"Será que toda a minha paixão por histórias de amor e romances policiais faz com que eu veja “apêndices do destino” tocando todos os eventos estranhos que acontecem em minha vida? E isso faz com que eu pareça uma louca, obcecada por coisas simples e que para qualquer um poderia ser insignificante? Não sei."
Isso me descreve perfeitamente, isso é lindo, e foi escrito pelo Rod. Tipos, gente?
Me diverti a noite toda com Bryan, Rôdris, Diogo e Aline na mesma janela (ok, teve uma parte que eles estavam falando de pokemon e desenhos idiotas que eu nunca assisti, daí fui pra sala ver velhas surfando no sbt repórter ASHDDASOIHDASA). E olha, posso ter vivido 16 anos totalmente desinteressantes, e muitas vezes deprimentes, mas o fato de eu ter essas vadias ~e mais algumas~ comigo, meldels, <3
Olha, eu sinto que tudo é banal. Eu ia dizer ~hoje em dia~, mas quem garante que anos e anos atrás algumas pessoas não diziam a mesma coisa? Uma vez li uma frase que dizia que os adolescentes não respeitam mais os mais velhos, e era de um egípcio que viveu [literalmente] séculos atrás. Não é a tv, não é a internet, não é a nudez, não é a liberdade de expressão, não é o aquecimento global. São pura e simplesmente as pessoas. Todos esses fatores apenas nos tornaram cônscios do que as outras pessoas fazem, mas eles provavelmente já existiam.
Sinceramente não sei, e me perco nesses pensamentos. É a mesma coisa que perguntar ~~se uma árvore cai e ninguém ouve, ela faz barulho ou não?~~
Às vezes eu quero escrever algo que na minha mente tem significado, mas quando eu exteriorizo, soa batido, trivial; que pessoas já disseram isso milhares de vezes e não foi ~de verdade~ sabe?
Quantas vezes eu chamei as pessoas de amigas e me afastei, esqueci delas, até falei mal? Dezenas. E nem é porque eu sou uma bichamá, é porque as coisas realmente mudam. Tem algumas pessoas que apesar de tudo eu sinto falta, mas, ou eu segrego elas, ou elas não sentem minha falta.
Sim, eu segrego as pessoas. Acho que todo mundo faz isso, e o que faz isso ser cruel é o critério usado. Tenho preconceito com quem escreve errado, não tem nenhum pouco de cultura (não que eu tenha muita). Basicamente, pra ser sincera, gosto mais das pessoas que tem algumas coisas específicas em comum comigo. Idéias e ideais, mas também algumas coisas ~fúteis~, porque né. Sou um bocado frívola e zero humanitária. Eu podia fazer qualquer coisa que salvasse vidas, mas aqui estou eu, na minha insignificante contribuição pro mundo, com um razoável talento e forte inclinação pra escrita, fotografia, teatro.
Tia Lispector diz que escreve como se fosse pra salvar a vida de alguém, e eu também (citá-la é lugar-comum e quase redundância, mas né). Dificilmente escrevo textos gigantes (por pura preguiça, antes eu escrevia com frequencia), mas quando escrevo, tento realmente imprimir sinceridade, conteúdo, lirismo e uma linguagem mais elaborada, coisa de escritor.
Mas voltando... Na segregação alheia, sempre fui a gorda nerd pobre (obrigada pelos 4 anos como bolsista em escola particular, vida), a que eles podiam aturar pra conseguirem benefícios nas notas. Eu nunca pude ser eu mesma. Eu nunca pude mostrar que eu era muito mais que um punhado de notas altas. Apesar de não ter quase nenhuma auto-estima, apesar de odiar gente que se vangloria demais, acho que eu posso dizer que tenho qualidades. Todos temos. Tenho sonhos. Talvez audaciosos demais, talvez bobos demais. Eu sou pura audácia e bobagem. Digo algo me sentindo genial e depois me sinto estúpida. Não consigo me atribuir uma característica marcante, porque eu estou em constante mudança, mudança essa que eu considero evolução. Gostaria de poder dizer que sou diferente, mas não dá. Tanta gente banaliza a palavra diferente, talvez até eu mesma. É moda ser freak. Tudo o que eu penso em dizer, já deve ter sido dito por alguém no mundo. Não consigo mais encontrar originalidade e conteúdo nas pessoas, nem posso dizer que os tenho. Tudo é desvirtuado, superficial, inclusive nós mesmos. Principalmente nós mesmos. Somos nós que criamos todas as coisas e as tornamos banais.
Eu sou uma idiota, boba alegre; eu dificilmente tenho falado sério nos últimos tempos; eu não sou apenas bipolar, minhas 472429370432970439270432 personalidades são como cacos de um espelho quebrado; eu ainda tenho medo do julgamento das pessoas, ainda não sei aceitar críticas, ainda tenho dificuldade em admitir meus erros, ainda acredito que estão sempre rindo de mim, ainda sou mais humana do que eu gostaria de ser, seja no contexto positivo ou negativo da coisa. Lucas Silveira me entenderia.
Às vezes fico com saudade de momentos que eu ainda não vivi, às vezes peco na vontade de sentimentos que eu ainda não senti. Te vejo nas paredes dos hotéis, eu vivo interpretando papéis; às vezes eu não sei mais quem sou, me deu vontade de voltar.
Ok gente, eu sei que eu já tenho 16 anos, e escrever pedaço de música no diário é um hábito que deveríamos abandonar aos 12, mas acho que nunca vou parar com isso. Se fico uns dias sem escrever aqui, e mais tempo ainda sem fazer um post bem reflexivo e tal, é porque não encontro palavras minhas que não soem tão bobas. Não sei dizer se gosto desse meu lado ~profundo~. Fui assim em tempo integral por tanto tempo, e sofri tanto por isso, que relego esse meu lado, substituo ele pelo modo ~piadas inteligentes~, e vejo tudo pelo lado positivo, no máximo com um mau humor sarcástico. Minha vida não é grande coisa, mas eu tenho sido feliz agora. Tenho pessoas que são tão únicas quanto o mundo as permite ser, e ao mesmo tempo são perfeitamente compatíveis comigo. Não estou passando fome nem indo pra debaixo da ponte, como tantas vezes esteve a um triz de acontecer; não estou em depressão (que eu já tive de verdade), nem sem internet (que eu já fiquei por 99,9% da minha vida né), enfim, NÃO um monte de coisa ruim, o que torna minha vida boa, se você for ver bem. Ok, eu sou ambiciosa e tudo mais, mas aprendi do pior modo dar valor a coisas que quem nunca perdeu/experimentou não dá valor, entende?
Ok, chega. Nem estou com sono, mas vou parar por aqui, post gigante né.
(a Leh vai gostar de ler isso simplesmente porque ela ama quando faço posts gigantes AIDOSHADSIHODASA <3)
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