quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
i always been a high school looser.
Esse blog cobre o meu período colegial. Não me orgulho da maioria dos textos mas sei que isso é bom. Significa que eu cresci, que eu me tornei melhor que aquilo. Vocês bem sabem que passei boa parte do primeiro ano tentando fazer parte do que a maioria considera cool, mas graças a Deus fiz umas boas amizades pra me mostrar que eu não nasci pra ser mina de pagodeiro.
2010 foi um salto, apesar de eu ter perdido tempo com mais de uma pseudo-amizade que não valiam nem um uêpa do Rick Martin. Eu conheci, finalmente, o verdadeiro amor, a verdadeira hidratação capilar, a satisfação de caber numa calça quatro números menores. E sou tão grata por ter alcançado tais coisas que as pessoas almejam por uma vida inteira ou mais.
2011 efetivamente começa com fogos, champagne, minha família e oasis. É marcado, poucos dias depois, pela mais horrível briga seguida da consumação do infinito, pela confirmação da eternidade. Aliança significa o mundo pra mim, e vendo agora chego a ficar feliz por não termos começado a usar antes. O amor não se basta, precisa de um mínimo de maturidade, intimidade, conhecimento mútuo, consciência de que todas as coisas do universo são interligadas por alguma razão – ou milhares delas – por demais intrincadas pra seres tão ignóbeis, tão infantes da compreensão divina. Não que eu seja grande devota. Nunca me encontrei completamente em nenhuma religião, e não raro duvido de Deus. Mas aprendi a não personificá-lo como entidade, mas como força, como energia, e o que poderia ser superior a ponto de reger o universo e cada pequeno habitante dele, senão o amor?
...
Daí que esse texto era pra ser como começou meu ano letivo. Eu juro que eu não faço de propósito e que não queria ficar com um cabelo loiro e laranja. E nem pretendo ficar forever ponyta. Mas eu fiz duas descolorações pra tirar o vermelho e a tintura linda que eu comprei não pegou. Desesperada, joguei anilina laranja por cima e... kinda disaster.
Vou dar um jeito nesse fim de semana. Só queria me certificar de que não seria separada das poucas amigas de quem sentirei falta quando deixar a cidade, de quem detestaria ser privada da companhia constante com um ano de antecedência.
That thursday is a monsteeeeer. Quatro aulas de matemática. Acabo de colocar os pés na escola e já quero sair correndo e pedir alforria.
Professora de inglês de sempre falando do meu cabelo e da minha facilidade com o idioma. Eu me encolho timidamente, e ela diz com sarcasmo que “uma pessoa com essa cor de cabelo realmente não gosta de aparecer”.
Segunda aula, Dayton. Professor que deu física no primeiro, matemática no segundo, e só agora que ele vai voltar a ter duas aulas semanais com a gente (apoio, que é tipo uma revisão geral), eu percebo como gosto dele, como ele é realmente um gênio apesar de não raro se exceder nas brincadeiras (mas você tem que amar isso nele), e que eu realmente não devia ter passado 90% das aulas dele do ano passado dormindo ou conversando bobagens.
Daí um professor que eu nunca vi na vida, mas simpatizei, pra matemática normal. Francisco, o nome dele. Claro que ele e o Dayton podiam trocar os papéis, mas ele parece bem preocupado com nosso futuro profissional.
Depois tivemos sociologia – ou filosofia, vai ser com a mesma professora. Uma verdadeira hippie, de sandália de couro cru, calça-pescador branca, bata florida branca, traços delicados de Anne Hathaway, cabelo cacheado e fala enérgica, daquelas que provavelmente teve pais hippies e durante o impeachment era só uma criança mas mesmo assim quis pintar a cara também.
Daí que eu gostei dela porque ano passado a Sopão e o Zaguinho, que são uns amores, davam nota fácil demais. Terrível você se empenhar em algo que você gosta e ver que nego que mal sabe escrever ficou com a mesma nota.
Depois foi matemática e apoio de novo, que Deus me proteja.
E, felizmente, eu estou sentando perto de gente inteligente e de quem eu gosto muito. Quero me empenhar de verdade. Eu sei que possuo alguma inteligência, não sou nenhuma mentecapta, mas não sou um gênio. Eu quero fazer a diferença na faculdade na qual estarei dentro de menos de um ano. Quero fazer a diferença como profissional. Então meu empenho começa agora, antes tarde do que nunca.
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