Tenho usado todos os clichês e descrito de todos os modos um dos melhores dias de toda a minha existência. Sou dada a arroubos de sentimentalismo e demonstrações públicas de afeto são comigo mesma, de modo que, meus amigos, depois de anos sem cometer tal exibicionismo, vou colocar um poema meu num blog.
A Thatha de doze anos, aquela guria é uma babaca completa. Ela usa o internetês mais n00b do universo e se sente carregando o peso de todo o sofrimento do mundo nas costas, como qualquer bom poeta gótico. Mas ela é a porra de um gênio. Eu provavelmente conseguiria me igualar a ela em babaquice sem muito esforço, mas nunca escreverei poemas como ela. Claro que ela costumava escrever um bocado de coisas medíocres, mas ela era excelente na arte de versar e sabia disso.
Sem mais delongas, meu primeiro poema de amor real, correspondido e razoavelmente maduro. Castro Alves e Álvares de Azevedo não saíram de mim mesmo depois de quatro anos, com todo esse simbologismo de anjos e natureza, e todos nós sabemos que poemas de sofrimento são bons e de amor feliz são bobos, mas eu espero que esses versos sejam significativos a quem são destinados.
Diamante
O amor verdadeiro é inebriante
Tal qual as cortinas do firmamento infindo
Só a mais intensa chama é capaz de dilapidar o diamante
Definitivamente apagar todo esboço errante
Desvela-se, pedra bruta, em octaedro lindo!
E brilha, como paixão atemporal,
Como noite do luar de Camões,
Como puntiforme e incerta nau
Como olhos e mãos ao alcançarem nossos corações
Como o selvagem e místico amanhecer,
Deixa-te por mim guiar, deixa-te por mim morrer,
Deixa-te por um momento existir pra sempre em meus braços
Em matéria angelical e esquálida eu me perfaço
Pois nada pode destruir tal querer
Se Eras atrás Deus designou nosso enlaço
És toda minha vida propriamente dita, o fim do prefácio
No qual éramos tal qual querubins a planar no espaço
Agora teu olhar é a estrela mais brilhante
Celestial, estarei ao teu lado, amando-o a cada instante
De toda minha alma de pureza infante,
De todo meu ardor de carne, ossos e sangue pulsante
Te faço meu anjo errante, repleto de amor inebriante.
Tal qual as cortinas do firmamento infindo
Só a mais intensa chama é capaz de dilapidar o diamante
Definitivamente apagar todo esboço errante
Desvela-se, pedra bruta, em octaedro lindo!
E brilha, como paixão atemporal,
Como noite do luar de Camões,
Como puntiforme e incerta nau
Como olhos e mãos ao alcançarem nossos corações
Como o selvagem e místico amanhecer,
Deixa-te por mim guiar, deixa-te por mim morrer,
Deixa-te por um momento existir pra sempre em meus braços
Em matéria angelical e esquálida eu me perfaço
Pois nada pode destruir tal querer
Se Eras atrás Deus designou nosso enlaço
És toda minha vida propriamente dita, o fim do prefácio
No qual éramos tal qual querubins a planar no espaço
Agora teu olhar é a estrela mais brilhante
Celestial, estarei ao teu lado, amando-o a cada instante
De toda minha alma de pureza infante,
De todo meu ardor de carne, ossos e sangue pulsante
Te faço meu anjo errante, repleto de amor inebriante.
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