O mundo não pára de jogar na minha cara como eu sou looser, imprestável, gorda, ridícula: a mesma merda de sempre. Eu fico dizendo que melhorei, mas onde é que eu estou melhor? Eu sou a mesma gorda ridícula de 2008 e de todos os anos anteriores, e futuros, se vierem a existir.
Nunca vou melhorar. Nunca vou mudar isso. Nunca sairei desse estigma. Essa sou eu, um clichê ridículo disfarçado de gente. Nunca vou virar gente. Não sou diferente de um modo bom, que mostre singularidade: sou diferente por ser bizarra e horrível demais pra qualquer pessoa.
Spoiler da minha vida: continuarei a mesma merda. Não serei uma fotógrafa foda, trabalharei em qualquer porcaria que eu odeie até me matar. Aliás, porque eu não faço isso agora né? Se minha própria ~mãe~ acabou de sugerir, acho que é realmente uma boa idéia.
Se você quer devastar alguém, apenas espere ela construir uma auto-estima razoável e uma ilusão de que é feliz. E então destrua tudo de uma vez.
E se alguém realmente se importa, tente me tirar disso ao invés de perguntar. Odeio o fato de eu me importar tanto com pessoas, dizer tantas coisas pra tirá-las da depressão, e elas não servirem nem pra me entreter quando eu preciso.
Meldels, porque eu tenho que me sentir absurdamente fraca e impotente? Eu odeio isso. Odeio mais do que eu odeio a mim mesma, e isso não é pouco.
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