Estou cansada das suas desculpas e mentiras. Acho que nosso pra sempre foi feito pra durar apenas alguns dias, porque esse é você indo embora da minha vida depois de se tornar tudo o que eu mais queria.
Queria descobrir se é amor, hábito ou dependência, fazer a escolha certa. Queria restaurar a confiança que eu tinha em você, mas você só me dá motivos pra confiar menos, cada vez menos. Queria saber até que ponto estou certa, poder ver as coisas friamente, pra saber o que é real, porque honestamente, não sei mais o que é máscara e o que é pele, tudo me parece pura invenção, tudo pretexto pra brigar, tudo desculpa esfarrapada. E não tenho culpa de me sentir assim, uma vez que, cada vez que eu olho, o puzzle está tomando uma forma diferente. Qual é a certa? Qual é a real? E porque tantas falsas?
Tudo babaquice, mas tudo me afeta. Estou ficando com sérios problemas de confiança. Com todo mundo. Eu fugiria, se resolvesse. O silêncio é um amortecedor, mas não pode ser usado pra sempre. Se pudesse, eu o usaria. Mas preciso resolver isso como alguém adulta, e não sei como. Dois mundos internos complexos colidindo, e eu simplesmente não sei o que fazer, só sei que tenho que me livrar desses sentimentos e não depende só de mim.
Queria ser aristotélica em todas as situações da vida. Sou inteligente o suficiente pra não precisar de sentimento pra atrapalhar tudo. Don’t let love collapse your empire. Don’t get twisted between love and desire. Me desculpa se eu não sei diferenciar amor do resto das coisas, mas amor é apenas um conceito vago e abstrato. Tudo é mistério. E eles me agradam, desde que haja solução no final. É assim que eu quero as coisas: saltar do mais alto possível com uma cama elástica lá embaixo, pra garantir que nada de mal vai me acontecer. Arriscar, mas ter algo seguro no que cair, pra onde voltar. Unir o melhor dos dois mundos, correr o risco, mas sempre podendo voltar ao que é concreto. Seria tudo tão simples se a vida fosse assim. Só sei que não tolero mais desculpas. Elas me irritam, me deprimem. Não existe verdade, mas existe a sua verdade, e é ela que eu quero. Não personagens. Não fingimentos. Não símbolos. Não desculpas lamentavelmente ruins e nada convincentes. Prefiro um não do que um talvez, pra tudo. O não é um soco que dói de uma vez, o talvez é como uma daquelas coisas que vão te matando aos poucos e tortuosamente. And I’m not that masochist.
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