quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
give me therapy.
As pessoas me olharam esquisito porque eu estava de regata, calça jeans justa (voltou a ser justa porque engordei nas pernas) e botas de camurça falsa sem salto (que são incrivelmente confortáveis. E na verdade o único par que eu tenho), mas quando começou a chover tenho certeza que elas mentalmente deram razão à pequena menina Thamiro.
Me sinto satisfeita de verdade por ter ido procurar emprego. Trabalhar não deve ser tão ruim. Quero dizer, eu li um texto da apostila de sociologia (só por diversão, porque a gente nem a usou) que o trabalho é visto como obrigação pela nossa sociedade, mas deveria ser visto como uma forma de modificar a natureza e sei lá mais o que (insira coisas positivas aqui).
Então certo, eu tenho que mudar o mundo. Ou, você sabe, coisas de lugar, dependendo do emprego que eu arrumar.
No fim do dia tomo chuva, mas não me importo. Comprei um fabuloso vestido xadrez azul, que vou usar quando for visitar a Nadine (pelo menos eu espero ainda poder ir, mas morro de medo de conseguir uma entrevista enquanto tiver fora. Talvez eu deva ir só no próximo final de semana) e um pote de creme de hidratação, que é sempre um investimento. E chocolate. Chocolate branco com gosto de leite ninho, que deve ser o melhor pelo qual eu posso pagar. Por alguns momentos consigo me sentir mais do que cheia de energia – quase feliz.
Hoje eu não peguei a camiseta nenhuma vez, e só chorei quando minha vó disse que eu preciso de terapia porque magôo as pessoas que eu amo, o que foi realmente insensível e eu devia ter dito que ela lava louça há anos e não apresentou nenhuma melhora.
É, talvez eu precise.
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