domingo, 25 de julho de 2010

01:52

Só queria atualizar mesmo, sei lá.
Os dias têm sido um tédio, hoje tudo o que eu fiz foi tomar milk-shake com o Diogo e comer hambúrguer em casa.
Gente, hoje coloquei meu baby-doll amarelo de duas peças ~coisa mais broxante que isso não há né~, e tipo, tá caiiiiindo. Sabe em desenho animado quando, seilá, o pica-pau sai andando com a calça caindo? [FINGE QUE ELE USA CALÇA MANO]
Entãão... tipo, achei tão legal ficar caindo, porque né? Emagreci horrores. Eu usava isso em 2008, e me dei conta de que lá pra cá perdi quase 20kg. É uma mudança de vida, sabe. Você sair da obesidade mórbida pra estar apenas na obesidade.
Sério gente, 84 kg, 1,67 m. Ninguém tá aqui pra ser modelo, mas o mundo se importa com o fato de você ser feia e ter um corpo horrível né?

Breaking news: chapinha me dá caspa. Obrigada mundo.

Estou aqui ouvindo the classic crime e pensando em algo útil pra dizer, mas tá difícil. Sério, me perdoem a futilidade e falta de assunto, é por causa delas que meus posts estão ficando mais espaçados e tal.
Então, vou compartilhar com vocês um texto que escrevi com uns treze anos (agora que eu tenho 16 posso falar ~13 anos~ como se fizesse uma eternidade IOHADIOHDASIOHADSA QUE LIMDO)

Mentira, eu ia, mas fiquei com muita vergonha alheia.

Ok, que se foda, EU TINHA 13 ANOS. Adicionei os botões de reação e de compartilhamento na postagem, fiquem ligadinhos rs.

Ah, deixa eu falar: é bem Pedro Bandeira, viu. Meu livro preferido era A marca de uma lágrima.

E eu nemli inteiro porque tô com vergonha. Acho que amanhã vou ler e pensar se disponibilizo inteiro pra vocês no google docs, pra vocês rirem um pouco. Enfim, calabok né Thamires.

Olha, só digo uma coisa: espero não ter, aos 19, vergonha dos meus 16 como agora aos 16 eu tenho dos meus 13 anos. q

Lá estava ela, diante daquelas que eram suas piores inimigas em quadra – as jogadoras do time adversário. Era só um treino, com as meninas da escola, e mesmo assim Manuela se sentia tensa. Mais que isso – estava apavorada. De seu gol, poderia ter uma ampla visão do jogo, mas o medo a deixava quase cega. Só podia ver que Cláudia, a garota gigante do 2ºB, a mais atlética e perigosa jogadora do time, a grande aposta pros jogos intercolegiais daquele ano, se aproximava de seu gol. Alguém estava gritando seu nome — "Segura ela, Manu!" — mas Manuela não conseguia mexer os braços...

— Vai, Manu! Acorda! Você tem que ir pra escola, garota...

Despertou de repente, sorrindo aliviada ao ver o rosto do pai diante dela.

— Vai ter que entrar na segunda aula, querida. Não consegui te acordar por nada nesse mundo. — o pai quase se desculpava. Não que Manu amasse a escola – mas era dia de treino.

Manu ainda estava zonza, e passou a mão na testa, percebendo que suava.

— Vou tomar banho. — anunciou a menina, saltando da cama rumo ao chuveiro.

— Espera. — murmurou o pai. — Algo errado?

Ela deu um sorriso forçado.

— Ora, pai. Tudo errado. Desde que ela deixou a gente.

Ela foi caminhando sem pressa até a escola, distante apenas alguns quarteirões. Manuela sem dúvidas não era feia, ou estranha, ou nerd, como seus amigos reclamavam que eram a maioria das meninas do 2ºA, e por isso todos eles preferiam as do 2ºB. Preferiam até mesmo Cláudia, que tinha jeito e brutalidade de homem, do que as nerds da sala!

"Só porque ela tem aquele par de peitos sustentados com arame e bojos... que horror!", pensou Manu, distraindo-se de seus pensamentos temerosos em relação ao jogo contra a escola Jorge Augusto Telles.

— Hey! Olha só quem tava matando aula hoje! — Manu ouviu uma voz masculina gritando atrás dela. Não precisou olhar pra trás e ver o sorriso abobado e permanente de Marcelo, pra reconhecer a voz.

— Acordei tarde. — ela riu. — Posso saber o que o senhor estava fazendo a essa hora na rua?

— Acordei cedo. Até demais. — disse ele. Apesar de ter apenas treze anos, era considerado um gênio a frente de seu tempo pelos professores, e seu físico colaborava para fingir que era mais velho, pois chegava a ser mais alto que alguns dos garotos de quinze e dezesseis anos da sala. Porém era excessivamente magro.

— Não me diga o que você estava fazendo atrás da estátua da praça, ok, Má? — disse Manuela, sorrindo.

— Ok, não vou te dizer que eu tava ficando com uma menina do Jorge Augusto Telles. — disse Marcelo.

— Confraternizando com o inimigo! Marcelo, seu galinha! — Manu gritou, fingindo que estava ofendidíssima.

— Qual é, Manu, nenhuma delas é tão gata quanto você ou a Cláudia. — ele riu.

— Ah é? Pela sua idade, garoto, a menina que você pegou devia ser da quarta série, né? hahah. — disse Manu, e os dois chegaram à escola.

Alexandre, Danilo e Tiago, os outros melhores amigos de Manu, estavam sentados na quadra, observando as meninas jogarem handebol. Manu franziu a testa, quando Tiago veio ao encontro dela e de Marcelo.

Tiago era o mais normal do grupo. Ele deu um sorriso sincero, de alguém satisfeitíssimo por perder uma aula de matemática...

— Se eu soubesse que a gente ia ficar vagabundeando na primeira aula, teria vindo mais cedo. — disse Marcelo.

Tiago deu um beijinho no rosto de Manu e um tapinha no ombro daquela criança grande.

— A professora faltou, uma beleza. Deixaram as meninas treinarem, e nós vamos vendar nossos olhos pra não ficarmos olhando essas bundas caídas correndo pra lá e pra cá. — disse o garoto.

— Você diz isso porque sua queridinha não é adepta de esportes, não é, Tiagão? — disse Manu, lançando um olhar pra uma menina de óculos e aparelho, que estava sentada na arquibancada lendo um livro.

— "Queridinha"? A Larissa não é simplesmente uma queridinha, Manu... ela é minha musa inspiradora! — Tiago suspirou.

Danilo e Alexandre vieram se juntar aos três amigos, e Manu teve que se conter pra não suspirar. O mundo parecia oscilar, quando Alexandre se aproximava, com aquele perfume...

— Não quero pensar o que os dois estavam fazendo fora da escola juntos. — disse Alexandre. — Manuela, pedofilia é crime!

Manu fez uma cara de quem finge estar irritada.

— Segura a onda aí, Alê. — disse Danilo. — Quem é mesmo que fica amassando obscenamente a Sarinha contra o portão? Dá até vergonha ficar perto.

— Ficava, meu velho, ficava... até semana passada. Agora tô em outra. — disse Alexandre.

Sandrinha era do terceiro ano, uma das meninas mais bonitas da escola. E Alexandre também era o galãzinho, por isso, pra ele era normal ficar com garotas mais velhas.

Manu ficou tentando não imaginar qual seria a nova paixão de Alexandre. Tentando não imaginar que, talvez, quem sabe, ele tivesse notado, entre a amizade e os suspiros, que a melhor amiga, que a jogadora desengonçada, que a garota onipresente pudesse amá-lo? Mais... que ele pudesse amá-la?

O sinal para a segunda aula, que infelizmente não seria vaga, tocou. E, entre as conversas de seus amigos, e o barulho quase insuportável do treino das meninas do handebol, Manu foi subindo as escadas, tentando não pensar em tudo o que a estava deixando louca nos últimos dias.

Nenhum comentário: