sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

and all of the people with nothing to do.






Acordara cedo e fizera minhas abluções matinais. Eu sabia que eu tinha que ir lá, e ele nem fazia idéia. Meu coração martelava forte com o suspense. Nunca fui boa com esperas. Nunca fui boa com nada que não fosse fazê-lo feliz.
E jurei a mim mesma que continuaria fazendo.

Vesti qualquer roupa e não me preocupei com maquiagem. Sabia que estava com olheiras horríveis, maiores do que as usuais. Não poderia esconder minha devastação com maquiagem, chapinha, uma roupa linda.
Parei mil vezes pra pedir informações. Quando finalmente cheguei, era impossível descrever minha sensação. Tive um rápido vislumbre dele, com uma barba de vários dias, antes que ele me visse e, surpreso, fugisse.
Eu estava pronta pra qualquer reação, mas ainda assim me doeu. Seus pais foram tão legais comigo. Quero dizer, quem não perceberia o quanto eu o amo?

Devo dizer que esperei muito tempo até que ele se acalmasse. E que não estou a fim de narrar diálogos enormes, momentos felizes, talvez os melhores que eu já tive. Não sei se posso dizer que é o melhor dia da minha vida, mas certamente um dos melhores. Porque eu nunca realmente dei o valor necessário. Eu me importava, é claro que sim. Mas não era o suficiente. Talvez nunca seja, mas estou trabalhando nisso.
Agora sei mais que nunca que é com ele que eu quero transformar minha existência em vida. Que é o único rosto que eu quero ver segundos depois de abrir os olhos pela manhã. Com quem eu quero constituir uma família algum dia. E mesmo que essa força dentro de mim esteja errada, sei que a única coisa que pode definitivamente nos separar é nossa própria vontade ou qualquer circunstância maior que ela, e não a maldade das pessoas que dedicam toda sua existência tentando em vão nos destruir.

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