Nos últimos meses eu comecei a apreciar as artes. Ainda leiga, em passos pequenos vacilantes, e muitíssimo trôpegos. Talvez eu nem possa usar o termo “apreciar” – ainda estamos nos conhecendo, eu e as artes.
Estou muito diferente desde – bem, a tintura preta. Como se cada cor de cabelo pudesse me dar uma personalidade. Vermelho-liferuler, roxo-não-é-porque-eu-sou-esquisita-que-eu-sou-burra e preto-sosseguei.
Mas estar diferente não é exatamente mudar. E é justamente o que me pergunto – será que eu mudei (e se mudei, por que motivo?), ou será que apenas fui impulsionada a ser o que já ia por dentro da versão anterior?
Talvez seja uma pergunta que todo mundo vai fazer ao longo da vida – talvez seja a pergunta mais importante. Assim como em Dom Casmurro, não seria sobre a traição ter ou não acontecido, mas apenas isso: estaria a Capitu do Engenho Novo dentro da Capitu Mata-Cavalos?
Estou muito diferente desde – bem, a tintura preta. Como se cada cor de cabelo pudesse me dar uma personalidade. Vermelho-liferuler, roxo-não-é-porque-eu-sou-esquisita-que-eu-sou-burra e preto-sosseguei.
Mas estar diferente não é exatamente mudar. E é justamente o que me pergunto – será que eu mudei (e se mudei, por que motivo?), ou será que apenas fui impulsionada a ser o que já ia por dentro da versão anterior?
Talvez seja uma pergunta que todo mundo vai fazer ao longo da vida – talvez seja a pergunta mais importante. Assim como em Dom Casmurro, não seria sobre a traição ter ou não acontecido, mas apenas isso: estaria a Capitu do Engenho Novo dentro da Capitu Mata-Cavalos?
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