segunda-feira, 6 de setembro de 2010

felicidade é supervalorizada.

Ela e todas essas coisas que não são concretas. Como você pode dizer se tem ou não algo se você não sabe qual a forma daquilo?
Eu posso dizer que tenho, sei lá, um blog, porque eu sei a forma que tem um blog. Existem 34902843289432980342980324 tipos de blog, e a idéia universal de blog engloba o meu, de modo que eu tenho blog.
Daí você me diz que existem 34902843289432980342980324 tipos de felicidade também, mas acontece que o blog eu vejo como é, e a felicidade? Eu tirei de onde esse conceito, se é algo invisível aos olhos?
Cheguei a essa linha de raciocínio me dando conta de que nada me satisfaz. A maioria das coisas que eu já tive, fiz, vivi ou experimentei não me fizeram sentir o que eu acreditava que fosse felicidade.
(Vi no sub de alguém do msn uma frase que, se não é célebre, deveria. Só sei que é de um livro. "Nunca me ocorreu que não era o começo. Era a felicidade. Era o momento. Aquele exato momento". Deve ser isso, no fim das contas)
Eu saio, fico entediada e reclamando. Eu fico no pc, fico entediada e reclamando. Então pra que eu sirvo? Não sirvo. Sou um pedaço do cenário, um voto nulo, um daqueles objetos que você compra aos milhares, justamente pra sobrar um monte e não ter problema. Um dos que sobram. Perfeitamente dispensável.
Fico pensando sobre o meu papel no mundo e realmente concluo isso. Que eu sou só uma punição do universo pra uma babaca de dezessete anos que deu pra um cara casado em outubro de 1993.
(minha mãe, pros leigos)
É estranho, eu ia dizer que não me contento com as pequenas coisas, mas às vezes pequenas coisas com pessoas que eu amo, e coisas que eram pra ser mais grandiosas [TIPO O QUE? SEI LÁ] se tornam banais.
Conclusão lógica: que se foda. Vou pintar minha unha de Rose Bombom, ouvir Goldfinger e ler Morte nas Nuvens, que o nome disso é falta do que fazer.

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