quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

wanted my heart but i gave him my soul


 Queria escrever, mas não é como se minha pauta fosse muito grande né. Ainda estou procurando emprego. Tudo seria tão fácil se eu pudesse mandar meu favstar como currículo. É muito tweet bom, livro lido, jogo zerado, pra pouca vontade de trabalhar.
Don’t get me wrong, é claro que eu quero trabalhar. Alguém (fodida) como eu não pode se dar ao luxo de não querer. Em algum lugar da minha lista de prioridades da vida, entre ganhar 100+ RT, encontrar minha próxima tatuagem, ganhar followback do Vyktor (desculpa se eu sou fã dele) e fazer dieta desintoxicante, deve haver um pequeno tópico chamado why don’t you get a job.
Não só de dinheiro, não só de perspectivas. Eu preciso encontrar minha função no mundo. Algo além de ser odiada por meia dúzia de pessoas que não reconheceriam um exemplo do conceito de viver nem se ele dançasse riverdance na cara delas. Algo além de ganhar cem followers por semana (quem dera eu ganhasse isso toda semana). Algo além de me preocupar com a próxima hidratação que eu vou fazer, o próximo livro que eu vou ler, o próximo jogo de fuga com bons gráficos e boa jogabilidade que eu vou encontrar. Me dou ao luxo de parecer frívola e bobinha porque as piores pessoas que eu conheço tentam se mostrar profundas e cheias de valores distorcidos que nem elas mesmas conseguem cumprir. Me dou ao luxo de ser feliz com essas coisinhas mínimas.
Estou começando a ter noção de futuro. De que o universo não se resume à constelação favstar (embora ela seja melhor do que todas as outras). Eu sei que existe vida pra mim em algum lugar fora desse quarto quente e escuro, dessa cidade minúscula e infrutífera, desse esse ensaio falho de alguém que um dia tem que aprender como funcionam as coisas do lado de fora da casinha da barbie.
Esses dias joguei umas séries muito boas da pastel games que eu vou guardar em 1 heart shapped box pra sempre. Estou viciada em dance dance Christa Päffgen, pra mim uma verdadeira música de amor e devoção, com uma das melhores letras do mundo e melodia excelente. Li uns livros muito bons da Mônica de Castro, terminei A Farsa e comecei O Monstro de Florença. Só estou valorizando o preço astronômico do meu presente de natal agora.
Aliás estou descobrindo o que significa essa palavra. Valorizando minhas férias porque daqui a uns dias tenho que acordar seis e pouco de novo. Valorizando minha mãe porque ela pode não ser exatamente manera mas também não é um monstro. Valorizando meu namorado porque por mais imperfeito que ele seja, foi ele que me fez encontrar sentido em todas as coisas, que me fez sentir o centro de toda a felicidade do universo várias vezes apenas ao me estreitar nos braços, que me encontrou perdida no escuro, no inferno, e me trouxe luz e gelo.




Obrigada Stephen King pela cool reference que eu fiz na última frase

Um comentário:

nan costa. disse...

"Me dou ao luxo de parecer frívola e bobinha porque as piores pessoas que eu conheço tentam se mostrar profundas e cheias de valores distorcidos que nem elas mesmas conseguem cumprir"
tu conseguiu resumir em palavras o que eu acho sobre grande parte de mim.
além de, claro, colocar os meus pensamentos sobre o futuro ae também; é estranho quando o futuro começa a parecer próximo demais.

adorei o blog (: bjksss