quarta-feira, 21 de setembro de 2011

happy nihilist

Nada define melhor a existência, seus cursos e seus mistérios que o meio-termo entre Rousseau e Marx. A vida é produto do meio e o meio é produto da vida; numa troca constante e exata, num relacionamento harmonioso.
Somos aptos a fazer uma escolha entre as cartas que nos são colocadas, em possibilidades muitas vezes amplas mas sempre finitas. Um meio livre-arbítrio em contraponto a um meio evento pré-destinado ou aleatório.
Um pensamento que parece tão óbvio mas precisou de tantos homens de intelecto secularmente reconhecido para ser esculpido.
As grandes verdades são, pois, as grandes obviedades – porque de algum modo já estão intrínsecas em nós desde sempre. Talvez sejam a programação para a parte que não se pode definir por uma simples escolha.

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