A sensação de ficar feliz por saber algo, mesmo que a coisa que você sabe não te favoreça.
Eu sei que não vai ser pra sempre. Eu sei que existe muito sentimento de pena, mas olha, estou disposta a ser uma pessoa melhor. Ou seja, deixar de ser a pior pessoa do mundo.
Estou percebendo a felicidade nas pequenas coisas, percebendo que ninguém nunca está certo. O mundo está errado, e eu também. Sobre tudo. Estamos errados. Nunca vamos acertar realmente. Sempre haverá uma enorme parcela de erro no acerto, e vice-versa.
Eu luto pelo que eu quero, pelas pessoas que eu quero. Mas agora eu não preciso. Literalmente estou me desarmando. O amor te deixa sem defesas, porque você simplesmente não precisa delas, uma vez que não vai atacar ninguém.
Não tenho culpa de não ir com a cara de uma pessoa e de ter ciúme dela, mas isso não significa que a odeio. Sou implicante. Estou tentando corrigir isso. Não tenho culpa de me identificar tanto com alguém que eu amo. Eu nem sei o que dizer. Não sei em que pé as coisas estão contra mim, nem posso dizer que sou totalmente vítima, mas olha, meu amor pode superar tudo. Não é meu amor de ~ai vemk e me come~. É simplesmente amor, na sua forma mais simples e verdadeira (pausa pra vocês vomitarem).
Eu não ligo de ser motivo de piada, não faz diferença, não será nem de longe a primeira e muito menos a última vez. Essas palavras soam tão vazias que eu só quero terminar isso aqui e ir dormir, mas eu preciso dizer mais algumas babaquices.
Eu me sinto tão inexplicavelmente leve, como se do nada eu tivesse conseguido, meio que por acaso, montar o cubo mágico do modo certo. Antipatia sempre vai existir, mas ódio da minha parte, se eu tinha, não tenho mais. Eu me sinto compreendida pela primeira vez na vida, e isso basta. Basta pra esquecer todos os problemas, pra desejar a felicidade pra todas as pessoas.
Não estou me fazendo de nobre, até porque eu sei que amanhã já vou estar reclamando de tudo, então queria escrever isso antes que passasse. Isso é um blog de pensamentos. Mesmo que existisse verdade absoluta, eu não a escreveria aqui. O blog já me trouxe muitos problemas, mas também muitas alegrias. Eu não vou deixar isso acabar, nem que ~eu~ tenha que mudar. Em mim.
Não pra agradar todo mundo, não pra pagar de ~tenho valores elevados~ porque estou longe de querer aprovação total e princípios tradicionais. Só pra tentar ter um mínimo de senso de justiça e maturidade. Ouvi dizer que não tenho.
Mudar as pessoas. Isso é bem relativo. Dar um pouco se si mesma pra alguém é diferente de fazer cosplay do clipe do pink floyd onde nego entra tudo diferentinho um do outro e sai tudo carne moída, tudo uma coisa só. As pessoas mudam. Às vezes com ajuda das outras, mas não em função das outras. Mas a real mudança vem de dentro. Se não for real, é uma questão de tempo até sumir. Esperemos.
Dizem que o amor — e me refiro a qualquer tipo de amor —, e o trabalho, enobrecem o homem. Como não sou exatamente a pessoa mais trabalhadora desse mundo (leia-se, preguiçosa), todas as pessoas que eu amo estão me dando um tratamento de choque. Não sei se é temporário ou não. De novo, esperemos.
Só sei de uma coisa: você nunca saberá o quanto eu o amo. Obrigada, Bob Dylan e Johnny Cash.
Agora vou dormir, porque todo escritor é um condenado à forca tecendo a própria corda, e eu espero que ainda demore muito pra eu me enforcar com ela. Aliás, espero justamente estar desfazendo minha corda. Não curto gente que faz merda e corre pedir perdão, mas não se trata disso. Repensei algumas atitudes. Exagerada, essa sou eu. Já disse pra não me levar a sério. E se eu cometi qualquer erro grave com alguém, e ainda não percebi, corrigirei. Pareço vagabunda, mas sou fofa (riam. Depende do dia). Acredito que qualquer erro que você comete por amor é perdoável. Tudo o que não é de propósito pra prejudicar outra pessoa é aceitável. Somos passíveis de erro. Seria completamente entediante um monte de gente perfeita, até porque, o que é perfeição? Até isso é relativo.
Só pra constar meu dia, hoje tirei um dez de química e acho que isso foi o começo da minha mudança repentina, porque de repente minha antipatia pelo velho diminuiu. Ainda acho as piadinhas insuportáveis e que elas atrapalham a explicação da matéria (não que eu preste muita atenção), mas acho que acabei de superar isso e subir um level nesse jogo random da vida, escolar principalmente.
E depois brigando com o Diogo eu me dei conta de uma porção de coisas. Mudanças que parecem repentinas são as mais verdadeiras, elas já estavam sendo arquitetadas no âmago da sua real personalidade.
Só gostaria de constar que estamos melhor que nunca depois da briga de hoje de tarde, que a briga não envolve ninguém além de nós mesmos, que temos cérebros individuais e que, se isso tudo parece confuso, eu poderia contar tudo explicitamente, mas seria babaca demais pra vocês. Só é significativo pra mim.
Chega né Thamires. Tem aula de filosofia amanhã, e por hoje já é o suficiente.
Palavras são tão vazias. Gênios da humanidade, fiquem ligadinhos: precisamos de um novo código pra nos expressar.
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