segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Let's just breathe.

Talvez no futuro os rumos da vida caibam numa equação, não importa de qual sorte. Gêmeos univitelinos que morrem de infarto no mesmo dia me fazem pensar que será pura química e biologia – particularmente agradável pra alguém que é definitivamente de humanas mas com uma quedinha pelo desenrolar do DNA.
Porém a linearidade de acontecimentos que não competem à biologia me faz pensar numa equação complicadíssima de matemática e física, com geometria plana, espacial, analítica e cálculo de Hertz. Uma perspectiva assustadora mas fundamentada na minha própria experiência.
Linear. Nunca igual, mas um caminho desenrolado em dèja vu. O princípio básico de toda a existência é olhar pra trás e se sentir imbecil ad infinitum. Talvez agora eu esteja sendo estúpida em um modo que jamais posso imaginar, mas no futuro verei claramente e me envergonharei. Isso é a evolução. Muito possivelmente as briófitas pensaram: porque é que eu não vim pra terra antes?
É isso o que faz a literatura clássica parecer clichê e batida se você não tem a maturidade – eu estou adquirindo-a agora. Agora é uma idéia comum, mas na época era revolucionário, ninguém havia pensado nisso antes. Agora é uma idéia comum de que ano passado eu era um lixo, mas quando eu estava lá estava bela e satisfeita comigo mesma.
Você simplesmente sabe quando está no caminho certo – o certo pra sua alma, não o moralmente aceitável, mas também não o esperado pelas pessoas ao seu redor. Você sente aquela felicidade sublime, que nada tem a ver com os arroubos da juventude, mas também não é a sensação de estar no fim da vida e chorar de emoção com uma planta nascendo. É apenas aquilo que acontece quando você encontra o equilíbrio, entre corpo, alma e mundo. E não há biologia ou matemática que explique essa parte do caminho.
Talvez no futuro os rumos da vida caibam numa equação. Mas eu nunca fui boa com contas mesmo.


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