Na real, as únicas marcas eternas são as tatuagens. Uma pessoa não é capaz de te mudar pra sempre. Mas eu não quero falar das pessoas, quero falar das tatuagens mesmo.
Daí que eu sou louca pra ter tatuagem, mas louca mesmo. Só que as coisas perdem a magia muito fácil pra mim, sabe. Nunca vou ter uma profissão séria tipo advogada ou médica [sou uma péssima mentirosa e pareço pesar uns 150kg usando branco, obrigada], de modo que acho que não tem problema eu ser tatuada, mas eu tento pensar no futuro também.
E tipo, como eu vou saber se no futuro vou me sentir uma completa demente com uma ankh no ombro, ou duas cerejas entre os peitos, ou qualquer outra merda de desenho de menininha que eu queira tatuar?
Me imagino velha, enrugada e com o sentimento de “como aquela menina de 16 anos era patética”.
Mas a questão não é nem estar velha, é enjoar. Eu enjôo das pessoas muito fácil, que dirá de body art?
Fico pensando se tudo o que eu quero — piercing, tatuagem, cabelo foda, roupa foda, foto foda — não é só pra querer causar de rebeldinha e diferente, porque passei tempo demais sendo pateticamente comum.
Mas por outro lado, sempre houve em mim esse sentimento de revolucionária, um anarquismo interno e nada impessoal, a vontade de mudar tudo em mim e nas pessoas ao meu redor.
É exatamente o que eu faço. Eu deixo cada um ser comigo o que sempre quis ser e nunca pôde ser com nenhuma outra pessoa. Os resultados são surpreendentes.
E aqui estou eu falando de pessoas de novo, ao invés de falar de tatuagens.
E tipo, body art é totalmente desnecessário e lindo. Tantas coisas são totalmente desnecessárias e lindas né. Só queria escrever isso pra escrever alguma coisa, porque continuo numa dúvida eterna. Acho que tenho que ir sem saber, e resolver se faço ou não na hora, sei lá. Qualquer dia desses eu vou no Lobão ou no Panky com o Diogo e a gente sai de lá tatuados [aham Thamires senta lá].
Mas anyway, só faço minha primeira tatuagem se estiver com a minha bicha junto.
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