domingo, 27 de março de 2011

the kids you used to love but then we grew old

vamo fingir que a gente é branquinho assim galera

Are we growing up or just going down? It’s just a matter of time until we all find out. Take your tears and put them on ice, ‘cause I swear I’d burn this tribo down to show you the light.
As pessoas normais que lêem isso que me perdoem, mas eu preciso fazer um post de aniversário pra um dos meus melhores amigos. Cheio de piadas internas e tudo mais.
Dezenove anos, Felícia linda. E ganhando de presente coisas da faculdade, como uma mãe que ganha uma nova luva de cozinha de aniversário. Frustração total.
E como não consegui pensar em nada melhor, vou expor meu amor publicamente (pra mais umas quatro pessoas, dos quais devem ser três hate-stalkers).
Dois anos e meio não é muita coisa. Mas nós crescemos tanto nesse tempo, gente. Tudo começou porque estávamos os dois sem internet, morando na lan house. E porque assistíamos novela da tarde (quando não estávamos na lan house né). E porque espirrávamos alto. E amávamos fob acima de todas as coisas.
Agora aqui estamos nós, com internet, sem novela da tarde, com a melhor banda do mundo em hiato mas ainda nos nossos corações, e ainda espirrando alto, e os dois últimos itens não vão mudar nunca.
Primeiro, a fase piadinha. Morrendo de rir das nossas próprias vidas loser (ok, isso também continua praticamente inalterado). Sendo o único amiguinho um do outro no meio de um monte de gente que tentávamos agradar mas jamais conseguiríamos.
Daí fomos nos aproximamos por mais coisas em comum – banda preferida e mesma vida loser já é pauta pra meses de conversa né – até nos tornarmos aquele grude insuportável. “Vou no banheiro” “ai não vai, não me deixa aqui sozinha, você não me ama”.
“Tô saindo” “ah não, fica, por favor, te amo, vamos faltar na escola”.
Eram realmente coisas do gênero. E apesar desse grude todo ter sido ruim, na época a gente não podia se imaginar sem essa coisa toda compulsiva. E eu fico realmente feliz até pela fase que ficamos mais afastados, porque conseguimos amadurecer pra manter a amizade tendo vida própria.
Você é tão importante pra mim, e significa muito saber que eu sou sua melhor amiga. Você me encorajando pra ficar com o Diogo, eu te encorajando a sair de Nárnia. Você sempre esteve ao meu lado, me fazendo rir quando eu estava me preocupando demais com algo pequeno e me aconselhando nos momentos certos. Fazendo amizade com todas as outras pessoas importantes da minha vida e viajando oito horas pra vir pra tribo nos ver. Jogando glíter na minha existência. Se preocupando com todos meus problemas e dividindo os seus comigo. Você esteve ao meu lado em alguns dos piores momentos da minha vida e soube a coisa certa a me dizer, mas também esteve comigo, inclusive literalmente, em alguns dos melhores dias da minha vida. Devo usar os clichês de sou muito grata por ter você na minha vida e tudo mais? Porque é verdade. Sua amizade é uma das coisas pelas quais eu mais prezo na vida. E eu espero que daqui a uns anos a gente ria desse post, assim como rimos das peripécias de 2009, porque significa que ainda estaremos amadurecendo, e ainda seremos amigos. (ou amigas, nunca se sabe o que você vai ter aprontado até lá)
E vad, você merecia uma vida inteira de acessórios de sex shop pra eu retribuir tudo o que você já fez por mim, mas eu sei que você vai dizer “aw vad, que lindo, pode mandar o vibrador depois” e ficar feliz de verdade que eu tenha feito um post meio bobo, muito mal escrito, mas ainda assim que significa muito.
Eu sei que todo esse sentimentalismo e piada interna é uma coisa cretina quando se vê por fora, mas quando é a sua vida, a sua amizade, e sobretudo, alguém escrevendo sobre você, você realmente se sente especial. E é como eu quero que todas as pessoas que eu amo se sintam quando eu escrever sobre elas. Mesmo que todas as pessoas de fora me achem mais babaca que o normal. Principalmente por eu ter colocado uma foto que eu tô toda horrorosa, mas fiquei com preguiça de procurar uma foto bonitinha com vela de aniversário e tal, como seria mais apropriado.
Eu pensei também em fazer uma retrospectiva desse tempo de amizade e tal, mas minha memória é péssima e eu só consigo lembrar da gente brigando por causa de waking up in vegas e chorando com seize the day.
Então, Bryan Felícia Albuquerque, feliz aniversário. E obrigada por ter compartilhado os últimos dois anos e meio desses dezenove comigo. E não adianta só agradecer a homenagem, tem que cantar dancing queen no meu aniversário porque eu passei a vida inteira esperando pelos dezessete só pra poder colocar “young and sweet only seventeen” no quem sou eu do orkut.

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