundo.
Tá, daí quarta rodei esse mundo todo com o Diogo atrás de um colete. Fomos em cada loja de roupa do núcleo central da tribo (~centro da cidade~ pros leigo), mesmo as lojinhas mais fuleiras, e tipos, não tinha colete masculino.
Passamos muito medo entrando na casa de um alfaiate que queria cobrar oitenta reais pra fazer um colete que o Diogo praticamente só vai usar pra tirar foto.
Daí fomos na Pernambucanas e tinha colete ._.
Não fomos lá antes porque NUNCA tem roupa legal pra homem. Não que o Diogo seja ~homem~, mas ele também não vai sair usando camiseta baby-look cor-de-rosa né? (espero)
Ok, compramos o colete. Fiquei mais feliz que ele com a aquisição, sério. 50% porque ficou muito foda e tenho orgulho dos meus amigos que se tornaram divos, e 50% porque eu não ia ter que agüentar os chiliques da mona atrás de tecido e costureira/alfaiate/meucu.
Daí me pesei e perdi mais 200g, o que contabilizou meio quilo a menos essa semana (mas devo ter engordado uns 4 kg de volta porque comi hambúrguer com batata frita, lanche, bolo, salada de frutas etc IOHASDADSIHOA me amem)
Isso foi quarta, daí quinta acho que não fiz nada, só fui pra academia, e hoje a Aline veio pra cá.
Inventamos de comprar raspadinha na porra da lotérica, porque ela sonhou com raspadinhas etc.
Quatro reais pelo ralo. Mas valeu a pena pelo tanto que eu ri na lotérica, pqp gente, eu tava organizando as moedas certinho, daí ela bagunçou tudo e fiquei angustiada (oi, tenho TOC), daí ela pegou as moedas porque eu não tava agüentando segurar moedas desorganizadas, e ficou sacudindo, daí eu disse que ia dar um tapa nela e voar moeda, e por alguma razão achei isso muito engraçado.
Daí viemos pra cá jogar jogo de fuga (ela viciou, e eu já era viciada, então né).
Zeramos um super difícil lá, da Pastel Games, e deu vontade de comer pastel.
Fomos comprar pastel, e comer no quarto, meu travesseiro deve estar fedendo frango até agora.
Foi tão jantar romântico feelings, eu cheguei com os guardanapos e a Aline estava sentada no chão colocando coca nos copos, que nem aqueles caras de filme romântico colocando champagne, enquanto tocava beeshop – música no piano, e meu quarto mal-iluminado também contribuiu, KLHADFAFSIHADSHIA
Daí o Bryan mandou o melhor e-mail do mundo e ficamos mil anos rindo, e a Nati ligou pra Aline, e elas ficaram falando tipo do show do Fiuk. A Nati é o tipo de pessoa legal, mas que você nem lembra muito quando fica sem ver.
(ou eu que acho as pessoas descartáveis demais sei lá)
Falando nisso, lembrei que quando eu tava sentada na fonte com a Aline — tradição nossa, sempre que uma está deprimida vamos pra fonte — encontrei a Mariane, uma das minhas melhores amigas da oitava série.
Olha, “Thamires 2008” é um estado de espírito pra você que está obeso e querendo se matar. Então tipo, não gosto de lembrar das coisas da oitava série, mesmo. Pode ser idiotice, mas enfim.
Mas até que fiquei feliz em ver ela. Ok, não somos amigas pra sempre como dizemos que seríamos, mas também não estamos nos ignorando na rua como todo mundo que me conheceu na época faz comigo agora (e fará pra sempre, até o dia que eu ganhar na raspadinha ou ficar famosa publicando Psicossoma).
Ah, lembrei de outra coisa, o meme “me beija amor”.
Tipo, tudo começou no início desse ano, quando eu e a Aline estávamos deprimidas (as duas ao mesmo tempo) e resolvemos comer bolo. Ela disse “me beija amor” de boca cheia e a gente riu tanto que a depressão passou. É mágico, e desde então, toda vez que a gente come alguém algo juntas ~menos em público~, a gente diz isso. É muito nojento mas ok.
Enfim, isso é mais um dos milhares de posts aleatórios idiotas meus, só queria atualizar isso mesmo.
Eu poderia constar que ontem tava super chateada, mas agora acho que já passou, e a pessoa que me fez sentir mal não vale nem a pena, viu. Argh, nojinho daquela lá.
Vish, as intrigas –q
E também estou meio ~upset~ porque segunda-feira — e pelos próximos 16 meses, ou sei lá quantos porque não sei contar direito — tem aula e etc.
Imagino um buraco negro depois que acabar o ensino médio (1 membro)
Ok, post gigante, chega. Vocês que esperavam altas reflexões com linguagem elaborada: se foderam.

terça-feira, 27 de julho de 2010

17:27

Tô aqui ouvindo uma Kerli e com a Anna me falando no msn que a tia neguinha comprou um sapato horrível na loja dela ou coisa assim.
Então, hoje eu levantei quase quatro da tarde e tava sonhando com o Caio OIHDSAASDIOHA
Pros leitores mais recentes, Caio tem sido o amor da minha vida nos últimos sete anos. Ok, mentira.
Eu era tipo louca por ele entre a quarta e a sétima série, o que não é uma idade que deva ser muito levada a sério, mas mesmo assim. Já se passaram uns anos e ainda acho significativo. E sonhos com ele sempre trazem alguma coisa à tona, sabe? Eu tinha sonhado com ele perto do meu aniversário de 15 anos e, tcharans, eu encontrei ele no shopping. Quando eu estava namorando com o Diogo, também vi ele. Tipo, até onde eu sei, ele está morando em Presidente Prudente, então não foi uma coisa muito corriqueira, sabe.
Então, só lembro que eu estava bebendo cerveja com ele e beijando ele, ou tentando beijá-lo, sei lá, foi bem confuso.
Daí eu acordei e fiquei lembrando de vários sonhos que eu tive com ele, com uma sensação que não sei bem o que é, uma espécie de nostalgia, mas nostalgia de algo que nunca aconteceu, sabe? Oooi, Lucas Silveira me entenderia.
Aí eu lembrei que esses dias falei pra Aline sobre como eu imagino meu casamento hipotético, e tipo, essa imagem nítida que eu tenho há quase quatro anos é por causa de um sonho que eu tive com ele, no qual eu descia de um carro que estava quase entrando no mar, e ia caminhando descalça até ele. Água cristalina, de um turquesa pra ricos. Areia branca, a se estender infinitamente junto com aquele mar deslumbrante. Sério, deve ser o sonho mais lindo que eu já tive na vida.
(tirando uns sonhos nos quais eu falava com o Joe Trohman, porque midisculp, mas ele será sempre o número um da minha vida)
Post sobre nada que leva a lugar nenhum, oi.
Nada mais sexy que uma retardada de dezesseis anos planejando seu casamento hipotético baseada num sonho que teve aos 12, huh?

Little girl you're standing in front of a mirror, your best friend said that you are fat and ugly. And now you're starring your own reflection with horror, too bad you do not look like a barbie doll.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A vida é frágil e absurda.

Daí você está andando pela praça pra ir pra academia e vem na sua mente um texto sobre a efemeridade das coisas.
(obrigada @Huistoi pela palavra ~efemeridade~, eu ia usar ~transitoriedade, mas ~efemeridade~ é muito mais foda)

Não existe clichê maior, mas eu estava realmente comprovando, em todos os âmbitos da minha vida, quão rápidas são as mudanças.
Tipo, comigo é assim: reclamo que nada acontece no momento, mas vendo aquele fato como um todo, vejo que muita coisa mudou.
Lembra que quando eu comecei a namorar com o Diogo, eu dei uma blusa minha pra ele? Foi a coisa mais linda do mundo no momento, daí esses dias eu tava num janelão com Bryan, Aline, Diogo e Raffa, e disse que não sou romântica, sou fria (bem-vindo aos moldes em que o mundo te coloca, porque um mês e meio eu era a pessoa mais melosa ever né).
E o Bryan e a Aline jogaram na minha cara esse negócio da blusa.
E eu disse, pelo menos mentalmente: “nós éramos jovens e apaixonados. E quando foi isso? Mês passado.”
O fato é que não é só pele e cabelos que são organismos vivos em constante mutação. Nossa mente é (e é de verdade, neurônios não vivem pra sempre né? Mas estou falando figurativamente e tal).
Tipo, eu não consigo acreditar agora meu melhor amigo é o cara que um mês atrás fazia planos de casar comigo, e um ano atrás usava o nick Srto Squirtle em letrinhas modificadas no orkut.
Mas daí eu olho pra mim mesma e também não consigo acreditar que um ano atrás eu tinha acabado de pintar meu cabelo de vermelho (porque parece que eu sempre tive né? Mas nems, já tive cabelo de tudo quanto é cor, vocês devem saber) e que eu usava calça leggin porque não cabia em nenhuma calça jeans, ou mesmo que um mês atrás eu também era essa pessoa boba e apaixonada que faz textos bonitos sobre o amor.
Agora minha relação com o amor é puro epifitismo – só aceito o tipo de amor que se agarra à mim e me usa sem me desprivilegiar. Amo as pessoas até o ponto que elas se tornam capazes de me fazer mal, capazes de tomar as rédeas da minha vida das minhas mãos. Daí, é automático: meu coração, ou mente, ou qualquer outra coisa do gênero bloqueia a pessoa e reporta spam dela na minha vida, e caso liquidado.
Já há algum tempo carrego comigo duas definições de vida. Não são absolutas, porque além da Stefhani do Crossfox, nada no mundo é.
A primeira é a mensagem de Another brick on the wall. Gente virando carne moída, se moldando às situações. É o que eu tenho feito. Tento moldar o mundo a mim sempre que possível, tenho essa coisa de fazer as pessoas ao meu redor terem um pouco de mim. Mas também adquiro um pouco delas, e um pouco do mundo. Ser moldado não é cruel, desde que você tenha consciência do que está te transformando, e no que você está sendo transformado.
Porque é assim comigo e com algumas pessoas ao meu redor. A gente sente vergonha do que foi no passado. Gente que não sente vergonha simplesmente não evolui. Tudo o que eu fiz e fui foi sincero, foi baseado no que eu acreditava, mas eu mudei. Simples assim. Ou assustadoramente complexo.
E a segunda é a frase “A vida é frágil e absurda”. Reparem que são dois adjetivos ambíguos, podem ser descritos sob diversos pontos de vista. Eu poderia dizer que a vida é fascinante, ou que a vida é algo que só serve pra te destruir, mas eu prefiro ficar neutra. Tenho meus momentos de ver a vida cheia de açúcar tempero e tudo que há de bom, mas também tenho meus momentos de ver a vida como algo ruim. Pra mim a vida é meio que um pacman, você tem vários modos de conseguir seu objetivo, mas nem sempre consegue. Às vezes você domina, às vezes é dominado.
Mas de todos os ups and downs, rights and wrongs,  a definição que pra mim permanece, e que mostra a efemeridade, a transitoriedade e o paradoxo que é a vida, é a frase: A vida é frágil e absurda.

13:42

Depilação é uma das coisas mais chatas do universo, e não venha me dizer que é um mal necessário, porque a maioria das européias não se depilam.
Lembro quando eu li 100 escovadas antes de dormir, um livro italiano sobre uma menina que dá pra todo mundo, e tipo, além de feia e gorda, ela é peluda, mas todo mundo quer comer ela.
Porque eu ainda não fui pra Itália né?
Tudo é, de fato, uma questão de ponto de vista. Depilação é coisa de ameríndio e não estou de brimks. Nos EUA chamam a depilação com cera de depilação brasileira, e daí, lendo Gossip Girl (qualquer coisa sobre “depiladora brasileira no Elisabeth Red Door’s”) que eu fui me tocar que isso é coisa da nossa cultura.
Ok, pode ser bonito ver as pernas lisas de uma modelo super photoshopada, mas não fica assim na vida real (se alguém tiver uma depiladora perfeita pode me dar o número viu. A minha é foda, mas não fica assim), mas e a dor? Tipos, é um método bem primitivo essa coisa de passar mel quente e puxar né?
Enfim, eu não precisava dedicar um post todo a isso, mas estou revoltada com o creme depilatório que acabei de usar nas axilas, estou com tédio esperando a Aline chegar, e sobretudo queria enfatizar que tudo, absolutamente tudo, é uma questão de ponto-de-vista. Por mais burra que seja a ideologia de um povo, pode ter certeza que quem a criou não era tão burro assim, porque conseguiu não somente difundi-la, mas fazê-la ser aceita como se fosse a certa. Vai você brasileira falar pra um cara que você acha que seus pêlos são lindos e femininos, pra ver se ele te come. As italianas e boa parte das européias fazem isso.
Eu cheguei a dizer: Deus devia estar bem puto com Eva quando resolveu que mulher devia ter pêlo né.
Mas na verdade, se a Eva fosse italiana, a gente não teria que passar tanta dor desnecessária.
História do mundo: tornar necessárias coisas que eram desnecessárias, e convencer um grande grupo de pessoas de que elas são necessárias. As coisas se entrelaçam tanto que você já não sabe mais o que você precisa e o que você não precisa, apenas o que você quer. Eu quero ser aceita pela sociedade e estar no padrão que a sociedade onde eu vivo considera bonito e higiênico. Ou seja, vamos sofrer.

Não sou do tipo que culpa a sociedade por tudo (alô Diogo), até porque são as pessoas que fazem a sociedade, de modo que, né? Todo mundo contribui de algum modo pro que vivemos, seja vendo pelo lado positivo, ou pelo negativo. Nem sou do tipo feminista-naturalista-que-nunca-viu-uma-gilete-na-vida. Mas né? Às vezes a gente tem que refletir um pouco sobre essas coisas aparentemente bobas, pra fugir da completa alienação.

domingo, 25 de julho de 2010

01:52

Só queria atualizar mesmo, sei lá.
Os dias têm sido um tédio, hoje tudo o que eu fiz foi tomar milk-shake com o Diogo e comer hambúrguer em casa.
Gente, hoje coloquei meu baby-doll amarelo de duas peças ~coisa mais broxante que isso não há né~, e tipo, tá caiiiiindo. Sabe em desenho animado quando, seilá, o pica-pau sai andando com a calça caindo? [FINGE QUE ELE USA CALÇA MANO]
Entãão... tipo, achei tão legal ficar caindo, porque né? Emagreci horrores. Eu usava isso em 2008, e me dei conta de que lá pra cá perdi quase 20kg. É uma mudança de vida, sabe. Você sair da obesidade mórbida pra estar apenas na obesidade.
Sério gente, 84 kg, 1,67 m. Ninguém tá aqui pra ser modelo, mas o mundo se importa com o fato de você ser feia e ter um corpo horrível né?

Breaking news: chapinha me dá caspa. Obrigada mundo.

Estou aqui ouvindo the classic crime e pensando em algo útil pra dizer, mas tá difícil. Sério, me perdoem a futilidade e falta de assunto, é por causa delas que meus posts estão ficando mais espaçados e tal.
Então, vou compartilhar com vocês um texto que escrevi com uns treze anos (agora que eu tenho 16 posso falar ~13 anos~ como se fizesse uma eternidade IOHADIOHDASIOHADSA QUE LIMDO)

Mentira, eu ia, mas fiquei com muita vergonha alheia.

Ok, que se foda, EU TINHA 13 ANOS. Adicionei os botões de reação e de compartilhamento na postagem, fiquem ligadinhos rs.

Ah, deixa eu falar: é bem Pedro Bandeira, viu. Meu livro preferido era A marca de uma lágrima.

E eu nemli inteiro porque tô com vergonha. Acho que amanhã vou ler e pensar se disponibilizo inteiro pra vocês no google docs, pra vocês rirem um pouco. Enfim, calabok né Thamires.

Olha, só digo uma coisa: espero não ter, aos 19, vergonha dos meus 16 como agora aos 16 eu tenho dos meus 13 anos. q

Lá estava ela, diante daquelas que eram suas piores inimigas em quadra – as jogadoras do time adversário. Era só um treino, com as meninas da escola, e mesmo assim Manuela se sentia tensa. Mais que isso – estava apavorada. De seu gol, poderia ter uma ampla visão do jogo, mas o medo a deixava quase cega. Só podia ver que Cláudia, a garota gigante do 2ºB, a mais atlética e perigosa jogadora do time, a grande aposta pros jogos intercolegiais daquele ano, se aproximava de seu gol. Alguém estava gritando seu nome — "Segura ela, Manu!" — mas Manuela não conseguia mexer os braços...

— Vai, Manu! Acorda! Você tem que ir pra escola, garota...

Despertou de repente, sorrindo aliviada ao ver o rosto do pai diante dela.

— Vai ter que entrar na segunda aula, querida. Não consegui te acordar por nada nesse mundo. — o pai quase se desculpava. Não que Manu amasse a escola – mas era dia de treino.

Manu ainda estava zonza, e passou a mão na testa, percebendo que suava.

— Vou tomar banho. — anunciou a menina, saltando da cama rumo ao chuveiro.

— Espera. — murmurou o pai. — Algo errado?

Ela deu um sorriso forçado.

— Ora, pai. Tudo errado. Desde que ela deixou a gente.

Ela foi caminhando sem pressa até a escola, distante apenas alguns quarteirões. Manuela sem dúvidas não era feia, ou estranha, ou nerd, como seus amigos reclamavam que eram a maioria das meninas do 2ºA, e por isso todos eles preferiam as do 2ºB. Preferiam até mesmo Cláudia, que tinha jeito e brutalidade de homem, do que as nerds da sala!

"Só porque ela tem aquele par de peitos sustentados com arame e bojos... que horror!", pensou Manu, distraindo-se de seus pensamentos temerosos em relação ao jogo contra a escola Jorge Augusto Telles.

— Hey! Olha só quem tava matando aula hoje! — Manu ouviu uma voz masculina gritando atrás dela. Não precisou olhar pra trás e ver o sorriso abobado e permanente de Marcelo, pra reconhecer a voz.

— Acordei tarde. — ela riu. — Posso saber o que o senhor estava fazendo a essa hora na rua?

— Acordei cedo. Até demais. — disse ele. Apesar de ter apenas treze anos, era considerado um gênio a frente de seu tempo pelos professores, e seu físico colaborava para fingir que era mais velho, pois chegava a ser mais alto que alguns dos garotos de quinze e dezesseis anos da sala. Porém era excessivamente magro.

— Não me diga o que você estava fazendo atrás da estátua da praça, ok, Má? — disse Manuela, sorrindo.

— Ok, não vou te dizer que eu tava ficando com uma menina do Jorge Augusto Telles. — disse Marcelo.

— Confraternizando com o inimigo! Marcelo, seu galinha! — Manu gritou, fingindo que estava ofendidíssima.

— Qual é, Manu, nenhuma delas é tão gata quanto você ou a Cláudia. — ele riu.

— Ah é? Pela sua idade, garoto, a menina que você pegou devia ser da quarta série, né? hahah. — disse Manu, e os dois chegaram à escola.

Alexandre, Danilo e Tiago, os outros melhores amigos de Manu, estavam sentados na quadra, observando as meninas jogarem handebol. Manu franziu a testa, quando Tiago veio ao encontro dela e de Marcelo.

Tiago era o mais normal do grupo. Ele deu um sorriso sincero, de alguém satisfeitíssimo por perder uma aula de matemática...

— Se eu soubesse que a gente ia ficar vagabundeando na primeira aula, teria vindo mais cedo. — disse Marcelo.

Tiago deu um beijinho no rosto de Manu e um tapinha no ombro daquela criança grande.

— A professora faltou, uma beleza. Deixaram as meninas treinarem, e nós vamos vendar nossos olhos pra não ficarmos olhando essas bundas caídas correndo pra lá e pra cá. — disse o garoto.

— Você diz isso porque sua queridinha não é adepta de esportes, não é, Tiagão? — disse Manu, lançando um olhar pra uma menina de óculos e aparelho, que estava sentada na arquibancada lendo um livro.

— "Queridinha"? A Larissa não é simplesmente uma queridinha, Manu... ela é minha musa inspiradora! — Tiago suspirou.

Danilo e Alexandre vieram se juntar aos três amigos, e Manu teve que se conter pra não suspirar. O mundo parecia oscilar, quando Alexandre se aproximava, com aquele perfume...

— Não quero pensar o que os dois estavam fazendo fora da escola juntos. — disse Alexandre. — Manuela, pedofilia é crime!

Manu fez uma cara de quem finge estar irritada.

— Segura a onda aí, Alê. — disse Danilo. — Quem é mesmo que fica amassando obscenamente a Sarinha contra o portão? Dá até vergonha ficar perto.

— Ficava, meu velho, ficava... até semana passada. Agora tô em outra. — disse Alexandre.

Sandrinha era do terceiro ano, uma das meninas mais bonitas da escola. E Alexandre também era o galãzinho, por isso, pra ele era normal ficar com garotas mais velhas.

Manu ficou tentando não imaginar qual seria a nova paixão de Alexandre. Tentando não imaginar que, talvez, quem sabe, ele tivesse notado, entre a amizade e os suspiros, que a melhor amiga, que a jogadora desengonçada, que a garota onipresente pudesse amá-lo? Mais... que ele pudesse amá-la?

O sinal para a segunda aula, que infelizmente não seria vaga, tocou. E, entre as conversas de seus amigos, e o barulho quase insuportável do treino das meninas do handebol, Manu foi subindo as escadas, tentando não pensar em tudo o que a estava deixando louca nos últimos dias.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

15:12

O mundo não pára de jogar na minha cara como eu sou looser, imprestável, gorda, ridícula: a mesma merda de sempre. Eu fico dizendo que melhorei, mas onde é que eu estou melhor? Eu sou a mesma gorda ridícula de 2008 e de todos os anos anteriores, e futuros, se vierem a existir.
Nunca vou melhorar. Nunca vou mudar isso. Nunca sairei desse estigma. Essa sou eu, um clichê ridículo disfarçado de gente. Nunca vou virar gente. Não sou diferente de um modo bom, que mostre singularidade: sou diferente por ser bizarra e horrível demais pra qualquer pessoa.
Spoiler da minha vida: continuarei a mesma merda. Não serei uma fotógrafa foda, trabalharei em qualquer porcaria que eu odeie até me matar. Aliás, porque eu não faço isso agora né? Se minha própria ~mãe~ acabou de sugerir, acho que é realmente uma boa idéia.
Se você quer devastar alguém, apenas espere ela construir uma auto-estima razoável e uma ilusão de que é feliz. E então destrua tudo de uma vez.
E se alguém realmente se importa, tente me tirar disso ao invés de perguntar. Odeio o fato de eu me importar tanto com pessoas, dizer tantas coisas pra tirá-las da depressão, e elas não servirem nem pra me entreter quando eu preciso.
Meldels, porque eu tenho que me sentir absurdamente fraca e impotente? Eu odeio isso. Odeio mais do que eu odeio a mim mesma, e isso não é pouco.

terça-feira, 20 de julho de 2010

03:15

"Será que toda a minha paixão por histórias de amor e romances policiais faz com que eu veja “apêndices do destino” tocando todos os eventos estranhos que acontecem em minha vida? E isso faz com que eu pareça uma louca, obcecada por coisas simples e que para qualquer um poderia ser insignificante? Não sei."
Isso me descreve perfeitamente, isso é lindo, e foi escrito pelo Rod. Tipos, gente?
Me diverti a noite toda com Bryan, Rôdris, Diogo e Aline na mesma janela (ok, teve uma parte que eles estavam falando de pokemon e desenhos idiotas que eu nunca assisti, daí fui pra sala ver velhas surfando no sbt repórter ASHDDASOIHDASA). E olha, posso ter vivido 16 anos totalmente desinteressantes, e muitas vezes deprimentes, mas o fato de eu ter essas vadias ~e mais algumas~ comigo, meldels, <3

Olha, eu sinto que tudo é banal. Eu ia dizer ~hoje em dia~, mas quem garante que anos e anos atrás algumas pessoas não diziam a mesma coisa? Uma vez li uma frase que dizia que os adolescentes não respeitam mais os mais velhos, e era de um egípcio que viveu [literalmente] séculos atrás. Não é a tv, não é a internet, não é a nudez, não é a liberdade de expressão, não é o aquecimento global. São pura e simplesmente as pessoas. Todos esses fatores apenas nos tornaram cônscios do que as outras pessoas fazem, mas eles provavelmente já existiam.
Sinceramente não sei, e me perco nesses pensamentos. É a mesma coisa que perguntar ~~se uma árvore cai e ninguém ouve, ela faz barulho ou não?~~

Às vezes eu quero escrever algo que na minha mente tem significado, mas quando eu exteriorizo, soa batido, trivial; que pessoas já disseram isso milhares de vezes e não foi ~de verdade~ sabe?
Quantas vezes eu chamei as pessoas de amigas e me afastei, esqueci delas, até falei mal? Dezenas. E nem é porque eu sou uma bichamá, é porque as coisas realmente mudam. Tem algumas pessoas que apesar de tudo eu sinto falta, mas, ou eu segrego elas, ou elas não sentem minha falta.
Sim, eu segrego as pessoas. Acho que todo mundo faz isso, e o que faz isso ser cruel é o critério usado. Tenho preconceito com quem escreve errado, não tem nenhum pouco de cultura (não que eu tenha muita). Basicamente, pra ser sincera, gosto mais das pessoas que tem algumas coisas específicas em comum comigo. Idéias e ideais, mas também algumas coisas ~fúteis~, porque né. Sou um bocado frívola e zero humanitária. Eu podia fazer qualquer coisa que salvasse vidas, mas aqui estou eu, na minha insignificante contribuição pro mundo, com um razoável talento e forte inclinação pra escrita, fotografia, teatro.
Tia Lispector diz que escreve como se fosse pra salvar a vida de alguém, e eu também (citá-la é lugar-comum e quase redundância, mas né). Dificilmente escrevo textos gigantes (por pura preguiça, antes eu escrevia com frequencia), mas quando escrevo, tento realmente imprimir sinceridade, conteúdo, lirismo e uma linguagem mais elaborada, coisa de escritor.

Mas voltando... Na segregação alheia, sempre fui a gorda nerd pobre (obrigada pelos 4 anos como bolsista em escola particular, vida), a que eles podiam aturar pra conseguirem benefícios nas notas. Eu nunca pude ser eu mesma. Eu nunca pude mostrar que eu era muito mais que um punhado de notas altas. Apesar de não ter quase nenhuma auto-estima, apesar de odiar gente que se vangloria demais, acho que eu posso dizer que tenho qualidades. Todos temos. Tenho sonhos. Talvez audaciosos demais, talvez bobos demais. Eu sou pura audácia e bobagem. Digo algo me sentindo genial e depois me sinto estúpida. Não consigo me atribuir uma característica marcante, porque eu estou em constante mudança, mudança essa que eu considero evolução. Gostaria de poder dizer que sou diferente, mas não dá. Tanta gente banaliza a palavra diferente, talvez até eu mesma. É moda ser freak. Tudo o que eu penso em dizer, já deve ter sido dito por alguém no mundo. Não consigo mais encontrar originalidade e conteúdo nas pessoas, nem posso dizer que os tenho. Tudo é desvirtuado, superficial, inclusive nós mesmos. Principalmente nós mesmos. Somos nós que criamos todas as coisas e as tornamos banais.
Eu sou uma idiota, boba alegre; eu dificilmente tenho falado sério nos últimos tempos; eu não sou apenas bipolar, minhas 472429370432970439270432 personalidades são como cacos de um espelho quebrado; eu ainda tenho medo do julgamento das pessoas, ainda não sei aceitar críticas, ainda tenho dificuldade em admitir meus erros, ainda acredito que estão sempre rindo de mim, ainda sou mais humana do que eu gostaria de ser, seja no contexto positivo ou negativo da coisa. Lucas Silveira me entenderia.

Às vezes fico com saudade de momentos que eu ainda não vivi, às vezes peco na vontade de sentimentos que eu ainda não senti. Te vejo nas paredes dos hotéis, eu vivo interpretando papéis; às vezes eu não sei mais quem sou, me deu vontade de voltar.

Ok gente, eu sei que eu já tenho 16 anos, e escrever pedaço de música no diário é um hábito que deveríamos abandonar aos 12, mas acho que nunca vou parar com isso. Se fico uns dias sem escrever aqui, e mais tempo ainda sem fazer um post bem reflexivo e tal, é porque não encontro palavras minhas que não soem tão bobas. Não sei dizer se gosto desse meu lado ~profundo~. Fui assim em tempo integral por tanto tempo, e sofri tanto por isso, que relego esse meu lado, substituo ele pelo modo ~piadas inteligentes~, e vejo tudo pelo lado positivo, no máximo com um mau humor sarcástico. Minha vida não é grande coisa, mas eu tenho sido feliz agora. Tenho pessoas que são tão únicas quanto o mundo as permite ser, e ao mesmo tempo são perfeitamente compatíveis comigo. Não estou passando fome nem indo pra debaixo da ponte, como tantas vezes esteve a um triz de acontecer; não estou em depressão (que eu já tive de verdade), nem sem internet (que eu já fiquei por 99,9% da minha vida né), enfim, NÃO um monte de coisa ruim, o que torna minha vida boa, se você for ver bem. Ok, eu sou ambiciosa e tudo mais, mas aprendi do pior modo dar valor a coisas que quem nunca perdeu/experimentou não dá valor, entende?
Ok, chega. Nem estou com sono, mas vou parar por aqui, post gigante né.

(a Leh vai gostar de ler isso simplesmente porque ela ama quando faço posts gigantes AIDOSHADSIHODASA <3)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

02:48

Então eu ia fazer um post sobre ontem, que foi foda, mas as coisas mais legais são confidenciais etc, daí farei um post bem mágico sobre como ter 16 anos e dedicar sua vida a fazer trabalho voluntário cuidando de velhinhos.
BRIMKS GALERO.
Ok, estou ouvindo um mxpx maroto, nem gosto muito dessa banda e só tenho uma música por sinal, mas enfim.
Um beijo para todos os envolvidos, e todos aqueles que teriam a integridade comprometida se esse texto não tivesse censura. AKSLFJHADSIPOHADFSIOHPAFSIHOAFPDAFIOHDAFSIOHA
Ok, vamos falar sobre a arte de só gastar 13 reais na expô (fora os 10 do ingresso), comer, beber e ainda ganhar um soco inglês. Ah aniversário, seu limdo. E isso é sério, mas antes tenho que falar dos dias anteriores, porque nean, meu último post foi dia 10.
Sábado e domingo não lembro, então não devo ter feito nada.
(acabei de lembrar que eu escrevi sobre sábado, e no sábado eu tinha brigado com o Diogo, ou ele comigo sei lá, mas agora somos melhores amigas de novo haha)
(na verdade domingo eu descobri que usando um prato + uma faca + comida em cima da faca + meu peito em cima do cabo da faca eu consigo fazer uma catapulta muito maneira, mas não acho de bom tom falar isso no blog)
(e descobri acidentalmente, mas foi legal mesmo ok)
Tá, daí segunda a Aline veio pra cá, fomos lá comprar o ingresso, encontramos a Rafa, morremos de rir com mil coisas idiotas, um monte de negos mexeram com a gente na rua porque estávamos de shorts, enfim, foi super feliz.
Eu e a Aline nos tornamos a mistura melhorada do que cada uma era antes de se conhecer LKHASADSIHOPA
Tipo, ela era emo jogada, e eu era super perua (era? Finge que era –q), daí juntando isso dá duas ninfetinhas etc
Apenas estilo, não apelo sexual. LAKFHASFDIOHPASDFA
(ou mais estilo que apelo sexual)
Enfim, daí fui pra academia, fiquei na internet, ganhei mil parabéns na madrugads; alguns foram tão bonitinhos.
No meu aniversário apenas fiquei aqui brisando e comendo, a Karen me deu uma caixa de bis branco (além do dinheiro da chapinha) e minha vó assou hambúrguer com queijo pra mim, comi com batata palha [não da fininha ruim, da redondinha boa, achei que deveria especificar] e coca, *-*
Aniversário owna.
Ontem o Diogo veio aqui pra fazer chapinha em mim, ai como sou mimada LKHADFADSIHA
Era pra ele cortar meu cabelo, mas ele só igualou as pontas. Fiz chapinha nele também, ele me ajudou a escolher roupa, ficou rindo de uma blusa cheia de brilho. Bati nele com a blusa. Foi hilário LAKHSDADSIHADSA
Ele tava tão cute com camisa xadrez de nerd americano, tirei uma foto muito foda dele, todo mundo amou LKASDHADSPIHOASDASDIHA
Eu muito estou considerando fazer fotografia, mais do que nunca. Mesmo que seja pra começar tirando foto 3x4 de alheios, eu amo fotografia, amo mesmo.
Enfim, esfriou horrores, nossa. E o frio estragou a roupa de todo mundo LKHSDFAFSDIHA
Mas enfim, fomos bem limdas pra expô, todas juntas ~~Lah, Rafa, Aline e eu, mais a prima da Aline.
Fomos no kamikaze, foi o ponto alto da noite. Mano foi foda, eu nunca tinha ido. Elas tavam de duplinha, e eu fiquei sozinha D:
Daí foi um menino super cute comigo, de 13 anos que ficou gritando horrores LHASADSIHOA
Eu sou escandalosa mas não dei tanto escândalo, pra fazer jus à minha fama. Meus ombros estão doloridos e minha mão também, mas só percebi isso quando acordei hoje, foi muito foda na hora *o*
Tiramos fotos com a Pam, etc.
Nossa, vi boa parte da minha rede social lá, alguns fiz questão de ignorar/fugir, gente do meu passado. Desculpa se eu sou assim. Mas também cumprimentei um monte, ok.
Daí as meninas foram ver o show, o Diogo tava muitoloka como sempre, dando escândalo pra ir nos brinquedinhos e
Ah, os escândalos dele devem estar incluídos em coisas que eu não posso contar, então é isso aí pessoal, aqui acaba esse post, sem comprometer a integridade de ninguém. Obrigada.


Ah, daí a Lah e a Rafa vieram pra cá, e eu e a Rafa ficamos rindo e contando segredinhos de macho uma pra outra até cinco da manhã, com a Lah roncando do lado. Foi mágico. *-*
everything is magic etc

sábado, 10 de julho de 2010

10 de julho

DOIS DIAS SEGUIDOS DA MINHA VIDA FORAM FODA, É ISSO MESMO EVARISTO?
Quinta eu fui pro Hilda ver a Aline, e é o que eu digo, prova de amor maior não há. Olha, sou uma favelada, não uso roupa de grife, já morei em lugares muito ruins (não que essa casa seja boa, apenas tem o combo de ser exatamente no centro da cidade + ser praticamente um patrimônio cultural da tribo, já que é tão velha que eu tenho certeza de que a Dercy brincou com filhotes de dinossauro aqui), MAS EU SOU LIMPA.
Agora aquele povo que não toma banho, com crianças nojentas no colo (você que diz que toda criança é bonita: vai se foder. Existem crianças horrorosas. Nem meus irmãos são exatamente bonitos, só são ajeitadinhos)
Enfim, fui de ônibus, ek, cheguei lá, a gente se arrumou ~~camiseta bonitinha, short, meia-calça, all star, arquinho no cabelo~~, tiramos mil fotos juntas e uma da outra.
Foi ótimo e limdo, a única parte ruim do dia foi no ônibus da volta. Na ida foi tenso porque tinha um monte de gente que não toma banho perto de mim, mas o trajeto era bem menor. Na volta, além de ter passado em tooooda a periferia e perto de onde eu morava, o que me deixou absolutamente péssima, eu fiquei passando mal e pensando em todas as coisas ruins da minha vida.
Daí cheguei em casa, e depois fui pra academia. Só eu fui pra aula do Beto, IOAHSDIADSHA a galere normalmente não gosta de abdominal, mas como era primeiro dia da expô, né?
Mais ficamos conversando do que qualquer coisa, mas foi ótimo, depois fomos na padaria e fiquei esperando um cara com ele, porque eu não tinha nada pra fazer e amo muito o Beto. Ele disse que sou irmã dele IHOASADISOHA <3
Daí ele me chamou pra festa na casa dele na sexta, e eu disse que ia ver se iria, porque já tinha combinado shopping com as meninas.
Esqueci de falar que eu tinha encontrado a Lah e o Marcos no meio da rua, foi mágico! <3
Na hora que eu tava atravessando pra lá ↓, eles tavam atravessando correndo pra lá ←, eu indo pra academia e eles voltando (não da mesma, da academia de dança) daí eu gritei NOSSA, FINGE QUE NÃO CONHECE, e eles voltaram :’6
Daí abracei eles etc
Tá, daí ontem foi ótimo também, fiz um excelente post no fof, California Gurls x Alejandro. Spoiler: me apaixonei por California Gurls, odiei Alejandro.
A Lah veio pra cá, a gente se arrumou, a Rafa buscou a gente e fomos pro shopping. Apesar de ser chato, fazia tempos que eu não ia lá, e me diverti muito.
Ah, minha roupa: vestido preto tomara-que-caia, meia-calça, all-star preto. Tô toda trabalhada na ninfetice.
Daí na Americanas me deu a alouca e resolvi comprar tintura de um tom SUPER claro de loiro.
A Lah ficou super empolgada e tal, ela que sempre pinta meu cabelo né.
Eu queria comprar uma meia-calça arrastão mas o dinheiro não dava.
Daí fomos sentar no boliche e comprar coca, e comer chocolate. Ai morri, foi ótimo. Ficamos analisando os caras que estavam jogando, o que eu achei mais limdo de todas as pistas derrubou a bola no chão quando tava fazendo pose pra jogar, ri muito e super alto.
A parte mais hilária: apareceu um semi-conhecido da Rafa, caindo de bêbado, e veio falar com a gente. Ok, ele era legal, a gente até deu confiança. Daí ele chamou a gente pra ir no lava-carros ouvir ele cantar. Elas não queriam ir, mas achei que seria a coisa mais engraçada e inusitada do mundo entrar no lava-carros fechado (eu de vestido, tive que pular uma corrente e, se a meia não fosse grossa, o mundo inteiro teria visto minha calcinha) pra ver um cara bêbado cantar, então fomos.
Pra minha surpresa, ele pegou um violão, e começou a cantar LS Jack. Depois CBJR. Banda aleatória que eu não lembro o nome. Papa Roach. Creed. Ele cantava um pedaço e depois se perdia, daí começava outra. E até que cantava bem. A parte do Creed foi mááágica, eu e a Rafa sabíamos cantar, era one last breeth. Ah, esse lava-carros é no estacionamento do shopping no subsolo.
Elas duas estavam querendo ir embora, mas eu estava adorando! Ele falou AGORA VAMOS TODO MUNDO EMBORA, e a gente foi haha
Aí ok, viemos pra casa sem mais incidentes, se você desconsiderar alguns caras mexendo com a gente na rua, not a big deal.
Aliás, nem viemos pra casa, fomos direto pra casa do Beto.
Minto. Nos perdemos pra chegar lá.
Tipo, eu sabia a rua, e sabia que teria bandeirinhas, apenas isso. Viramos pro lado errado, fomos parar láá embaixo.
Mas foi hilário, a gente seguindo barulho de música ~~que btw tinha em todas as direções~~ e não achando nada, sendo que era tão óbvio o lugar, IOHADOIHSDA
Tá, chegamos, tomamos um copo de coca cada uma, e o cunhado do Beto, Deus o abençoe 47mil vezes, perguntou se a gente não queria caipirinha. Era com kiwi. Eu resolvi pegar e coloquei prazamiga, só que elas fizeram cu doce e não tomaram, ou seja, fiquei com fama de bêbada né.
Bebi pouquinho até... não tava descendo legal, até eu resolver pegar um pouco de coca e juntar, nossa, ficou ótimo, predominando o gosto da coca. Vou beber sempre assim, sério!
Comecei a ficar meio zonza e alegre, mas apenas isso. Spoiler: Nem acordei com ressaca.
Então, quando a gente chegou a festa já tava acabando, daí ficamos bem pouco, voltamos pra casa antes de uma da manhã.
A Rafa resolveu ir pra casa dela, sofri. Ficamos lá na frente com ela esperando o Tiãozinho, depois entramos, viemos pro pc um pouco, a Lah me fez baixar uma música muito fail que além de tudo é da trilha de Crepúsculo, comemos batata palha com sal e coca, e fomos dormir.
Acordamos hoje nove da manhã (com despertador, óbvio). A Lah pintou meu cabelo, e só pegou MESMO em algumas mechas da raiz. Ficaram muiiiito loiras.
O resto do cabelo deu uma clareada, mas não achei nenhuma grande diferença.
Nossa, quis morrer quando enxagüei e vi que tava com uns pedaços do cabelo da cor do cabelo do Belo, e o resto tudo escuro! OAHSDISOADHSDAIOHA
Tá, daí fomos comprar minha chapinha, o defrizzante ~que tem o melhor cheiro do mundo~, e minâncora.
Porque não existe mulher feia, só pobre. Se eu fosse rica, eu tava limda de verdade. E quando eu mal tinha dinheiro pra comer, eu era muiiiito pior que agora. Ok, não sou bonita, mas sou bem-cuidada, já é alguma coisa, acho.
Tá, daí a Lah fez chapinha em mim, mesmo que eu não vá sair hoje, almoçamos, ela foi embora, fim.
Agora acho que vou dormir um pouco.
Ah, aconteceu uma coisa extremamente desagradável depois, mas não sei se eu devia postar aqui, até porque no fim das contas, não estou dando importância. E também, meus dias foram tão bons ultimamente, que eu seria uma louca ~num sentido ruim~ se desse importância pra isso. *pisca pra Leh*
AOHPSADSOIHDASA ai gente, pááára. Vai viver, só digo isso. A felicidade pode não estar numa garrafa de pinga, numa nota de cem ou num namorado, mas eu tenho procurado por ela nesse e em outros lugares, e isso é mais do que se pode dizer de muita gente.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

03:57

Só gostaria de constar que things have changed for me, but that’s okay, I’m on my way etc pau no cu do Brendon que ele goxxxta.
O que tava me matando era a incerteza. Eu sei que tenho grandes chances de sentir falta do Diogo, mas tipos, ele ainda é minha améga com quem eu posso passar vergonha na rua e procurar elastiquinhos coloridos pra fazer headband, obrigar a jogar jogos de fuga etc. Pegar, depois de me matar na academia por mais uns quatro meses, eu posso pegar outro (é, porque agora não adianta se iludir, posso ter dado uma melhoradinha mas ainda sou baranga demais).
Gostaria de constar também que não estou bancando a forte, eu sei que esse ~estou ótima e não chorei~ tende a ser apenas um anestésico, e que eu provavelmente ainda vou chorar etc.
Já recuperei minha frieza quase inabalável, marca do último ano e meio (é, você que começou a ler o blog ano passado: aquilo sou eu sendo fria, 2008 era infinitamente pior).
Sei que só tentei namorar duas vezes, a mesma pessoa, e mal durou um mês... mas apesar ou talvez por causa disso, desisto dos namoros, viu. Simpatizo muito mais com essa coisa de ~grandes amigos que se pegam eventualmente~, porque é uma coisa muito A VAIBI DU MOMEMTU, e até tentaria isso com o Diogo... mas vocês conhecem ele. Ele não faz esse tipo.
Tenho problemas maiores agora, tipo essa franja que me deixa com a pior mash-up do mundo, cara de demente à la mallu magalhães feat espinha na testa. Cortei franja há menos de 50 horas e já estou ficando com espinha.
Nossa, comecei esse post uma da manhã, enrolei, enrolei, e já são quase quatro HAODISSDAIOHA
To jogando joguinho de fuga, no twitter etc
E quem se fodeu nessa história toda foi meu bolso, comprando as camisetas I ♥ my girlfriend e I ♥ my boyfriend que nunca serão usadas. Ai Jesus faz a Anahí e Salvame, que aquilo foi caro.
Olha, todos meus amigos têm sido ótimos (mentira, alguns estão sendo relapsos, e alguns eu nem encho o saco com isso), então tudo vai ficar bem. Créditos pra Aline, que me bate, me ama, e me chama de Rihanna, e pra Leh.
1bj seus limdo <3

terça-feira, 6 de julho de 2010

6 de julho.

Tive um pesadelo horrível e, quando tenho pesadelos assim, super reais, e paralisia (que eu também tive hoje, mesmo tendo sido pouco), é porque as coisas ficarão piores do que já estão. Então acho que já temos um spoiler do dia 10.
Ontem o dia foi bom, graças à Leh. Fui pra casa dela com o short cinza que eu comprei na riachuello aquele dia, que quaaase servia. Então, agora serve. E all star vermelho, uma bata preta tomara-que-caia que eu nunca tinha usado antes, e meu ~casaco~ listrado legal. Ok, não é um casaco, mas é tipo isso –q
Ai, eu não falei pra vocês que cortei franja. Vocês deviam me seguir no twitter também, tem coisa que eu esqueço totalmente de falar aqui mas falei no twitter. Enfim.
Então, a história da franja é assim, duas da manhã, eu no msn com a Aline. Acabou o assunto e eu disse: ah, eu queria cortar franja de novo, mas nem combina né?
Mostrei umas fotos do ano passado, vamos dizer: eram bem divas. Finalmente posso olhar pro meu passado e dizer que tenho fotos dignas. Não todas, mas quem tem?
Daí ela amou litros, e disse que eu devia cortar. Me deu a aloka, fui lá e cortei.
Daí voltando pra ontem, nossa, as pessoas me olharam muito esquisito na rua. No meio da Cussy um cara buzinou pra mim e ficou olhando pra trás um tempão, e era hto, quase gritei VOLTA AQUI.
OIHASDASOIHSA ai gente, eu tenho estado muito mal, então eu tenho que entertain the pain etc.
Tá, cheguei na casa da Leh sem muitos incidentes, a gente colocou ~Loucas por amor, viciadas em dinheiro~, mas ficamos conversando ao invés de assistir.
Gente, a cachorra dela me odeia, quase virei comida de cachorro, sério. E olha que é cachorro pequeno OIAHSOASDIHA
Verdade absoluta sobre os animais: eles me odeiam. And, honestly, não gosto deles também não. Tipos, acho horrível quem maltrata animais, mas acho igualmente horrível quem gasta uma fortuna com seus cachorros e afins. Dêem água e comida pros bichos, e enfiem eles num espaço do quintal. Acabou.
Gente, sério, me surpreendo com como eu sou equilibrada, como eu suporto a pressão etc. Tipos oi meu nome é Thamires e eu não choro há umas treze horas.
Daí a gente ficou conversando horrores, e aprendemos uns truques de maquiagem etc
Consegui amenizar bem minhas olheiras com um quilo de iluminador e sombra amarela. Nossa, depois pra tirar, passei adstringente e o algodão saiu muito sujo, IOHADIOHDASA
Nem deu pra tirar muita foto porque já tava escurecendo, mas tirei umas fotos liiimdas da Leh *-* ela tira foto muiiito bem, mas eu sou feia e vesga e estrago a foto OIHADIOSHDA BJS
Daí saí correndo de lá, vim pra casa correndo, troquei de roupa em meio minuto e corri pra academia. Fiz step.
Daí como não tinha comido nada o dia todo ~só pipoca com guaraná, SOS~ passei mal e vim pra casa.
Fiquei com uma dor de cabeça terríível, dormi relativamente cedo, tive um pesadelo muito, muito, muito horrível ~não quero falar sobre e estou com preguiça de descrevê-lo~, acordei toda quebrada. A Aline vinha pra cá, mas estou tão na bad, que não quero ver ninguém. Bad física e psicológica.
Olha, alguém me informe onde vende ~vontade de viver~, porque viu

segunda-feira, 5 de julho de 2010

5 de julho

nossa, sonhei com o Bryan. foi muito real. ele estava dizendo algo assim "ele acha que eu sou gay ~o que eu tenho quase certeza que não sou~, mas eu não devia ter ficado com você aquele dia, eu quero saber se eu quero mesmo ficar com caras e não quero que o que a gente tem atrapalhe, pq meu amor por você é pra sempre".
moral da história: sou tão legal que as pessoas dão um tempo comigo até em sonho.
agora vou lá tomar banho e ver se me animo pra ir pra casa da Leh, to morrendo de dor de cabeça e dor de garganta.
não vale a pena reportar como têm sido esses dias. já tive piores, deus sabe tudo o que eu já passei; mas não estão sendo exatamente agradáveis.
mais cinco dias e isso tudo acaba. ou piora. mas resposta é sempre resposta.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

01:37 a.m.

Olha, sério, não dá. Tudo ficou vazio. The colors fade to gray.
Juro que se não choro o tempo todo, é porque não tenho lágrimas o suficiente.
Eu queria poder dizer que nunca sofri tanto, mas seria mentira. Nunca sofri tanto por alguém REAL, isso é verdade.
Eu estava sem acreditar, estava pensando: ok, se eu não falar sobre isso não vai ser real. Mas geeente.
I swear that I can go on forever again, please let me know that my one bad day will end. I will go down as your lover, your friend. Gimme your lips, and with one kiss we begin. Are you afraid of being alone? ‘Cause I am. I’m lost without you.
É tipo isso, eu poderia ficar ouvindo um milhão de músicas que falem por mim – não que eu não esteja – mas nem elas são capazes de dizer o que eu sinto, porque honestamente agora eu não sei.
Por um lado eu penso: meldels, minha vida voltou a ser uma merda, nunca mais serei feliz de novo, depois de tudo que eu fiz, acabar assim, tão rápido. E isso dói demais. Eu abraço na almofada de coração e choro. Sério, de terça pra quarta, fui deitar duas da manhã, pegar no sono quase cinco, choramd. Me sinto patética – não que eu não seja – mas é verdade, também não vou pagar de machona né. Eu acredito que logo vai doer menos, mas sei que vou sofrer muito ainda.
Tá, mas daí por outro lado eu penso: ok, ele só deu importância pra mim uma semana antes da volta, e uma semana depois. Não foi um recomeço, foi quase que a repetição de um erro, com a diferença que agora eu tinha sentimentos envolvidos. Mesmo da outra vez, eu não fiquei super bem. Tá, eu não chorei, continuei a vida, mas eu pensava nele sempre, a galere que leu meu post de fim de ano regado à champagne vagabunda bem viu eu me entregando total né, rs.
Sem contar que, se a gente continuasse juntos, eu o veria muito menos do que já estava vendo.
Mas nem esses contras me consolam. Gente, devo ter sido cadela na última vida, porque né. Eu me humilho demais, pqp. Ontem (pra mim hoje ainda é quarta, ainda não dormi u.u) eu tinha convicção de que passaria tipo 24 horas e ele só iria pedir desculpa e dizer ai te amo papapá, e provavelmente ainda quero isso, mas já não espero, já não tenho a menor convicção, and it kills me.
Mas eu não queria morrer, queria que minha vida entrasse em hiatus até eu ter algo ou alguém por que(m) valha a pena viver. Novamente.
Mas e aquela minha história de voltar a ser fria?
É, eu não sei o que eu quero. Ou melhor, entre as coisas que eu devo querer, não consigo escolher. Porque o que eu quero eu não vou ter.
I’m just the man with the balconies, singing “nobody will ever remember me”, rejoice, rejoice, and fall to your knees. For a lunatic of a God, or a God of a lunatic. Oh their faces are dancing, they’re dancing ‘till they can’t stand it. A composer but never composed, singing the symphonies of the overdosed. A composer but never composed, singing: I ONLY WANTED WHAT I CAN’T HAVE.
Ai dels socorr.
Ouço na minha mente a voz da Hayley, meio chorada, “all I wanted was yoooooou”, embora esteja ouvindo de verdade what went wrong do blink, que também é total sobre meu pé na bunda.
Daquelas que sabe que não vai acordar do pesadelo, mas tenta? Oi.
Queria falar com a Leh agora, ela sempre faz eu me sentir menos lixo. Se for humanamente possível né.