Um misto de “mas que hipocrisia” e “mas que lindo” me domina nessa época do mundo. Toda aquela galera do orkut que nunca deu a mínima pra você – a vadia do escritório que usa um tamanco no qual você queria tacar fogo, o grupinho da sua sala que sempre te chamou de nerd e riu do seu cabelo, aquele capeta em forma de moleque que estudou com você na quinta série e te infernizou o ano inteiro – te mandando scrap em massa desejando prosperidade, saúde e o caralho a quatro (um caralho seria bom).
(Deus, acabei de ver como esse blog tá às moscas. Já tive tempos melhores. Mas é que a maioria das pessoas que lêem isso aqui são as que me odeiam. Daí se acontece algo ruim *todos comemora*, se acontece algo bom, *todos joga praga*)
Mas ainda assim, essa coisa de fim de ano é linda e eu queria que nunca passasse. Você pode adiar todas as obrigações, usando as festas como desculpa. E Deus sabe que meu nome é Thamires e o apelido é quero adiar.
Adiar só as obrigações né, me dêem um estoque de livros, comida e Diogo que eu serei feliz pra sempre.
Inclusive, fui passar a véspera de natal com minha nova família, e fui absolutamente adorável, se é que esse adjetivo pode ser aplicado a mim pelo menos uma vez na vida.
E o dia 25 também foi legal porque a comida tava d+ como sempre e minha mãe e o Diogo se dão tão bem que, se ela não curtisse pedreiro eu até ficaria com medo.
Pequeno parêntese: a designação pedreiro é uma categoria de homem. Os que possuem várias características do famigerado mestre de obras ex: cantadas esdrúxulas, cara de pobre, músculos, bronzeado intenso, etc.
E o Diogo é um bear, vocês viadinhos sabem bem o que significa.
Enfim. Meu quarto está entulhado de livros. Assim como minha mente de planos. Nós temos falado sobre nosso futuro o tempo todo. Sobre ir pra outra cidade ~tentar a vida~. A única coisa que eu quero mais que acordar ao lado dele todos os dias é não morrer de fome e ter tempo pras minhas coisas. Nós absolutamente não conseguiremos sair daqui em 2012. Graças a Deus agora estou pensando em fazer direito, que tem aqui.
Araçatuba não é exatamente um lugar ruim (tirando que as piores pessoas que eu conheço habitam esse stand do inferno), considerando que existem cidades muito menores ao redor que não têm nem faculdades particulares que parecem só formar gente em educação física, psicologia e odonto, como aqui.
Ontem nós resolvemos ficar aqui, e eu me sinto mais aliviada. Não quero passar o resto da vida enfiada no interior, tendo uma existência enfadonha sob esse sol de matar, mas já o não fiz por mais de dezesseis anos? Já não houveram tempos muito piores? Eu ainda vou ser jovem quando terminar minha primeira faculdade. Jovem o suficiente pra me permitir fazer qualquer coisa da vida, mas muito mais independente e madura do que agora. Aqui não vamos crescer nossa conta bancária, mas também não vamos afundar. Vão ser anos de investimento.
Me senti adulta, me senti dando um passo decidido em direção a algo grandioso. Nós ficamos fazendo contas do que podemos juntar em um ano, de preço de móveis e custo de vida. Talvez pareça bobo pra você que já tem sua vida resolvida, seja pelo esforço próprio e idade, ou pelo dinheiro do papai, mas pra mim foi homérico.
Lembro que no fim de 2006 eu fiz uma retrospectiva do meu ano e a maior parte era “chorei muito e escrevi muito” hahahah :~~
Pros leigo, eu tinha essa paixão platônica por um menino da minha sala e era toda bobinha, chorava por qualquer coisa, escrevia poemas pra ele (alguns até que aceitáveis), e cada pequeno movimento dele era cuidadosamente narrado no meu diário.
Então eu não quero fazer uma retrospectiva de 2010, porque aconteceu tanta coisa boa. Um monte de coisa ruim, como sempre. Mas que foi esquecida, confortavelmente acomodada sob as brumas dos melhores momentos da minha vida. São esses que permanecem. Posso ser fraca, mas (ou talvez por causa disso) minha memória pras coisas ruins é fraca. Não consigo ficar relembrando sofrimento. Só consigo lembrar das coisas boas desse ano, e temer o próximo. Eu fui feliz esse ano, eu construí mais do que eu sou, sei, e quero pelo resto da vida do que em qualquer outro ano. Todo ano é assim. Nada é regressão. Em diferentes escalas de dor, tudo tem sido evolução.
Apenas um aviso pra você que não acompanha meu twitter, os erros de concordância e elementos de linguagem pendendo pro miguxês são propositais.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
01:51
Ok minha tatuagem tá cicatrizando bem. Não é tão ruim, só me dá agonia de ficar relando sei lá OIASDHSDAHOIA
E roupa por cima também incomoda muito, passei todos esses dias fazendo cosplay de filha do pescador parrudo.
As coisas não poderiam estar melhores. Eu e o Diogo compramos um monte de livros juntos. Bobinho, mas nunca compramos nada que fosse dos dois antes. Ele está sendo tão fofo e perfeito em tudo. Claro que ele nunca foi um namorado ruim, mas não é sempre que tenho essa sensação de que está tudo perfeito, de flutuar, de que não me falta nada no mundo. Normal, não espero viver perfeição todos os dias. Mas é tão bom quando ela acontece.
Nessas condições, é impossível não acreditar em algo superior, divino, perfeito e sublime. Algo que te impulsione a viver. Algo comparável aos meus sentimentos ou talvez ainda maior, se estamos falando no Deus em que acredito. Isso é o mais próximo da grandeza e da paz interior que alguém pode chegar. E não é só um estado de espírito, posso sentir na pele, em cada célula do meu corpo, martelando no meu peito, pulsando pelas minhas artérias, correndo como um raio gelado estômago acima. Não consigo encontrar as palavras, estou ouvindo uma playlist com mais de 50 músicas, selecionadas cuidadosamente, são as que mais me fazem lembrar dele, mais traduzem o que eu sinto, mesmo que minimamente. Não que eu precise de música pra isso. Mas são significativas pra ambos. Talvez juntando todas essas palavras eu consiga formar algo, uma fração tênue de tudo o que há em mim e não sabe se transformar em palavras.
All that I am, all that I ever was is here in your perfect eyes, they’re all that I can see.
E roupa por cima também incomoda muito, passei todos esses dias fazendo cosplay de filha do pescador parrudo.
As coisas não poderiam estar melhores. Eu e o Diogo compramos um monte de livros juntos. Bobinho, mas nunca compramos nada que fosse dos dois antes. Ele está sendo tão fofo e perfeito em tudo. Claro que ele nunca foi um namorado ruim, mas não é sempre que tenho essa sensação de que está tudo perfeito, de flutuar, de que não me falta nada no mundo. Normal, não espero viver perfeição todos os dias. Mas é tão bom quando ela acontece.
Nessas condições, é impossível não acreditar em algo superior, divino, perfeito e sublime. Algo que te impulsione a viver. Algo comparável aos meus sentimentos ou talvez ainda maior, se estamos falando no Deus em que acredito. Isso é o mais próximo da grandeza e da paz interior que alguém pode chegar. E não é só um estado de espírito, posso sentir na pele, em cada célula do meu corpo, martelando no meu peito, pulsando pelas minhas artérias, correndo como um raio gelado estômago acima. Não consigo encontrar as palavras, estou ouvindo uma playlist com mais de 50 músicas, selecionadas cuidadosamente, são as que mais me fazem lembrar dele, mais traduzem o que eu sinto, mesmo que minimamente. Não que eu precise de música pra isso. Mas são significativas pra ambos. Talvez juntando todas essas palavras eu consiga formar algo, uma fração tênue de tudo o que há em mim e não sabe se transformar em palavras.
All that I am, all that I ever was is here in your perfect eyes, they’re all that I can see.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
tunts tunts
to aqui no studio.
tá chovendo muito e o dani é a pessoa mais manera do mundo, disse que eu sou maloquera e corajosa OIHASDDSAOIHA
o tatuador.
e me disse pra não sair na chuva e que eu podia usar o pc
então tunts tunts here i am
toda empolgadinha, principalmente porque falei com o monero e com minha musa kk aquelas ne
esperando a chuva passar usando a internet do cara que acabou de fazer 4 estrelas maneras nas minhas costas ---> how cool i am
só queria dividir isso com vocês, abs
ah, sobre a tatuagem. não doeu muito. é com cor(branco) e senti tipo um choque sei lá masfoi bem tranquilo.
acabou de entrar umamulher e me disse que parou de chover,vou pracasa
tá chovendo muito e o dani é a pessoa mais manera do mundo, disse que eu sou maloquera e corajosa OIHASDDSAOIHA
o tatuador.
e me disse pra não sair na chuva e que eu podia usar o pc
então tunts tunts here i am
toda empolgadinha, principalmente porque falei com o monero e com minha musa kk aquelas ne
esperando a chuva passar usando a internet do cara que acabou de fazer 4 estrelas maneras nas minhas costas ---> how cool i am
só queria dividir isso com vocês, abs
ah, sobre a tatuagem. não doeu muito. é com cor(branco) e senti tipo um choque sei lá masfoi bem tranquilo.
acabou de entrar umamulher e me disse que parou de chover,vou pracasa
bad
Escrever rapidinho que daqui a pouco tenho que ir pro studio.
Sozinha.
Pausa pras hate-stalkers vibrarem.
Estou muito puta da vida, e talvez eu não devesse. Mas me sinto no direito. Minha tatuagem, minha primeira tatuagem. Que eu marquei e avisei há um século. Liguei pro Diogo morrendo de preocupação dele estar passando mal e com pontadas no peito ainda. Ele disse que já ta bem. Que depois explica porque não pode ir. Espero que seja uma excelente explicação.
Espero não estar mais com raiva quando voltar de lá, porque odeio sentir raiva dele. É como sentir raiva do seu anjo de guarda porque ele não impediu que você escorregasse numa casca de banana e caísse de cara na rua, ou sei lá, sentir raiva de Deus. É horrível.
Queria a Nadine pra me dizer pra não ligar pra isso, que ele deve ter motivos sérios e que isso não significa que ele não se importa comigo. Eu sei que ela diria algo legal do gênero. Me daria razão por ficar chateada, mas diria que não é tão grave assim. E eu me apeguei tanto a ela em alguns tweets e uma conversa rápida no msn.
Desliguei o telefone com muita raiva. Espero que ele tenha percebido, porque eu não disse tchau nem te amo nem nada. Ele não ia nem me ligar se eu não ligasse, certeza. Eu ia ficar esperando que nem uma trouxa e me sentir infinitamente pior. Sou muito telefonefóbica, até porque ele não tem celular então normalmente tenho que ligar pra minha sogra que aparentemente segue a regra das sogras e não gosta de mim, sempre que eu ligo perguntando dele APENAS EM CASOS EXTREMOS DE PREOCUPAÇÃO DEVIDO À TELEFONEFOBIA, MAS EXTREMOS MESMO, QUANDO EU JÁ ESTOU MAIS QUE DESESPERADA, ela age como se eu fosse uma vadia louca compulsiva, como se seu namorado sumir da internet por um dia e meio fosse normal (a última vez que eu liguei).
Estou muito chateada tipo e-daí-foda-se-a-tatuagem, e acabo de acender um incenso pra ver se me sinto melhor. Ele vai dizer que não é tudo do jeito que eu quero, eu vou dizer que nada é do jeito que eu quero, ele vai interpretar como ofensa pessoal e terminar comigo. Começo a ficar desesperada e a não querer ir. Acendo um incenso pra ver se me sinto um pouco melhor mas não resolve porra nenhuma. Fico tentando ponderar e não ser injusta mas meu deus, será que é pedir demais as coisas que eu peço?
E eu não me arrependo agora por não ter cultivado ~~amizades~~ porque não queria nenhuma outra pessoa comigo. Eu sei, no fundo, que não estou sozinha, que jamais estarei sozinha de verdade. Mas tem momentos que você sente uma necessidade absurdamente grande da presença, não só em pensamento. Ah, que se foda. É só uma tatuagem. Só pra mim é importante, e se minha vida toda já é tão irrelevante, imagina uma tatuagem.
Sozinha.
Pausa pras hate-stalkers vibrarem.
Estou muito puta da vida, e talvez eu não devesse. Mas me sinto no direito. Minha tatuagem, minha primeira tatuagem. Que eu marquei e avisei há um século. Liguei pro Diogo morrendo de preocupação dele estar passando mal e com pontadas no peito ainda. Ele disse que já ta bem. Que depois explica porque não pode ir. Espero que seja uma excelente explicação.
Espero não estar mais com raiva quando voltar de lá, porque odeio sentir raiva dele. É como sentir raiva do seu anjo de guarda porque ele não impediu que você escorregasse numa casca de banana e caísse de cara na rua, ou sei lá, sentir raiva de Deus. É horrível.
Queria a Nadine pra me dizer pra não ligar pra isso, que ele deve ter motivos sérios e que isso não significa que ele não se importa comigo. Eu sei que ela diria algo legal do gênero. Me daria razão por ficar chateada, mas diria que não é tão grave assim. E eu me apeguei tanto a ela em alguns tweets e uma conversa rápida no msn.
Desliguei o telefone com muita raiva. Espero que ele tenha percebido, porque eu não disse tchau nem te amo nem nada. Ele não ia nem me ligar se eu não ligasse, certeza. Eu ia ficar esperando que nem uma trouxa e me sentir infinitamente pior. Sou muito telefonefóbica, até porque ele não tem celular então normalmente tenho que ligar pra minha sogra que aparentemente segue a regra das sogras e não gosta de mim, sempre que eu ligo perguntando dele APENAS EM CASOS EXTREMOS DE PREOCUPAÇÃO DEVIDO À TELEFONEFOBIA, MAS EXTREMOS MESMO, QUANDO EU JÁ ESTOU MAIS QUE DESESPERADA, ela age como se eu fosse uma vadia louca compulsiva, como se seu namorado sumir da internet por um dia e meio fosse normal (a última vez que eu liguei).
Estou muito chateada tipo e-daí-foda-se-a-tatuagem, e acabo de acender um incenso pra ver se me sinto melhor. Ele vai dizer que não é tudo do jeito que eu quero, eu vou dizer que nada é do jeito que eu quero, ele vai interpretar como ofensa pessoal e terminar comigo. Começo a ficar desesperada e a não querer ir. Acendo um incenso pra ver se me sinto um pouco melhor mas não resolve porra nenhuma. Fico tentando ponderar e não ser injusta mas meu deus, será que é pedir demais as coisas que eu peço?
E eu não me arrependo agora por não ter cultivado ~~amizades~~ porque não queria nenhuma outra pessoa comigo. Eu sei, no fundo, que não estou sozinha, que jamais estarei sozinha de verdade. Mas tem momentos que você sente uma necessidade absurdamente grande da presença, não só em pensamento. Ah, que se foda. É só uma tatuagem. Só pra mim é importante, e se minha vida toda já é tão irrelevante, imagina uma tatuagem.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
15:19
Tenho até medo de postar que estou feliz, porque olha. Mas não escrevo pra hate-stalk, escrevo pros meus leitores lindos e maneros.
Anteontem comprei o presente de natal do Diogo, uma camisa que ele queria muito. Ele ficou todo feliz. E ontem fomos no shopping ver harry potter e gastar muito dinheiro com os joguinhos, SADHDSAIHOA
Por mais que eu diga que minha fase de fãzinha de harry potter passou, e passou mesmo, eu ainda fico boba com a genialidade das coisas. Sempre vai ser aquela história significativa que marcou minha infância. Eu odeio o gênero mundo mágico etc, mas uma história tão bem construída, bem narrada, fascinante é impossível não prender mesmo os haters de Nárnia e essas babaquices que eu odeio.
É oficial: não sei chorar de soluçar na frente dos outros, a não ser que seja por motivos meus. Eu lacrimejei na hora que o gêmeo perdeu a orelha e na hora que o Doby disse que era um elfo livre e depois quando ele tava morrendo e disse “que belo lugar pra estar com os amigos”, aw. Diogo chorou que nem uma menininha, IHOASDAIHA
Primeira vez que o vejo chorar de verdade. <3
Jogamos o jogo de tiro mais viciante do mundo e meu deus eu quero uma máquina daquelas em casa. A única coisa melhor que matar zumbis é fazer planos pro futuro com a pessoa que você mais ama no mundo.
Nós vamos passar fome (e ficar magros lindos -n) pra comprar jogos, livros e incensos.
Eu imaginava que agora que não tenho mais melhor amiga (porque eu amo a Sun e a Ana mas não é a mesma coisa do que era) eu me sentiria extremamente sozinha mas ele ocupa todos os meus vazios. Só ter pessoas de quem eu gosto pra conversar etc já é o suficiente, não preciso ter uma melhor amiga a quem eu me dedique tanto. Vou me dedicar ao meu futuro apenas, e consequentemente às pessoas que eu quero nele.
Estou começando a ouvir ramones, pearl jam, esses lindos mais antigos aí. Enjoei um pouco do pop punk depressivo de sempre.
Acho que é só isso aí mesmo.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
01:55
E o coração, como todo músculo, tem que ser exercitado pra se tornar forte. Mas na medida, antes que se torne visivelmente patético, inútil, irreversível.
“estou chorando”
“porque?”
“porque vocês são lindos”.
E essa vida é um labirinto, é toda projetada antes de você entrar, mas é você que escolhe os rumos que vai tomar, muito embora tenha trechos que é inevitável passar pra sair dele, por mais que você tente contornar e procurar outros caminhos de fuga.
Acabei de terminar de ler Zíbia, I can’t help myself. Laços Eternos é o segundo livro dela que eu leio, e é lindo. Estou há meses começando livros bastante bons mas que não conseguiram me prender. Me fazem viajar em pensamentos, refletir, passar o tempo agradavelmente, mas não me edificam a alma.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
you're my ecstasy
Hoje me sinto o completo oposto de ontem. Apesar da dor de cabeça, me sinto muito motivada. Abstenho-me de falar das minhas crenças, mas obrigada Deus.
(com certeza ele lê meu blog, ouvi falar que ele curte porque também é 1 nefelibata etc)
Daí que eu desci a Bandeirantes e subi a Humaitá quase correndo e agora minha cabeça dói mais do que o cu de uma puta no primeiro dia de trabalho.
Mas enfim, mais uma caminhada em dia nublado e ruas quase vazias pra embevecer minha alma. Estou me admirando com o quanto essa cidade frágil e provinciana pode parecer grande pra mim, uma vez que não conheço todas as ruas e diariamente passo por lugares que nunca tinha passado antes, mesmo que sejam perto de onde eu moro. Ruas bonitas e silenciosas, tão contrastantes com a maioria dos lugares em que eu já morei, e não foram poucos. Sinto-me amadurecer, mesmo que minha maior preocupação no momento seja emagrecer 5kg até o natal pra família do Diogo me achar bonita e fazê-lo ter orgulho de mim. Quero dar o melhor de mim quando conhecê-los. Parecer deslumbrante, polida, distinta e meiga. Provar a olhos vistos que não existe ninguém nesse mundo que possa fazê-lo mais feliz do que eu (além dos fabricantes de videogames e desenvolvedores de jogos).
Confesso que a maior parte da minha motivação pra tudo é ele, mas a gente precisa começar de algum lugar, certo? Enquanto não tenho emprego, filhos, livro e árvore, foco todas as minhas energias em quem eu mais amo. Parece certo fazê-lo. Usar todo esse amor como energia potencial, como estímulo pra conseguir o resto. Vê-lo feliz e orgulhoso de mim é meu maior incentivo e recompensa.
(com certeza ele lê meu blog, ouvi falar que ele curte porque também é 1 nefelibata etc)
Daí que eu desci a Bandeirantes e subi a Humaitá quase correndo e agora minha cabeça dói mais do que o cu de uma puta no primeiro dia de trabalho.
Mas enfim, mais uma caminhada em dia nublado e ruas quase vazias pra embevecer minha alma. Estou me admirando com o quanto essa cidade frágil e provinciana pode parecer grande pra mim, uma vez que não conheço todas as ruas e diariamente passo por lugares que nunca tinha passado antes, mesmo que sejam perto de onde eu moro. Ruas bonitas e silenciosas, tão contrastantes com a maioria dos lugares em que eu já morei, e não foram poucos. Sinto-me amadurecer, mesmo que minha maior preocupação no momento seja emagrecer 5kg até o natal pra família do Diogo me achar bonita e fazê-lo ter orgulho de mim. Quero dar o melhor de mim quando conhecê-los. Parecer deslumbrante, polida, distinta e meiga. Provar a olhos vistos que não existe ninguém nesse mundo que possa fazê-lo mais feliz do que eu (além dos fabricantes de videogames e desenvolvedores de jogos).
Confesso que a maior parte da minha motivação pra tudo é ele, mas a gente precisa começar de algum lugar, certo? Enquanto não tenho emprego, filhos, livro e árvore, foco todas as minhas energias em quem eu mais amo. Parece certo fazê-lo. Usar todo esse amor como energia potencial, como estímulo pra conseguir o resto. Vê-lo feliz e orgulhoso de mim é meu maior incentivo e recompensa.
12:39
Sonhei que eu estava no Rio de Janeiro, numa casa linda e enorme, tinha vários quartos muito maneros no segundo andar e a porta frontal era de vidro, muito linda, eu tava vendo a claridade do fim da tarde se escoar no céu, em cinza azulado, laranja e cor-de-rosa.
Daí eu disse que tava muito lindo e eu queria ir na praia porque na vida real nunca fui pra praia.
Ok, eu tava com a Gabriella Chame, o namorado dela, o Bryan e o Rod.
Daí a gente tirou umas fotos porque eles tinham uma câmera semi profissional.
Daí a Chame e o namorado foram pra algum outro lugar e eu e ozamigos saímos pra ~~causar na noite carioca~~
Daí a gente chegou num bar super luxuoso, estilo bares de jogo de fuga, e fomos beber.
Bryan pegou um drinque alaranjado [pq tinha suco de laranja] e o Rod, sim o Rod que mal bebe cerveja de má qualidade, pegou um cálice preto com um drinque bem mais forte, eu sei que era forte porque bebi mais que os dois.
Daí pedimos tequila shots risos
E eu acordei com dor de cabeça. Fim.
(só queria anotar esse sonho, usando de péssimo estilo literário, porque achei ele manero até. E no fim nem fomos à praia bueeeee)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
(vibe de quem tá ouvindo simple plan e não vê o monero desde sábado)
Estou me sentindo tão triste e não sei exatamente por que. Me sinto sozinha mas não me culpo por ter afastado pessoas de mim. Não preciso de uma multidão pra me sentir acompanhada, não preciso de exorbitâncias pra me sentir completa.
Ainda assim, o vazio paradoxal dessa vida me deprime. Passo todos os meus dias aqui inutilmente mas também não tenho vontade de fazer nada que esteja dentro das minhas possibilidades. Sempre o dinheiro.
Mas se eu tivesse dinheiro realmente teria tudo, porque amor eu tenho. Os pais do Diogo gostariam de mim porque eu seria rica. Eu poderia comprar o que quisesse quando me sentisse triste. Teria como ir morar com ele em outra cidade pra estudar, sem me importar com gastos, sem precisar trabalhar, apenas me embebedar de sabedoria e amor.
Eu sei que não sou responsável pelas minhas realizações mas sou a culpada da minha desgraça iminente. Eu fico esperando incentivos pra começar alguma coisa, mesmo sabendo que devo fazê-la pra só depois receber as glórias, isso se receber.
Cansei de brincar de viver, quero outro jogo. Meu deus, eu só tenho 16 anos. E tenho que definir meu futuro. Tento me basear nos planos do Diogo, mas ele parece tão perdido quanto eu. Eu não estou reclamando disso, jamais reclamaria. Isso só me faz bem, me faz feliz, e espero de toda minha alma que ele sinta o mesmo. Não consigo imaginar minha vida sem ele. Ok, eu viveria. Mas seria tão sem-graça. Ainda pior.
Construir uma vida com ele é o incentivo pra eu começar a me mexer, eu sei. Mas tudo parece tão difícil, tão longe, quente demais pra sair na rua. Sempre encontro uma desculpa. Sei que preciso fazer algo mas não sei o que. Preciso descobrir antes de tentar.
A verdade é que eu detesto o presente, tão entediante, e anseio pelo futuro, mas anseio que ele chegue de graça, não consigo levantar daqui e mover uma palha sequer pra construí-lo.
Odeio nostalgia, já passei por coisas horríveis e esse ano representa o ápice de felicidade da minha vida, mas minha memória seletiva insiste em me mostrar apenas as melhores cenas desses 16 anos, mesmo que sejam minoria, são tão fortes na minha mente, que me dão medo de já ter usado toda a minha cota de felicidade e nunca mais ter um momento feliz.
Sou fraca demais pra encontrar meu caminho e ainda mais fraca pra tentar suster aqueles que amo quando mais precisam de mim.
Fico inquieta, impaciente, esperando por dias melhores, mas ainda assim querendo que o tempo não passe pra que eu possa ter pelo menos esses dias intermediários, nos quais, embora não sejam felizes, eu posso refletir sobre o que eu quero.
E eu quero tanta coisa mas parece que a lista “Querer” e “Poder” tem itens bem diferentes, nenhum em comum.
Tenho medo em me empenhar numa empreitada inútil, tenho medo de desperdiçar minha vida tentando algo e não conseguir. Não sei se tenho mais medo da liberdade ou da falta dela.
Ainda assim, o vazio paradoxal dessa vida me deprime. Passo todos os meus dias aqui inutilmente mas também não tenho vontade de fazer nada que esteja dentro das minhas possibilidades. Sempre o dinheiro.
Mas se eu tivesse dinheiro realmente teria tudo, porque amor eu tenho. Os pais do Diogo gostariam de mim porque eu seria rica. Eu poderia comprar o que quisesse quando me sentisse triste. Teria como ir morar com ele em outra cidade pra estudar, sem me importar com gastos, sem precisar trabalhar, apenas me embebedar de sabedoria e amor.
Eu sei que não sou responsável pelas minhas realizações mas sou a culpada da minha desgraça iminente. Eu fico esperando incentivos pra começar alguma coisa, mesmo sabendo que devo fazê-la pra só depois receber as glórias, isso se receber.
Cansei de brincar de viver, quero outro jogo. Meu deus, eu só tenho 16 anos. E tenho que definir meu futuro. Tento me basear nos planos do Diogo, mas ele parece tão perdido quanto eu. Eu não estou reclamando disso, jamais reclamaria. Isso só me faz bem, me faz feliz, e espero de toda minha alma que ele sinta o mesmo. Não consigo imaginar minha vida sem ele. Ok, eu viveria. Mas seria tão sem-graça. Ainda pior.
Construir uma vida com ele é o incentivo pra eu começar a me mexer, eu sei. Mas tudo parece tão difícil, tão longe, quente demais pra sair na rua. Sempre encontro uma desculpa. Sei que preciso fazer algo mas não sei o que. Preciso descobrir antes de tentar.
A verdade é que eu detesto o presente, tão entediante, e anseio pelo futuro, mas anseio que ele chegue de graça, não consigo levantar daqui e mover uma palha sequer pra construí-lo.
Odeio nostalgia, já passei por coisas horríveis e esse ano representa o ápice de felicidade da minha vida, mas minha memória seletiva insiste em me mostrar apenas as melhores cenas desses 16 anos, mesmo que sejam minoria, são tão fortes na minha mente, que me dão medo de já ter usado toda a minha cota de felicidade e nunca mais ter um momento feliz.
Sou fraca demais pra encontrar meu caminho e ainda mais fraca pra tentar suster aqueles que amo quando mais precisam de mim.
Fico inquieta, impaciente, esperando por dias melhores, mas ainda assim querendo que o tempo não passe pra que eu possa ter pelo menos esses dias intermediários, nos quais, embora não sejam felizes, eu posso refletir sobre o que eu quero.
E eu quero tanta coisa mas parece que a lista “Querer” e “Poder” tem itens bem diferentes, nenhum em comum.
Tenho medo em me empenhar numa empreitada inútil, tenho medo de desperdiçar minha vida tentando algo e não conseguir. Não sei se tenho mais medo da liberdade ou da falta dela.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
life
is like your first tattoo. you know it gonna hurt - but you don't know how much. you know the pain probably gonna worth, and it depends mostly on you to succeed, but also depends on external happenings and luck.
brightly dusted with a neon light
Não tem nada que me faça gostar mais dessa cidade do que andar pelas ruas fracamente iluminadas pelas luzes de natal ao entardecer de um dia como hoje. Calmo, nublado, ameno. Próximo ao natal. O tipo de coisa simples que se torna fascinante. Olhar as grandes e imponentes casas, as casas menores baixinhas e antigas mas ainda assim lindas, as lojas, as luzes.
As luzes da cidade exercem um fascínio quase que lírico sobre mim. Amo decoração de natal porque deixa as ruas tão lindas. Amo fogos de artifício do reveillon. Fico mais felizinha quando posso vislumbrar boa parte da cidade tingida de tons de laranja, mas tenho medo de andar sozinha de noite por essas ruazinhas parcamente iluminadas, até porque fico razoavelmente perdida e isso não é legal.
Minha caminhada de hoje foi mágica. Ouvindo the classic crime e beeshop, me perdendo um pouco, sentindo saudades de coisas que eu não me lembro de ter vivido mas às quais me atenho. Coisas que vivi mentalmente. O trecho “where do you live? / mostly in my head” nunca fez tanto sentido.
Chego a cogitar construir minha vida aqui. Podia ficar nublado pra sempre, e então eu amaria enlouquecidamente essa cidadezinha cheia de suor e péssimo gosto pra músicas e pessoas, tão carente de bons cursos universitários e boas opções de diversão pras minorias.
Ruas pequenas, estreitas, antigas e com essas construções adoráveis me fascinam há um bom tempo. Já tinha uma inclinação inexplicável pra adorá-las antes, e daí li Marcos Rey.
Pode ser que se eu reler algum livro dele agora, que quatro, cinco anos atrás era meu mundo, eu pense “meu Deus que coisa babaca”, assim como foi quando cresci e reli A marca de uma lágrima, um remake meia-boca de Cyrano de Bergerac. Era meu livro preferido aos 12 anos. As palavras mais lindas e verdadeiras que eu achava já ter lido. Me fazia chorar copiosa e sinceramente naquela fase tumultuada da minha vida onde eu não era criança, nem bem adolescente, nem tinha todas as coisas legais que as pessoas ao meu redor tinham. E ansiava por elas. E as encontrava nos livros.
Então prefiro deixar Marcos Rey imaculado nos tenros anos da minha genialidade (porque agora eu sou bem burra se comparada a antes), e lembrar dos livros dele com esse sentimento inexplicável que me faz amar as bobagens.
Seus livros eram ambientados no bairro italiano do Bexiga, em São Paulo. Não me lembro se suas descrições eram precisas ou se tudo fluía da minha mente, mas o fato é que eu imaginava o desenrolar da história em cenários exatamente como os que eu estive hoje, em dias nublados. Isso vem de Gincana da morte. Nunca a morte de um personagem me afetou tanto, nem mesmo os de Harry Potter (que é uma ótima história rica em detalhes extremamente criativos, mas eu nem sou mais tão apaixonada por esse mundo).
Gincana da morte se passava em dias chuvosos, em ruas antigas, tinha o melhor investigador do mundo. Na época eu não tinha bom diálogo com a minha mãe, não tinha amigos (não que eu tenha tido em algum outro ponto da vida), quase não tinha dinheiro pra comer. Tudo o que eu tinha pra me apegar no mundo eram os livros. É tipo o que o Diogo representa pra mim agora, uma razão pra continuar viva e atenuar a solidão e o enfado dos dias quase iguais da minha vida. E fizeram aqueles tempos valerem a pena, muito mais se eu o tivesse desperdiçado com pessoas que agora sei que não teriam valido a pena. Sempre soube, só tinha medo de ficar sozinha. And now I know, never gonna be alone.
As luzes da cidade exercem um fascínio quase que lírico sobre mim. Amo decoração de natal porque deixa as ruas tão lindas. Amo fogos de artifício do reveillon. Fico mais felizinha quando posso vislumbrar boa parte da cidade tingida de tons de laranja, mas tenho medo de andar sozinha de noite por essas ruazinhas parcamente iluminadas, até porque fico razoavelmente perdida e isso não é legal.
Minha caminhada de hoje foi mágica. Ouvindo the classic crime e beeshop, me perdendo um pouco, sentindo saudades de coisas que eu não me lembro de ter vivido mas às quais me atenho. Coisas que vivi mentalmente. O trecho “where do you live? / mostly in my head” nunca fez tanto sentido.
Chego a cogitar construir minha vida aqui. Podia ficar nublado pra sempre, e então eu amaria enlouquecidamente essa cidadezinha cheia de suor e péssimo gosto pra músicas e pessoas, tão carente de bons cursos universitários e boas opções de diversão pras minorias.
Ruas pequenas, estreitas, antigas e com essas construções adoráveis me fascinam há um bom tempo. Já tinha uma inclinação inexplicável pra adorá-las antes, e daí li Marcos Rey.
Pode ser que se eu reler algum livro dele agora, que quatro, cinco anos atrás era meu mundo, eu pense “meu Deus que coisa babaca”, assim como foi quando cresci e reli A marca de uma lágrima, um remake meia-boca de Cyrano de Bergerac. Era meu livro preferido aos 12 anos. As palavras mais lindas e verdadeiras que eu achava já ter lido. Me fazia chorar copiosa e sinceramente naquela fase tumultuada da minha vida onde eu não era criança, nem bem adolescente, nem tinha todas as coisas legais que as pessoas ao meu redor tinham. E ansiava por elas. E as encontrava nos livros.
Então prefiro deixar Marcos Rey imaculado nos tenros anos da minha genialidade (porque agora eu sou bem burra se comparada a antes), e lembrar dos livros dele com esse sentimento inexplicável que me faz amar as bobagens.
Seus livros eram ambientados no bairro italiano do Bexiga, em São Paulo. Não me lembro se suas descrições eram precisas ou se tudo fluía da minha mente, mas o fato é que eu imaginava o desenrolar da história em cenários exatamente como os que eu estive hoje, em dias nublados. Isso vem de Gincana da morte. Nunca a morte de um personagem me afetou tanto, nem mesmo os de Harry Potter (que é uma ótima história rica em detalhes extremamente criativos, mas eu nem sou mais tão apaixonada por esse mundo).
Gincana da morte se passava em dias chuvosos, em ruas antigas, tinha o melhor investigador do mundo. Na época eu não tinha bom diálogo com a minha mãe, não tinha amigos (não que eu tenha tido em algum outro ponto da vida), quase não tinha dinheiro pra comer. Tudo o que eu tinha pra me apegar no mundo eram os livros. É tipo o que o Diogo representa pra mim agora, uma razão pra continuar viva e atenuar a solidão e o enfado dos dias quase iguais da minha vida. E fizeram aqueles tempos valerem a pena, muito mais se eu o tivesse desperdiçado com pessoas que agora sei que não teriam valido a pena. Sempre soube, só tinha medo de ficar sozinha. And now I know, never gonna be alone.
domingo, 28 de novembro de 2010
six months
A cada pequeno detalhe, eu te amo mais. Cada coisa que você compartilha comigo, coisas aparentemente idiotas, coisas que ninguém se importou antes, eu tenho mais orgulho de você, e me sinto mais feliz por fazer parte da sua vida, por me importar com a pessoa certa pra mim.
You’re so fascinating, I’m so happy you choose me to dive in your amazing inside world. And I don’t care everything about us seems to be so lame. I don’t care to be the lamest person on Earth, as long as I’m by your side. I just want to be beside you, behind you, inside you. Be around. Be there for you. Be your wonderwall, your safest heaven, be half as much as you are for me.
Você sempre esteve tão certo de esconder sua real personalidade, seus reais valores, porque o mundo não merece pessoas como você. Todos esses cretinos querendo aparentar conteúdo são vazios, enquanto você, tão reles, tão futilmente preocupado com bobagens, tem tanto a mostrar. Tenho tanto orgulho das suas idéias tão loucas, tão revolucionárias, tão geniais. Me sinto tão privilegiada por ouvir suas histórias e fazer parte da sua história. Minha maior felicidade é saber que te faço feliz e meu maior desejo é passar a vida ao seu lado, mesmo quando todo o resto parece se despedaçar.
Nada é concreto e tudo é passageiro, mas ainda assim espero que esse amor se estenda até os últimos segundos de nossas vidas ou mais, e acredito piamente que assim será. Essa é a minha verdade, e mesmo que haja uma força maior que faça minha verdade ser mentira, ainda assim confiarei no que cada milímetro de mim diz com toda certeza, há seis meses ou pouco mais: eu te amo. And I pray, to be only yours.
You’re so fascinating, I’m so happy you choose me to dive in your amazing inside world. And I don’t care everything about us seems to be so lame. I don’t care to be the lamest person on Earth, as long as I’m by your side. I just want to be beside you, behind you, inside you. Be around. Be there for you. Be your wonderwall, your safest heaven, be half as much as you are for me.
Você sempre esteve tão certo de esconder sua real personalidade, seus reais valores, porque o mundo não merece pessoas como você. Todos esses cretinos querendo aparentar conteúdo são vazios, enquanto você, tão reles, tão futilmente preocupado com bobagens, tem tanto a mostrar. Tenho tanto orgulho das suas idéias tão loucas, tão revolucionárias, tão geniais. Me sinto tão privilegiada por ouvir suas histórias e fazer parte da sua história. Minha maior felicidade é saber que te faço feliz e meu maior desejo é passar a vida ao seu lado, mesmo quando todo o resto parece se despedaçar.
Nada é concreto e tudo é passageiro, mas ainda assim espero que esse amor se estenda até os últimos segundos de nossas vidas ou mais, e acredito piamente que assim será. Essa é a minha verdade, e mesmo que haja uma força maior que faça minha verdade ser mentira, ainda assim confiarei no que cada milímetro de mim diz com toda certeza, há seis meses ou pouco mais: eu te amo. And I pray, to be only yours.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
roses for the death. (i'm dead)
A essência da rosa é o espinho. Se ela não tem espinho, não é uma rosa. Não pode ser uma rosa, porque tudo aquilo que é belo precisa de defesas para sobreviver.
A beleza por si só é suicida. Tudo conspira por destruí-la. Por isso ela precisa de suas defesas, seus flancos afiados, para que seja uma recompensa só para os corajosos, persistentes. Não os fortes. Não os inteligentes. Não necessariamente os melhores em tudo.
Cabe a nós cultivá-la com todo o cuidado e jamais desistir, mesmo diante de espinhos e sangue, porque só assim alcançaremos sua beleza sublime.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
01:29
Colocar música de 10mb pra baixar meia-noite e cinqüenta da noite: é assim que eu sei viver.
Só queria fazer um post bem random porque não tenho nada pra fazer.
Estou com crise alérgica, engordando muito, com quatro reais na carteira pra sobreviver até dia 10/11, mas não poderia estar mais feliz.
Tenho minha razão de viver, aquela coisa linda e marrenta que deve estar upando pokemons ao invés de dormir, mas agora sei lá, acho que estou começando a definir o resto das coisas que eu quero pro futuro e tal. Não posso só dizer que quero estar com ele pra sempre e que carreira, casa, dinheiro e outros bens materiais não importam, porque né? Sou muito melosa mas sou muito realista, não diria “se dependesse de mim eu vivia só de amor” porque tipos, não teria sentido.
Eu já tenho a única coisa que o dinheiro não compra, e significa muito, mas impossível não se preocupar com coisas mais mundanas.
Meus dias estão sendo bons, btw. Tive uma epic briga horrível semana passada, mas também fizemos aniversário de namoro. Ok, nada convencional — namoro meio bobo (mas ainda assim com amor de ambas as partes), fase de amizade colorida, fase moninha, fase se recuperando, fase Bryan, IHDODASIHOA
A Aline diz que nós só namoramos de verdade desde que o Bryan foi embora, e ela tem um motivo bem consistente pra dizer isso, mas gosto de considerar desde maio porque desde então temos estado sempre juntos, não importa qual a denominação, nem a falta de convencionalismo.
(e dizer que a gente namora há três semanas soaria tão bobo)
Enfim, não gosto dessas denominações, o que importa é o sentimento, não a denominação dele nem o estado civil em que ele te coloca, coisa mais boba.
Sexta eu e a Aline fomos uma halloween party e foi demais, queria muito ter tipo um Android pra twittar de lá, IOSADHADSIHOA
Fui com um vestido preto que eu comprei pra formatura da oitava série e vocês muito provavelmente nunca me viram nele. Quase 20kg a menos depois, ele fica um pouco longo, mas não faz a menor diferença.
Quando nós entramos ficamos tipo Serena em São Paulo sabe? Tava tocando this love e a gente tipo YESSSSS vendo aquele monte de criança rica e bonita, IOAHSDDSAIHOA
Encontramos a Jhenyffer, ou sei lá como escreve, e ficamos junto com ela. Ela é um amorzinho gente. Se ela não tivesse ido pro Japão na sétima série, eu não teria sido tão excluída em 2008. Ela é a única pessoa que eu sei que gosta genuinamente de mim daquela época. Não de considerar amiga pra sempre, mas de ficar feliz em rever, sabe? E é recíproco.
E hoje foi um dia totalmente preguiçoso e cheio de alergia da minha parte, mas impossível não ser bom quando se está com a melhor amiga e o namorado, mesmo que eles fiquem falando de pokemons e tal.
Ai ai vou dorme.
Só queria fazer um post bem random porque não tenho nada pra fazer.
Estou com crise alérgica, engordando muito, com quatro reais na carteira pra sobreviver até dia 10/11, mas não poderia estar mais feliz.
Tenho minha razão de viver, aquela coisa linda e marrenta que deve estar upando pokemons ao invés de dormir, mas agora sei lá, acho que estou começando a definir o resto das coisas que eu quero pro futuro e tal. Não posso só dizer que quero estar com ele pra sempre e que carreira, casa, dinheiro e outros bens materiais não importam, porque né? Sou muito melosa mas sou muito realista, não diria “se dependesse de mim eu vivia só de amor” porque tipos, não teria sentido.
Eu já tenho a única coisa que o dinheiro não compra, e significa muito, mas impossível não se preocupar com coisas mais mundanas.
Meus dias estão sendo bons, btw. Tive uma epic briga horrível semana passada, mas também fizemos aniversário de namoro. Ok, nada convencional — namoro meio bobo (mas ainda assim com amor de ambas as partes), fase de amizade colorida, fase moninha, fase se recuperando, fase Bryan, IHDODASIHOA
A Aline diz que nós só namoramos de verdade desde que o Bryan foi embora, e ela tem um motivo bem consistente pra dizer isso, mas gosto de considerar desde maio porque desde então temos estado sempre juntos, não importa qual a denominação, nem a falta de convencionalismo.
(e dizer que a gente namora há três semanas soaria tão bobo)
Enfim, não gosto dessas denominações, o que importa é o sentimento, não a denominação dele nem o estado civil em que ele te coloca, coisa mais boba.
Sexta eu e a Aline fomos uma halloween party e foi demais, queria muito ter tipo um Android pra twittar de lá, IOSADHADSIHOA
Fui com um vestido preto que eu comprei pra formatura da oitava série e vocês muito provavelmente nunca me viram nele. Quase 20kg a menos depois, ele fica um pouco longo, mas não faz a menor diferença.
Quando nós entramos ficamos tipo Serena em São Paulo sabe? Tava tocando this love e a gente tipo YESSSSS vendo aquele monte de criança rica e bonita, IOAHSDDSAIHOA
Encontramos a Jhenyffer, ou sei lá como escreve, e ficamos junto com ela. Ela é um amorzinho gente. Se ela não tivesse ido pro Japão na sétima série, eu não teria sido tão excluída em 2008. Ela é a única pessoa que eu sei que gosta genuinamente de mim daquela época. Não de considerar amiga pra sempre, mas de ficar feliz em rever, sabe? E é recíproco.
E hoje foi um dia totalmente preguiçoso e cheio de alergia da minha parte, mas impossível não ser bom quando se está com a melhor amiga e o namorado, mesmo que eles fiquem falando de pokemons e tal.
Ai ai vou dorme.
domingo, 31 de outubro de 2010
nefelibatman's wd stuff
1. gosto muito de rock nacional dos anos 80 (mas nunca lembro de baixar cds de bandas da época)
2. já encontrei meu melhor amigo da internet e me sinto extremamente sortuda por isso.
3. tento impor minha opinião quando domino o assunto, mas quando não domino, sou facilmente influenciável.
4. praticamente não brincava na rua nem com outras crianças na infância, ficava lendo, escrevendo, assistindo desenho.
5. meu signo é câncer e meu ascendente virgem, e me encaixo mais nas descrições de virginianos do que de cancerianos.
6. não me acho madura nem imatura, acho que estou de acordo com minha idade.
7. já dei beijo triplo.
8. passo boa parte do meu tempo pensando em trocadilhos pra fazer no twitter.
9. sou muito boa em português, e muito ruim em matemática.
10. minha auto-estima oscila muito, às vezes me acho foda, às vezes o pior lixo do mundo. Mas prefiro sempre me fazer de inferior.
11. acredito em várias coisas místicas, tipo horóscopo e etc, mas não cegamente.
12. odeio alpino.
13. sou alérgica a amendoim, mas apaixonada por Charge.
14. acho beatles supervalorizado. Se eles não tivessem começado o que começaram, qualquer outra banda o teria feito.
15. minha banda preferida é o fob há três anos, mas a segunda banda preferida varia muito, atualmente são the classic crime e oasis.
16. tenho muita vontade de assistir clássicos da Audrey Hepburn, tipo bonequinha de luxo e breakfast at tiffany’s.
17. odeio milho e creme de leite, mas amo creme de milho.
18. não entendo nada de política, mas sempre fui no mínimo simpatizante do pt.
19. amo meus amigos virtuais, e não é pouco, mas sou infinitamente grata por ter o Diogo e a Aline aqui comigo e não os trocaria por ninguém.
20. “nefelibata”, evidentemente, é uma das minhas palavras preferidas.
21. sou apaixonada pelo Jason Segel, provavelmente ele é meu ator preferido.
22. acho o what’s the story morning glory uma obra de arte.
23. quero muito chegar a 600 seguidores no twitter mas não chego nunca.
24. quero aprender alemão e francês.
25. sonho em morar numa cabana numa colina cheia de neve, quando for velha.
26. amo Augusto dos Anjos e Castro Alves.
27. não sei beijar direito com a cabeça pra direita.
28. sou completamente apaixonada por filosofia.
29. gosto mais de A Mediadora do que de Harry Potter.
30. gostaria de ter vivido no Velho Oeste pra ser uma ladra gostosa, e no Antigo Egito pra ser a Cleópatra.
31. nunca tinha ido numa festa de halloween, fui pela primeira vez esse ano.
32. quando lembro de respirar, e respiro mecanicamente, sempre perco o ar.
33. amo ficar acordada de noite e dormir de dia.
34. quando eu tinha 7 anos, era tão obesa que usava calça 42, com a barra cortada.
35. meu novo sabor preferido de sorvete é Avalanche — creme com chocolate branco e pedaços de bis.
36. amo rosas brancas.
37. odeio falar no telefone, mas quando fico sem pc ou sem internet, recorro a esse meio mesmo assim.
38. odeio machão, bombado, pagodeiro, bronzeado.
39. amo mordida, lambida, etc.
40. acredito que mudo muito em pouco tempo.
Essa lista era pra ser postada no twitter, mas acho muito irritante quem faz isso, então deixarei aqui, embora a maioria dos leitores mais antigos saibam quase todas essas coisas. Continuo a lista conforme eu for lembrando as coisas. Só pra atualizar mesmo.
2. já encontrei meu melhor amigo da internet e me sinto extremamente sortuda por isso.
3. tento impor minha opinião quando domino o assunto, mas quando não domino, sou facilmente influenciável.
4. praticamente não brincava na rua nem com outras crianças na infância, ficava lendo, escrevendo, assistindo desenho.
5. meu signo é câncer e meu ascendente virgem, e me encaixo mais nas descrições de virginianos do que de cancerianos.
6. não me acho madura nem imatura, acho que estou de acordo com minha idade.
7. já dei beijo triplo.
8. passo boa parte do meu tempo pensando em trocadilhos pra fazer no twitter.
9. sou muito boa em português, e muito ruim em matemática.
10. minha auto-estima oscila muito, às vezes me acho foda, às vezes o pior lixo do mundo. Mas prefiro sempre me fazer de inferior.
11. acredito em várias coisas místicas, tipo horóscopo e etc, mas não cegamente.
12. odeio alpino.
13. sou alérgica a amendoim, mas apaixonada por Charge.
14. acho beatles supervalorizado. Se eles não tivessem começado o que começaram, qualquer outra banda o teria feito.
15. minha banda preferida é o fob há três anos, mas a segunda banda preferida varia muito, atualmente são the classic crime e oasis.
16. tenho muita vontade de assistir clássicos da Audrey Hepburn, tipo bonequinha de luxo e breakfast at tiffany’s.
17. odeio milho e creme de leite, mas amo creme de milho.
18. não entendo nada de política, mas sempre fui no mínimo simpatizante do pt.
19. amo meus amigos virtuais, e não é pouco, mas sou infinitamente grata por ter o Diogo e a Aline aqui comigo e não os trocaria por ninguém.
20. “nefelibata”, evidentemente, é uma das minhas palavras preferidas.
21. sou apaixonada pelo Jason Segel, provavelmente ele é meu ator preferido.
22. acho o what’s the story morning glory uma obra de arte.
23. quero muito chegar a 600 seguidores no twitter mas não chego nunca.
24. quero aprender alemão e francês.
25. sonho em morar numa cabana numa colina cheia de neve, quando for velha.
26. amo Augusto dos Anjos e Castro Alves.
27. não sei beijar direito com a cabeça pra direita.
28. sou completamente apaixonada por filosofia.
29. gosto mais de A Mediadora do que de Harry Potter.
30. gostaria de ter vivido no Velho Oeste pra ser uma ladra gostosa, e no Antigo Egito pra ser a Cleópatra.
31. nunca tinha ido numa festa de halloween, fui pela primeira vez esse ano.
32. quando lembro de respirar, e respiro mecanicamente, sempre perco o ar.
33. amo ficar acordada de noite e dormir de dia.
34. quando eu tinha 7 anos, era tão obesa que usava calça 42, com a barra cortada.
35. meu novo sabor preferido de sorvete é Avalanche — creme com chocolate branco e pedaços de bis.
36. amo rosas brancas.
37. odeio falar no telefone, mas quando fico sem pc ou sem internet, recorro a esse meio mesmo assim.
38. odeio machão, bombado, pagodeiro, bronzeado.
39. amo mordida, lambida, etc.
40. acredito que mudo muito em pouco tempo.
Essa lista era pra ser postada no twitter, mas acho muito irritante quem faz isso, então deixarei aqui, embora a maioria dos leitores mais antigos saibam quase todas essas coisas. Continuo a lista conforme eu for lembrando as coisas. Só pra atualizar mesmo.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
19:23
Hoje não fui na escola porque tinha reunião nas primeiras aulas, enfim.
Tipo, sábado eu resolvi fazer sozinha o que eu faço na academia, e estou dolorida, IHASDODOAHISASDA
Mas foi bom no sentido de eu me sentir menos culpada pelo hambúrguer que eu tinha comido.
Daí ontem foi um dia ótimo, o Diogo veio pra cá e nós basicamente passamos três horas [que vão embora tão rápido, meu deus. Se fossem três horas de aulas de Artes, não teria acabado até agora] abraçados rindo de bobagens, tomando sorvete etc.
Sorvete de creme com pedaços de bis, gente. Claro que nós ficamos disputando os pedaços gigantes de bis. E, alô vocês que odeiam sorvete derretido: certifique-se de que seu cônjuge ama sorvete derretido, porque daí ele toma a parte derretida e deixa a parte boa pra você. Fundamental num relacionamento. Se os dois odiarem sorvete derretido, termine agora.
Aconteceu uma coisa muito sinistra. A gente ouviu uma criança me chamar, achei que era minha irmã, mas os negos já tinham ido dormir. Não tinha ninguém. Perguntei pra minha vó e ela disse que ninguém me chamou. Eu gelei muito gente, muito mesmo.
Mas eu me sinto tão segura, e feliz, e protegida de qualquer coisa, quando ele me abraça. Sério. Mesmo que ele seja super fresco e vá sair correndo com a primeira barata que cruzar nosso caminho.
E depois vimos fotos de infância um do outro. Diogo era igualzinho o Octávio de Da cor do pecado, OSDHDSIDSAIHOIHSADA
Sério gente. E ele tem certeza de que me conhecia, e de que eu batia nele. Não lembro, mas sei lá. Estudamos na mesma escola, mesmo período, só que ele um ano à frente.
Rimos muito das nossas fotos, e eu dei pra ele uma foto minha que eu amo muiiiito, tô loira, albina, cheia de cachinhos, toda linda. Evidentemente essa foto tem quase quinze anos, porque né? Só fui bonita nesse pretérito perfeito e bem distante.
(00:14) . Thatha:você é tão perfeito pra mim, me faz sentir a melhor sensação do mundo quando me abraça, me faz derreter por dentro quando me beija, me dá vontade de chorar de felicidade só por eu estar com você, e é tão lindo que eu não consigo parar de olhar que nem idiota. e eu não consigo dizer isso de um modo poético super lindo super foda
(00:14) Dih:*-----------------------------*
<3333333333333333333333333333333333333333333333
isso foi lindo
*---------------------------*
aiin sua linda
<3333333333
(00:15) . Thatha:é a verdade, do modo mais simples e mais superficial. o que eu sinto é muito muito mais do que eu posso dizer com essas palavras comuns, ou com qualquer palavra foda, amor
(00:15) Dih:<333333333
sua linda
*-*
Já diria a Isabel, daquele livro do Pedro Bandeira que foi meu preferido por muito tempo, “o que eu escrevo é mais do que posso dizer e o que digo agora é menos do que sinto por você”. Ou qualquer coisa assim, nem lembro mais. Não importa mais.
Enfim, esses momentos são tão lindos. Eu poderia perfeitamente viver num universo paralelo sem mais ninguém, mas se nesse universo existisse pokemon, eu seria obrigada a enfiar algumas pessoas nele, pra me entreter, porque né.
Daí depois conversei um tempão com a Ju (a @xmiss_take, pros leigo), e pelo menos pra mim foi ótimo, além de ser uma linda e tudo, ela é uma das pessoas mais legais com quem tenho tido contato ultimamente. A gente se conhecia há um tempão da fobbr, se seguia no twitter, lia o blog uma da outra, mas conversa gigante mesmo foi a primeira, e eu amei.
Mas então, eu ia falar de hoje, e foi um dia muito bom também, com a minha Shinny.
Fomos almoçar na Band como sempre. Nosso ritual. Nossa mesa. Schweppes dela feat. minha coca cola.
Vai ser assim enquanto a gente morar na mesma cidade, almoço juntas. Meu Deus, eu quero isso pra sempre.
Nós fomos na Câmara, e vimos o cara loiro de novo. Pros leigo: a gente tava super caricata tirando foto na pracinha em frente da Câmara, daí ele chegou e pediu pra tirar foto com a gente, disse que tinha apostado que tiraria, etc.
Fiz ~cara de bolinho~, como diria Carol Molka, e a Aline riu loucamente.
Daí entrei no Sebo e comprei dois gibis da Magali, porque não tinha dinheiro pra comprar livro, tinha gastado em sorvete.
Levei a Aline no dentista, e a gente esperou muito mais lá fora, do que eu esperei enquanto ela era atendida. Daí viemos pra cá, ficamos vendo coisas no orkut, mostrei meus diários de 2007 pra ela, meu deus.
Preciso fazer minha mãe prometer que, quando eu ficar famosa, ela não vai mostrá-los em nenhum talk show.
Mas foi divertido.
Estou ouvindo uma música linda. Vem gente.
Tipo, sábado eu resolvi fazer sozinha o que eu faço na academia, e estou dolorida, IHASDODOAHISASDA
Mas foi bom no sentido de eu me sentir menos culpada pelo hambúrguer que eu tinha comido.
Daí ontem foi um dia ótimo, o Diogo veio pra cá e nós basicamente passamos três horas [que vão embora tão rápido, meu deus. Se fossem três horas de aulas de Artes, não teria acabado até agora] abraçados rindo de bobagens, tomando sorvete etc.
Sorvete de creme com pedaços de bis, gente. Claro que nós ficamos disputando os pedaços gigantes de bis. E, alô vocês que odeiam sorvete derretido: certifique-se de que seu cônjuge ama sorvete derretido, porque daí ele toma a parte derretida e deixa a parte boa pra você. Fundamental num relacionamento. Se os dois odiarem sorvete derretido, termine agora.
Aconteceu uma coisa muito sinistra. A gente ouviu uma criança me chamar, achei que era minha irmã, mas os negos já tinham ido dormir. Não tinha ninguém. Perguntei pra minha vó e ela disse que ninguém me chamou. Eu gelei muito gente, muito mesmo.
Mas eu me sinto tão segura, e feliz, e protegida de qualquer coisa, quando ele me abraça. Sério. Mesmo que ele seja super fresco e vá sair correndo com a primeira barata que cruzar nosso caminho.
E depois vimos fotos de infância um do outro. Diogo era igualzinho o Octávio de Da cor do pecado, OSDHDSIDSAIHOIHSADA
Sério gente. E ele tem certeza de que me conhecia, e de que eu batia nele. Não lembro, mas sei lá. Estudamos na mesma escola, mesmo período, só que ele um ano à frente.
Rimos muito das nossas fotos, e eu dei pra ele uma foto minha que eu amo muiiiito, tô loira, albina, cheia de cachinhos, toda linda. Evidentemente essa foto tem quase quinze anos, porque né? Só fui bonita nesse pretérito perfeito e bem distante.
(00:14) . Thatha:você é tão perfeito pra mim, me faz sentir a melhor sensação do mundo quando me abraça, me faz derreter por dentro quando me beija, me dá vontade de chorar de felicidade só por eu estar com você, e é tão lindo que eu não consigo parar de olhar que nem idiota. e eu não consigo dizer isso de um modo poético super lindo super foda
(00:14) Dih:*-----------------------------*
<3333333333333333333333333333333333333333333333
isso foi lindo
*---------------------------*
aiin sua linda
<3333333333
(00:15) . Thatha:é a verdade, do modo mais simples e mais superficial. o que eu sinto é muito muito mais do que eu posso dizer com essas palavras comuns, ou com qualquer palavra foda, amor
(00:15) Dih:<333333333
sua linda
*-*
Já diria a Isabel, daquele livro do Pedro Bandeira que foi meu preferido por muito tempo, “o que eu escrevo é mais do que posso dizer e o que digo agora é menos do que sinto por você”. Ou qualquer coisa assim, nem lembro mais. Não importa mais.
Enfim, esses momentos são tão lindos. Eu poderia perfeitamente viver num universo paralelo sem mais ninguém, mas se nesse universo existisse pokemon, eu seria obrigada a enfiar algumas pessoas nele, pra me entreter, porque né.
Daí depois conversei um tempão com a Ju (a @xmiss_take, pros leigo), e pelo menos pra mim foi ótimo, além de ser uma linda e tudo, ela é uma das pessoas mais legais com quem tenho tido contato ultimamente. A gente se conhecia há um tempão da fobbr, se seguia no twitter, lia o blog uma da outra, mas conversa gigante mesmo foi a primeira, e eu amei.
Mas então, eu ia falar de hoje, e foi um dia muito bom também, com a minha Shinny.
Fomos almoçar na Band como sempre. Nosso ritual. Nossa mesa. Schweppes dela feat. minha coca cola.
Vai ser assim enquanto a gente morar na mesma cidade, almoço juntas. Meu Deus, eu quero isso pra sempre.
Nós fomos na Câmara, e vimos o cara loiro de novo. Pros leigo: a gente tava super caricata tirando foto na pracinha em frente da Câmara, daí ele chegou e pediu pra tirar foto com a gente, disse que tinha apostado que tiraria, etc.
Fiz ~cara de bolinho~, como diria Carol Molka, e a Aline riu loucamente.
Daí entrei no Sebo e comprei dois gibis da Magali, porque não tinha dinheiro pra comprar livro, tinha gastado em sorvete.
Levei a Aline no dentista, e a gente esperou muito mais lá fora, do que eu esperei enquanto ela era atendida. Daí viemos pra cá, ficamos vendo coisas no orkut, mostrei meus diários de 2007 pra ela, meu deus.
Preciso fazer minha mãe prometer que, quando eu ficar famosa, ela não vai mostrá-los em nenhum talk show.
Mas foi divertido.
Estou ouvindo uma música linda. Vem gente.
sábado, 23 de outubro de 2010
heil, the preachers
fake and proud, they doutrines will be cloud then they'll dissipate like snowflakes in the ocean.
Eu quero ficar abraçada em você o tempo todo. Olhar pra você com os olhos brilhando, por qualquer bobagem que você diga. Te ouvir dizendo que eu sou linda e genial, rir disso e dizer que você só acha porque me ama. Sorrir embaraçada quando você diz algo sobre mim que eu sei que é verdade, mas nego. Deitar no seu peito e ouvir seu coração bater junto ao meu, colar meu pulso ao seu e sentir sua respiração junto à minha. Parafrasear músicas meio bregas e meio bonitinhas na tentativa falha de expressar tudo isso. Nunca vou saber dizer. Ainda não inventaram nenhuma palavra, e provavelmente não sou eu que o farei. Nem usarei os clichês, ao menos sempre que possível. Espero conseguir transmitir tudo nos olhos, no sorriso, na respiração. Quando dito parece tão poucos. Palavras são limítrofes. Desnecessárias. Porque tudo o que eu quero está nos meus braços. Por todo o tempo que eu quiser, e eu quero pra sempre, pra mais que sempre, por todo o tempo que existir e o que não existir também.
Chega de clichês e palavras. Escrevo, me considero conhecedora de um vocabulário razoavelmente amplo, mas... you’ll never know dear, how much i love you.
Olha, tenho uma confissão: Diogo está lendo meus poemas e achando eles perfeitos. Claro que é tudo efeito do amor, mas eu acho alguns bonitinhos, já até arrumei eles em formato de livro, só estou esperando o dia que alguém vai me descobrir :’D
SÓ ME CAPTURAR NA POKEBOLA VIU DONOS DE EDITORA
Eu quero ficar abraçada em você o tempo todo. Olhar pra você com os olhos brilhando, por qualquer bobagem que você diga. Te ouvir dizendo que eu sou linda e genial, rir disso e dizer que você só acha porque me ama. Sorrir embaraçada quando você diz algo sobre mim que eu sei que é verdade, mas nego. Deitar no seu peito e ouvir seu coração bater junto ao meu, colar meu pulso ao seu e sentir sua respiração junto à minha. Parafrasear músicas meio bregas e meio bonitinhas na tentativa falha de expressar tudo isso. Nunca vou saber dizer. Ainda não inventaram nenhuma palavra, e provavelmente não sou eu que o farei. Nem usarei os clichês, ao menos sempre que possível. Espero conseguir transmitir tudo nos olhos, no sorriso, na respiração. Quando dito parece tão poucos. Palavras são limítrofes. Desnecessárias. Porque tudo o que eu quero está nos meus braços. Por todo o tempo que eu quiser, e eu quero pra sempre, pra mais que sempre, por todo o tempo que existir e o que não existir também.
Chega de clichês e palavras. Escrevo, me considero conhecedora de um vocabulário razoavelmente amplo, mas... you’ll never know dear, how much i love you.
Olha, tenho uma confissão: Diogo está lendo meus poemas e achando eles perfeitos. Claro que é tudo efeito do amor, mas eu acho alguns bonitinhos, já até arrumei eles em formato de livro, só estou esperando o dia que alguém vai me descobrir :’D
SÓ ME CAPTURAR NA POKEBOLA VIU DONOS DE EDITORA
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
16:55
Tá fazendo um calor tão insuportável que o ventilador está no máximo, mas estou com a camiseta do Diogo, que ele esqueceu aqui sábado.
Estou triste, não por coisa realmente importante, mas estou. Eterna sensação de desperdício de vida. Daí coloco a camiseta escrito I love my girlfriend e com um trecho de chasing cars que, parece que foi ontem, mas já faz mais de quatro meses que eu mandei fazer pra ele, e me sinto um pouco melhor, encontro uma certa paz sentindo o cheiro dele misturado ao meu, agora mais do meu porque estou usando-a mais vezes do que ele deve ter usado.
Talvez eu esteja falhando miseravelmente nisso de condicionar a minha felicidade às pessoas mais importantes da minha vida, mas de que outro modo eu seria feliz, mesmo que por poucos fugidios momentos? This is the way that I know.
Só venho escrever aqui quando estou triste ou entediada (os dois, no momento), e se isso fosse um pecado capital, estaria ainda mais condenada. Mas acontece que sei lá, agora tenho que selecionar o que eu digo. Substituir um pouco da espontaneidade por maturidade. Minha vida (que vida Sir) sempre foi um livro aberto que ninguém queria ler, e agora é um livro fechado, com uma capa que eu faço o possível pra parecer atraente (não eu fisicamente, mas o modo como as pessoas acham que eu sou).
E minha vida é tipo, 99,9% parada, mas o 0,01% de coisa que acontece, as pessoas normais não estão preparadas pra saber. Vi um tweet ontem, acho que da @ohmyfrog, que me descreve perfeitamente: minha mente é tão aberta que meu cérebro sai pra passear às vezes.
É exatamente isso, sweehearts. Fazer bobagens em nome do ser-o-que-você-considera-cool. Antes eu amava sair todo sábado, mas não me divertia. Na real só queria caçar macho e me distrair por estar sem internet. Agora prefiro ficar em casa com o Diogo, ou ir pra casa da Lah cazgata. Os melhores momentos da minha vida foram devido às pessoas, não lugares.
E na real, o único lugar dessa cidade no qual eu me senti muito bem, pelo lugar em si, foi o porkys. Todo simples, com música boa ao vivo, comida boa e barata, gente sem frescura mas também sem passar a idéia de ter uma cozinha suja. Não me senti muito bem no Pub. É meio exibicionista e sujo ao mesmo tempo, sei lá. (mas vou lá ver foo fighters de qualquer jeito, reservei esse dia da minha vida pra isso há meses)
Tenho que arrumar o quarto, ler algum livro, fazer qualquer coisa da vida, mas não consigo. Se eu fosse o eu lírico do Chorão, a música seria "nunca faço o que quero, nunca faço o que tenho que fazer".
Tô morrendo de sono, isso porque faltei na escola hoje. Tinha prova da Clélia mas não consegui me obrigar a levantar. E sonhei. Sonhei com o Rap, caras de moto atirando na gente, eu levando um tiro de raspão no peito, depois subindo uma rampa. Me machucando no arame, mas subindo antes que me matassem e, por algum motivo, depois fui parar atrás das caixas de som do Andy Hurley. Daí amanheceu, fui pra casa, me disseram, no sonho, um trecho da bíblia pra ler. Provérbios 17:20. Achei uma bíblia online e já li.
"O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal."
Não faço a menor idéia do significado, eu sou ruim e me fodo porque falo demais?
Estou triste, não por coisa realmente importante, mas estou. Eterna sensação de desperdício de vida. Daí coloco a camiseta escrito I love my girlfriend e com um trecho de chasing cars que, parece que foi ontem, mas já faz mais de quatro meses que eu mandei fazer pra ele, e me sinto um pouco melhor, encontro uma certa paz sentindo o cheiro dele misturado ao meu, agora mais do meu porque estou usando-a mais vezes do que ele deve ter usado.
Talvez eu esteja falhando miseravelmente nisso de condicionar a minha felicidade às pessoas mais importantes da minha vida, mas de que outro modo eu seria feliz, mesmo que por poucos fugidios momentos? This is the way that I know.
Só venho escrever aqui quando estou triste ou entediada (os dois, no momento), e se isso fosse um pecado capital, estaria ainda mais condenada. Mas acontece que sei lá, agora tenho que selecionar o que eu digo. Substituir um pouco da espontaneidade por maturidade. Minha vida (que vida Sir) sempre foi um livro aberto que ninguém queria ler, e agora é um livro fechado, com uma capa que eu faço o possível pra parecer atraente (não eu fisicamente, mas o modo como as pessoas acham que eu sou).
E minha vida é tipo, 99,9% parada, mas o 0,01% de coisa que acontece, as pessoas normais não estão preparadas pra saber. Vi um tweet ontem, acho que da @ohmyfrog, que me descreve perfeitamente: minha mente é tão aberta que meu cérebro sai pra passear às vezes.
É exatamente isso, sweehearts. Fazer bobagens em nome do ser-o-que-você-considera-cool. Antes eu amava sair todo sábado, mas não me divertia. Na real só queria caçar macho e me distrair por estar sem internet. Agora prefiro ficar em casa com o Diogo, ou ir pra casa da Lah cazgata. Os melhores momentos da minha vida foram devido às pessoas, não lugares.
E na real, o único lugar dessa cidade no qual eu me senti muito bem, pelo lugar em si, foi o porkys. Todo simples, com música boa ao vivo, comida boa e barata, gente sem frescura mas também sem passar a idéia de ter uma cozinha suja. Não me senti muito bem no Pub. É meio exibicionista e sujo ao mesmo tempo, sei lá. (mas vou lá ver foo fighters de qualquer jeito, reservei esse dia da minha vida pra isso há meses)
Tenho que arrumar o quarto, ler algum livro, fazer qualquer coisa da vida, mas não consigo. Se eu fosse o eu lírico do Chorão, a música seria "nunca faço o que quero, nunca faço o que tenho que fazer".
Tô morrendo de sono, isso porque faltei na escola hoje. Tinha prova da Clélia mas não consegui me obrigar a levantar. E sonhei. Sonhei com o Rap, caras de moto atirando na gente, eu levando um tiro de raspão no peito, depois subindo uma rampa. Me machucando no arame, mas subindo antes que me matassem e, por algum motivo, depois fui parar atrás das caixas de som do Andy Hurley. Daí amanheceu, fui pra casa, me disseram, no sonho, um trecho da bíblia pra ler. Provérbios 17:20. Achei uma bíblia online e já li.
"O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal."
Não faço a menor idéia do significado, eu sou ruim e me fodo porque falo demais?
domingo, 17 de outubro de 2010
21:50
Estou almoçando, duas da tarde, porque acabei de acordar. Minha vó passa por mim na cozinha e diz “good afternoon”, porque é fato conhecido que nós conversamos em inglês boa parte do tempo. Ela usando desculpa pra praticar o dela, antes que enferruje como o francês e o latim.
“GOOD AFTERNOON FOR YOU THAT DIDN’T HAD A NIGHTMARE AND YOUR ~BOYFRIEND~ DIDN’T HAD A NIGHTMARE WHERE YOU DIED”, eu gritei.
Acordei duas da tarde com pesadelo, mas tirando isso a vida está boa, obrigada. Não rolam detalhes mas estou tentando estender meu momento liferuler pra sempre.
acho que isso de blog não é mais pra mim, sei lá. Não sinto mais vontade de compartilhar tudo publicamente. Quando sinto, o faço em 140 caracteres.
“GOOD AFTERNOON FOR YOU THAT DIDN’T HAD A NIGHTMARE AND YOUR ~BOYFRIEND~ DIDN’T HAD A NIGHTMARE WHERE YOU DIED”, eu gritei.
Acordei duas da tarde com pesadelo, mas tirando isso a vida está boa, obrigada. Não rolam detalhes mas estou tentando estender meu momento liferuler pra sempre.
acho que isso de blog não é mais pra mim, sei lá. Não sinto mais vontade de compartilhar tudo publicamente. Quando sinto, o faço em 140 caracteres.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
bryan (L)
Queridos leitores talvez inexistentes, ROGO-LHES PERDÃO, porque a vida off tava manera d+
WEKWEKWEKEWK daquelas né.
Eu não saí divulgando porque morria de medo de dar errado, mas o Bryan está aqui. Meu melhor amigo. De Curitiba. Na tribo.
Praticamente sumi do twitter nos últimos dias [quase uma heresia] e o blog já estava às moscas desde o fim de setembro.
Obrigada aos zero leitores que me perguntaram se eu estava bem, viu.
Não posto desde 30 de setembro, o que me obriga a falar de alguns dias que foram d+ mas eu guardei pra mim.
Estou aprendendo a só contar pros tipo cinco amigos mais próximos, e deixar o blog fora dos meus segredos maneros. Perde a essência de blog, mas não quero sei lá, andar na rua e as pessoas me apontarem como a menina do blog blábláblá... totalmente entendo a Gossip viu.
O dia do aniversário da Shin na casa da Lah foi d++, a gente bebeu e fez twitcam, dormi das seis às oito, fui votar e até senti um certo espírito patriótico pelo feito.
Daí durante a semana alguns momentos bonitinhos com o Diogo blábláblá.
Sábado umas cinco e cinqüenta o Bryan chegou e tipo, foi tão mágico. Não tenho palavras. Eu não sabia o que esperar, mas foi algo perfeito ao seu modo, tão simples, mas tão significativo, numa rodoviária minúscula de interior, com aquele ventinho gelado e aquelas matizes loucas no céu WEKEWKEWK aquelas que começa descrevendo bonitinho e depois deixa bobo pra não ficar meloso.
O dia rendeu legal no sábado e ontem, hoje foi o menos legal mas é que tipo, quando você pensa no seu encontro com alguém da internet, você espera ser liferuler 100% do tempo sabe.
Só que tipo, o dia ~menos legal~ foi mais legal que a minha vida inteira, IHOSDADSAIHOA
Mas o fato é que você também faz coisas normais, checa sua vida virtual [checa, não fica grudada o dia todo né], dorme quase que normalmente, fica sem ter o que dizer às vezes, sente uma certa vergonha, usa memes da vida virtual.
Hoje foi normalzinho porque fomos no cinema e ficamos filosofando sobre a vida, daquelas bicha cult né.
Nossa, dá um vazio tão grande não saber quando vou ver ele de novo, uma vez que ele subir no ônibus. Queria tipo morar em Curitiba com minhas duas bichas, pra sempre, tipo amor eterno.
Ai dels qqeu to falando, tomei uma smirnoff quatro horas atrás e to besta desse jeito?
Tiramos 444 fotos ao todo, mas acho que consigo aproveitar umas dez das que tem eu pq né.
Gente, acho que ainda parece sonho sabe. É uma sensação completamente nova, que ainda não sei como nomear. É muita coisa junta.
Agora vou dorme que amanhã tenho que levá-lo na rodoviária e pensar se divido algumas coisas com vocês (daquelas que se acha celebridade né)
WEKWEKWEKEWK daquelas né.
Eu não saí divulgando porque morria de medo de dar errado, mas o Bryan está aqui. Meu melhor amigo. De Curitiba. Na tribo.
Praticamente sumi do twitter nos últimos dias [quase uma heresia] e o blog já estava às moscas desde o fim de setembro.
Obrigada aos zero leitores que me perguntaram se eu estava bem, viu.
Não posto desde 30 de setembro, o que me obriga a falar de alguns dias que foram d+ mas eu guardei pra mim.
Estou aprendendo a só contar pros tipo cinco amigos mais próximos, e deixar o blog fora dos meus segredos maneros. Perde a essência de blog, mas não quero sei lá, andar na rua e as pessoas me apontarem como a menina do blog blábláblá... totalmente entendo a Gossip viu.
O dia do aniversário da Shin na casa da Lah foi d++, a gente bebeu e fez twitcam, dormi das seis às oito, fui votar e até senti um certo espírito patriótico pelo feito.
Daí durante a semana alguns momentos bonitinhos com o Diogo blábláblá.
Sábado umas cinco e cinqüenta o Bryan chegou e tipo, foi tão mágico. Não tenho palavras. Eu não sabia o que esperar, mas foi algo perfeito ao seu modo, tão simples, mas tão significativo, numa rodoviária minúscula de interior, com aquele ventinho gelado e aquelas matizes loucas no céu WEKEWKEWK aquelas que começa descrevendo bonitinho e depois deixa bobo pra não ficar meloso.
O dia rendeu legal no sábado e ontem, hoje foi o menos legal mas é que tipo, quando você pensa no seu encontro com alguém da internet, você espera ser liferuler 100% do tempo sabe.
Só que tipo, o dia ~menos legal~ foi mais legal que a minha vida inteira, IHOSDADSAIHOA
Mas o fato é que você também faz coisas normais, checa sua vida virtual [checa, não fica grudada o dia todo né], dorme quase que normalmente, fica sem ter o que dizer às vezes, sente uma certa vergonha, usa memes da vida virtual.
Hoje foi normalzinho porque fomos no cinema e ficamos filosofando sobre a vida, daquelas bicha cult né.
Nossa, dá um vazio tão grande não saber quando vou ver ele de novo, uma vez que ele subir no ônibus. Queria tipo morar em Curitiba com minhas duas bichas, pra sempre, tipo amor eterno.
Ai dels qqeu to falando, tomei uma smirnoff quatro horas atrás e to besta desse jeito?
Tiramos 444 fotos ao todo, mas acho que consigo aproveitar umas dez das que tem eu pq né.
Gente, acho que ainda parece sonho sabe. É uma sensação completamente nova, que ainda não sei como nomear. É muita coisa junta.
Agora vou dorme que amanhã tenho que levá-lo na rodoviária e pensar se divido algumas coisas com vocês (daquelas que se acha celebridade né)
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
then again... política.
Por um lado odeio discutir política porque ser contrariada me deixa extremamente frustrada. E porque eu realmente não entendo de política, gente. Mas entendo de pessoas, e se você for ver, essa é a base pra qualquer coisa.
Mas por outro lado tenho revolução nas veias, quase que como forma de sobrevivência. Imagino a catástrofe que será se o candidato que eu sou totalmente contra for eleito, sabe. E desculpa se eu considero isso consciência política.
Obviamente não sou anti-Serra só por causa daquela careca doentia. E também não é questão de partido, porque entendo tanto de partido político quanto um geek entende de futebol. É uma questão de ideologias e experiências pessoais. Dilma é a favor de coisas que eu considero prioritárias (aborto, casamento gay, proibição de umas coisas relacionadas a fanáticos religiosos...) e é tipo uma continuação do Lula, que, vamos ser honestos, foi um dos melhores presidentes da história do país, senão o melhor. Obviamente a liberdade e a consciência política são coisas recentes na história desse país, mas enfim... enquanto o Serra teve esses anos no governo de São Paulo e pra mim não fez quase porra nenhuma.
E não venham discutir política nos comentários porque é só minha opinião. Mal dada por sinal, estou com preguiça, sei lá.
É o que eu disse no twitter, seja contra ou a favor de alguém por motivos reais, não por causa de uma corrente ridícula do orkut, nem tipo “ai fulano é a favor da Dilma e ele é um babaca então vou ser contra”.
Até porque juntar religião com política só serve pra alienar as pessoas. É o erro mais antigo e mais ridículo da humanidade.
Mas por outro lado tenho revolução nas veias, quase que como forma de sobrevivência. Imagino a catástrofe que será se o candidato que eu sou totalmente contra for eleito, sabe. E desculpa se eu considero isso consciência política.
Obviamente não sou anti-Serra só por causa daquela careca doentia. E também não é questão de partido, porque entendo tanto de partido político quanto um geek entende de futebol. É uma questão de ideologias e experiências pessoais. Dilma é a favor de coisas que eu considero prioritárias (aborto, casamento gay, proibição de umas coisas relacionadas a fanáticos religiosos...) e é tipo uma continuação do Lula, que, vamos ser honestos, foi um dos melhores presidentes da história do país, senão o melhor. Obviamente a liberdade e a consciência política são coisas recentes na história desse país, mas enfim... enquanto o Serra teve esses anos no governo de São Paulo e pra mim não fez quase porra nenhuma.
E não venham discutir política nos comentários porque é só minha opinião. Mal dada por sinal, estou com preguiça, sei lá.
É o que eu disse no twitter, seja contra ou a favor de alguém por motivos reais, não por causa de uma corrente ridícula do orkut, nem tipo “ai fulano é a favor da Dilma e ele é um babaca então vou ser contra”.
Até porque juntar religião com política só serve pra alienar as pessoas. É o erro mais antigo e mais ridículo da humanidade.
back to may 30
Then i’m back to that lame long hair, kinda blond and completely frizzy. Back to all those insane dreams ‘cause I’m only 12. Reading and writing in my diary all those absurd plans, only mine. I was (more) young and (more) stupid, just wanted somebody to protect me, to save me, to keep me warm and safe inside strong and loved arms.
But you have to choose between your dreams. You can love them both, but still, they will not love you, they won't be with you. Only one of them, if you choose who you have to.
And if I had to choose now, I still would be 16, with my not-that-lame red hair, inside your not that strong (but really loved) arms. Because I love you. Always have, always will. It's only four months, but feels like forever. The way it has to be.
(flw tá chovendo e tô com medo vou dorme ekwkwekwe <3)
But you have to choose between your dreams. You can love them both, but still, they will not love you, they won't be with you. Only one of them, if you choose who you have to.
And if I had to choose now, I still would be 16, with my not-that-lame red hair, inside your not that strong (but really loved) arms. Because I love you. Always have, always will. It's only four months, but feels like forever. The way it has to be.
(flw tá chovendo e tô com medo vou dorme ekwkwekwe <3)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
19:24
A chuva continua, fraca, mas agora me irritando um pouco. Tudo questão de momento. Queria estar no step. Ontem tomei um monte de sorvete e estou me sentindo culpada. Hoje era pra ser um dia todo trabalhado na desintoxicação alimentar mas daí enchi o cu de Vono e biscoitinho. Só não digo que vou ser uma Forever Alone porque eu sei que sozinha não vou estar, só gorda pra sempre.
Esqueci o que eu queria escrever, mas nem era nada manero mesmo.
Agora tô aqui ouvindo Sam’s Town [a versão no piano, claro], e pensando na vida, naquela coisa de “tudo tem a hora certa”.
Odiava quando minha mãe me proibia de fazer alguma coisa dizendo isso, até porque, por mais que queira, não é ela que pode controlar minha vida. Nem eu, mas eu mais que ela, anyway.
(estou falando como se tivesse uns 40 anos, mas é foda ver gente da minha idade ou mais que ainda tem que fazer exatamente tudo que a mamãe manda... a regra geral aqui é NÃO ME INCOMODE feat. AJA DE ACORDO COM A SUA CONSCIÊNCIA)
Enfim, o fato é que me incomoda quando as coisas não são como eu quero, mas quando passa um tempo, tudo faz sentido. De não ter sido na época. Porque estragaria. Porque se X tivesse ~dado certo~ meses/anos atrás, Y, que era muito melhor que X, jamais teria acontecido. Sim, você chorou por causa de X, mas percebeu que Y era o melhor e, quando você menos espera, X volta. Você não pode enfiar um fator no cu e já era, ele vai reaparecer em algum momento. X vai dar certo num futuro que só sei que está próximo. X e Y juntos. Como deve ser.
Apenas filosofia e amor, não matemática galero.
Esqueci o que eu queria escrever, mas nem era nada manero mesmo.
Agora tô aqui ouvindo Sam’s Town [a versão no piano, claro], e pensando na vida, naquela coisa de “tudo tem a hora certa”.
Odiava quando minha mãe me proibia de fazer alguma coisa dizendo isso, até porque, por mais que queira, não é ela que pode controlar minha vida. Nem eu, mas eu mais que ela, anyway.
(estou falando como se tivesse uns 40 anos, mas é foda ver gente da minha idade ou mais que ainda tem que fazer exatamente tudo que a mamãe manda... a regra geral aqui é NÃO ME INCOMODE feat. AJA DE ACORDO COM A SUA CONSCIÊNCIA)
Enfim, o fato é que me incomoda quando as coisas não são como eu quero, mas quando passa um tempo, tudo faz sentido. De não ter sido na época. Porque estragaria. Porque se X tivesse ~dado certo~ meses/anos atrás, Y, que era muito melhor que X, jamais teria acontecido. Sim, você chorou por causa de X, mas percebeu que Y era o melhor e, quando você menos espera, X volta. Você não pode enfiar um fator no cu e já era, ele vai reaparecer em algum momento. X vai dar certo num futuro que só sei que está próximo. X e Y juntos. Como deve ser.
Apenas filosofia e amor, não matemática galero.
01:33
And when it rains on this side of town it touches everything. Just say it again and mean it, we don't miss a thing.
Essa chuvinha fraca e gelada me traz uma sensação tão boa que eu não sei ao certo como descrever. Me sinto interna e infinitamente feliz sem entender. Algum tipo de dèja vu com premonição.
Sempre odiei chuva por ter medo e não poder sair de casa (mas não poder sair de casa é a magia). Chuva me dá vontade de ficar debaixo do edredom assistindo comédia romântica e tomando sorvete.
Aliás, sabe a teoria do sorvete? Derrubei.
Me dei conta de que isso só vale pra sorvete italiano, porque sorvete da nestlé eu acho que prefiro o de diamante negro que o de creme. Ou os dois juntos sei lá.
Podia escrever um monte de coisas, coisas que soariam vazias demais ao saírem da minha mente. Palavras que são como o vapor. Impossível transportá-la da sua mente, densa e vedada, pra qualquer outro meio sem perder boa parte daquilo. Boa parte do significado que só existe pra você.
Essa chuvinha fraca e gelada me traz uma sensação tão boa que eu não sei ao certo como descrever. Me sinto interna e infinitamente feliz sem entender. Algum tipo de dèja vu com premonição.
Sempre odiei chuva por ter medo e não poder sair de casa (mas não poder sair de casa é a magia). Chuva me dá vontade de ficar debaixo do edredom assistindo comédia romântica e tomando sorvete.
Aliás, sabe a teoria do sorvete? Derrubei.
Me dei conta de que isso só vale pra sorvete italiano, porque sorvete da nestlé eu acho que prefiro o de diamante negro que o de creme. Ou os dois juntos sei lá.
Podia escrever um monte de coisas, coisas que soariam vazias demais ao saírem da minha mente. Palavras que são como o vapor. Impossível transportá-la da sua mente, densa e vedada, pra qualquer outro meio sem perder boa parte daquilo. Boa parte do significado que só existe pra você.
sábado, 25 de setembro de 2010
a teenage vow in a parking lot
Queria fazer um post sobre política porque o povo da timeline tá falando sobre isso e tal. Eu não vi horário político nenhuma vez ainda, shame on me. Na verdade eu comecei a ver uma vez e, depois de concluir que o Mercadante parece saído diretamente de Chocolate com Pimenta, fiquei com tédio e desliguei a tv, e esse é o exemplo do bom exemplo que eu sou. É por isso que quero que as pessoas sejam elas mesmas. Gente alienada se deixaria influenciar pelas minhas merdas.
Queria fazer um drinking game assistindo o horário político inteiro, tipo, um gole a cada erro de português.
Mas sério, desligam a tv aqui quando começa, e eu que não sou apegada à tv nem me importo.
E por outro lado eu fico exasperada quando vejo alguém dizer que vai votar nos candidatos que eu odeio. Pra mim não existe “eu sei que tem melhores”. Se eu escolho algo é porque acredito piamente que aquilo é o melhor que existe em sua categoria. Inclusive, ou especialmente, em relação à política.
Também não consigo ter condições de fazer algo e não fazer. Não entra na minha cabeça ver gente da minha idade que pode votar mas não vai. Daí você, alguns ou muitos anos mais velho que eu, diz “ah mas a piazada ia zuar com o bagulho” (sério, vejo muita gente usando essa frase sobre adolescente fazendo qualquer coisa de ~adulto~, haha. Depois não sabem por que eu não curto cara hétero, olha essas expressões esdrúxulas).
A questão não é a sua idade, é o seu comprometimento político. Sei lá, tudo é complexo demais pra eu tentar explicar minha exata opinião, mas acho que só de você se interessar e votar em alguém que você realmente acredita ser o ~menos pior~, já é válido pelo seu comprometimento para com seu futuro e tudo mais.
“Grande coisa ser consciente, não resolve”. Você tá fazendo sua parte, que se foda se o resto vende voto por dez reais ou vota no Tiririca/Netinho porque isso é a idéia deles de uma piada.
E olha, longe de mim tentar convencer vocês a votarem nos meus candidatos já definidos sem ganhar dinheiro por isso, mas vi qualquer coisa sobre os tucanos falando que a Dilma não vai dar conta, e se eu entendi isso direito, bad move Careca Reluzente, BAD MOVE!
Não se diz isso pra uma sociedade cheia de mulheres que são miladies por fora, mas por dentro ainda são aquelas revolucionárias peludas, despenteadas e sem sutiã. Eu pelo menos. Estou aqui quietinha, com minha chapinha e não raro me submetendo às pessoas, ou até mesmo fazendo as vezes de mulher-objeto. Mas pisa no meu calo feminista (tipo me subestimando, sabe?) que eu faço cosplay de Betty Friedan. E pode não ser agradável.
Queria fazer um drinking game assistindo o horário político inteiro, tipo, um gole a cada erro de português.
Mas sério, desligam a tv aqui quando começa, e eu que não sou apegada à tv nem me importo.
E por outro lado eu fico exasperada quando vejo alguém dizer que vai votar nos candidatos que eu odeio. Pra mim não existe “eu sei que tem melhores”. Se eu escolho algo é porque acredito piamente que aquilo é o melhor que existe em sua categoria. Inclusive, ou especialmente, em relação à política.
Também não consigo ter condições de fazer algo e não fazer. Não entra na minha cabeça ver gente da minha idade que pode votar mas não vai. Daí você, alguns ou muitos anos mais velho que eu, diz “ah mas a piazada ia zuar com o bagulho” (sério, vejo muita gente usando essa frase sobre adolescente fazendo qualquer coisa de ~adulto~, haha. Depois não sabem por que eu não curto cara hétero, olha essas expressões esdrúxulas).
A questão não é a sua idade, é o seu comprometimento político. Sei lá, tudo é complexo demais pra eu tentar explicar minha exata opinião, mas acho que só de você se interessar e votar em alguém que você realmente acredita ser o ~menos pior~, já é válido pelo seu comprometimento para com seu futuro e tudo mais.
“Grande coisa ser consciente, não resolve”. Você tá fazendo sua parte, que se foda se o resto vende voto por dez reais ou vota no Tiririca/Netinho porque isso é a idéia deles de uma piada.
E olha, longe de mim tentar convencer vocês a votarem nos meus candidatos já definidos sem ganhar dinheiro por isso, mas vi qualquer coisa sobre os tucanos falando que a Dilma não vai dar conta, e se eu entendi isso direito, bad move Careca Reluzente, BAD MOVE!
Não se diz isso pra uma sociedade cheia de mulheres que são miladies por fora, mas por dentro ainda são aquelas revolucionárias peludas, despenteadas e sem sutiã. Eu pelo menos. Estou aqui quietinha, com minha chapinha e não raro me submetendo às pessoas, ou até mesmo fazendo as vezes de mulher-objeto. Mas pisa no meu calo feminista (tipo me subestimando, sabe?) que eu faço cosplay de Betty Friedan. E pode não ser agradável.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
you put my head in such a flurry.
E mais um dos paradoxos do que eu sou. O tempo. Querer que ele passe rápido pra alcançar algo que eu desejo — no momento, férias —, mas querer fazê-lo continuar pra sempre nesses dias, porque nada vai ser como agora. Não faço a mais puta idéia do que esperar do futuro, não sei definir felicidade, mas nunca me senti tão bem quanto agora. Apesar ou por causa dos percalços.
Puta merda, isso é tão clichê. Sinto minhas palavras perderem o significado antes mesmo de saírem da minha mente. Não quero escrever só pra exercitar meu bom latim, quero escrever pra mudar o mundo, mesmo que seja apenas algum desses mundos internos. Meus ou seus. Ser o ponto de intersecção entre tudo o que existe, transformar o complexo em simples e o simples em complexo, de forma sutil e imperceptível, porque é só dentro da minha mente.
(Suspiro. Infinitamente patética).
Mas acontece que eu não sou tão Pete Wentz. Ele é cada clichê, mas simplesmente faz melhor que isso, já diz the music or the misery. E eu não. Eu sou cada clichê vazio tentando tomar forma de algo grandioso, e falhando miseravelmente nisso.
Tô aqui ouvindo Miley Cyrus, vejam vocês. Sinto necessidade de enfatizar que odeio ela de Hannah Montana, é tão forçado e babaca. Mas ~can’t be tamed~ deixa muita música da Britney no chinelo. E ~when I look at you~ hein gente? Eu tocaria aquela música no meu casamento. É muito lindinha :~
Mas enfim, vamos falar sobre meus dias né. Preciso deixar algum registro pra posteridade aqui, imagina se eu perco a memória, e leio o blog pra tentar recobrá-la, e só tem merda aqui? Vamos ser objetivos e tal.
Segunda-feira, não lembro de porra nenhuma, só sei que fiz prova de Deus e da Sopão, daí eu me pesei e tinha perdido 400g no fim de semana [spoiler: eu os recuperei e engordei mais 400].
Ah, e a Karen me fez comer lanche, porque na terça ela começou na academia e queria se despedir da vida mundana em grande estilo.
Terça engordei de volta, me matei nos exercícios pra braço e cintura [um beijo pra mim dolorida até agora], fiz recuperação fodida do Dayton. Isso vadia, perde a segunda prova né. Enfim, hoje eu soube que consegui média, mas realmente sou péssima com números, desculpa se eu não sou um robô e tal.
Sem contar que eu não copio nada, a Aline me explicou a matéria toda dois segundos antes da prova. And this is how I roll. Roll with it.
Ontem o Diogo veio pra cá, assistimos cold case. Fomos caminhar, passamos na casa da Anna pra pedir água [WEKEWKWEK daquelas bicha pobre], a mãe da Anna se apaixonou por ele [aquela velha tem um fraco por caras altos, alô Tiago e Celso. Exceto pelo fato que o Diogo é lindo, e os dois, né.], discutimos. Fomos no mercado, tivemos bons momentos, tomamos sorvete, discutimos de novo.
E o que é que nos faz quebrar a cara de novo né Lucas Silveira.
Acontece que depois das discussões tudo parece mais real. Na real nós somos muito inseguros. E eu podia omitir nossas briguinhas e fingir que tudo entre nós sempre está perfeito, mas seria ridículo. Nosso relacionamento é tão bom justamente, em grande parte, devido às discussões.
Mas enfim, tá tudo bem agora.
Hoje foi o dia mais improdutivo do mundo, só tirei meu caderno pra fora da mochila pra escrever um trecho de uma música do Bruno e Marrone que eu lembrei, pra procurar o nome e posteriormente fazer download da mesma.
Gente, não é fácil se livrar das músicas que marcaram sua infância e que têm letra bonita, ok? Porque juro, elas têm. Odeio ~dormi na praça~ e essas merdas, mas enfim, não vou tentar explicar a profundidade daquelas letras pra vocês reles humanos [vish parei]
Daí de tarde foi Shinny Day e a gente se divertiu horrores como sempre, apesar dela estar doente.
Enfim, rotinazinha medíocre, e quando acontece alguma coisinha legal não posso nem contar aqui. Podemos por favor voltar pra época que só três amigos virtuais liam isso? Não. Então vamos aprender a não sair contando tudo da minha vida pra quem quiser ouvir/ler.
Puta merda, isso é tão clichê. Sinto minhas palavras perderem o significado antes mesmo de saírem da minha mente. Não quero escrever só pra exercitar meu bom latim, quero escrever pra mudar o mundo, mesmo que seja apenas algum desses mundos internos. Meus ou seus. Ser o ponto de intersecção entre tudo o que existe, transformar o complexo em simples e o simples em complexo, de forma sutil e imperceptível, porque é só dentro da minha mente.
(Suspiro. Infinitamente patética).
Mas acontece que eu não sou tão Pete Wentz. Ele é cada clichê, mas simplesmente faz melhor que isso, já diz the music or the misery. E eu não. Eu sou cada clichê vazio tentando tomar forma de algo grandioso, e falhando miseravelmente nisso.
Tô aqui ouvindo Miley Cyrus, vejam vocês. Sinto necessidade de enfatizar que odeio ela de Hannah Montana, é tão forçado e babaca. Mas ~can’t be tamed~ deixa muita música da Britney no chinelo. E ~when I look at you~ hein gente? Eu tocaria aquela música no meu casamento. É muito lindinha :~
Mas enfim, vamos falar sobre meus dias né. Preciso deixar algum registro pra posteridade aqui, imagina se eu perco a memória, e leio o blog pra tentar recobrá-la, e só tem merda aqui? Vamos ser objetivos e tal.
Segunda-feira, não lembro de porra nenhuma, só sei que fiz prova de Deus e da Sopão, daí eu me pesei e tinha perdido 400g no fim de semana [spoiler: eu os recuperei e engordei mais 400].
Ah, e a Karen me fez comer lanche, porque na terça ela começou na academia e queria se despedir da vida mundana em grande estilo.
Terça engordei de volta, me matei nos exercícios pra braço e cintura [um beijo pra mim dolorida até agora], fiz recuperação fodida do Dayton. Isso vadia, perde a segunda prova né. Enfim, hoje eu soube que consegui média, mas realmente sou péssima com números, desculpa se eu não sou um robô e tal.
Sem contar que eu não copio nada, a Aline me explicou a matéria toda dois segundos antes da prova. And this is how I roll. Roll with it.
Ontem o Diogo veio pra cá, assistimos cold case. Fomos caminhar, passamos na casa da Anna pra pedir água [WEKEWKWEK daquelas bicha pobre], a mãe da Anna se apaixonou por ele [aquela velha tem um fraco por caras altos, alô Tiago e Celso. Exceto pelo fato que o Diogo é lindo, e os dois, né.], discutimos. Fomos no mercado, tivemos bons momentos, tomamos sorvete, discutimos de novo.
E o que é que nos faz quebrar a cara de novo né Lucas Silveira.
Acontece que depois das discussões tudo parece mais real. Na real nós somos muito inseguros. E eu podia omitir nossas briguinhas e fingir que tudo entre nós sempre está perfeito, mas seria ridículo. Nosso relacionamento é tão bom justamente, em grande parte, devido às discussões.
Mas enfim, tá tudo bem agora.
Hoje foi o dia mais improdutivo do mundo, só tirei meu caderno pra fora da mochila pra escrever um trecho de uma música do Bruno e Marrone que eu lembrei, pra procurar o nome e posteriormente fazer download da mesma.
Gente, não é fácil se livrar das músicas que marcaram sua infância e que têm letra bonita, ok? Porque juro, elas têm. Odeio ~dormi na praça~ e essas merdas, mas enfim, não vou tentar explicar a profundidade daquelas letras pra vocês reles humanos [vish parei]
Daí de tarde foi Shinny Day e a gente se divertiu horrores como sempre, apesar dela estar doente.
Enfim, rotinazinha medíocre, e quando acontece alguma coisinha legal não posso nem contar aqui. Podemos por favor voltar pra época que só três amigos virtuais liam isso? Não. Então vamos aprender a não sair contando tudo da minha vida pra quem quiser ouvir/ler.
domingo, 19 de setembro de 2010
02:33
Não seja o que o mundo espera de você, porque ele nunca espera que você seja feliz.
É tudo tão contraditório, não existe nada de concreto, real, absoluto. É tudo gelatinoso, tudo frágil, bambo. Revolução industrial é o caralho, os maiores bens não-duráveis somos nós.
Tem pessoas tão formidáveis que o mundo nunca vai saber que existem, por causa das máscaras pra agradar a sociedade. Às vezes eu penso que seria melhor pra todo mundo se eu morresse, mas é aí que me dá uma vontade maior ainda de viver. Pode parecer paradoxal, mas quero viver de propósito. Se esperam que eu esteja morta, então continuarei viva, espero, por muito tempo. Se esperam que eu seja infeliz, serei mais feliz do que jamais serão na sua obsessão e falsidade. E olha, uma pessoa que é falsa com os outros é ruim o suficiente, imagina falsa consigo mesma?
Aceitação. Liberdade. Não é tão difícil assim.
O preconceito existe porque ser livre é uma arte, uma arte que qualquer um poderia dominar, mas tem medo. Padrão é um looping infinito. Um dia um filho da puta acordou e disse que mulher magra que é linda, que ser hétero é o certo, que ser pobre é vergonha. Seguiram, criaram mais, seguiram. Ad infinitum.
Não vou dizer que sou ~diferente~, porque é um estigma patético, e não vou ser hipócrita, eu gosto muito mais de pessoas que são parecidas comigo; de modo que, pra existir gente parecida comigo, eu tenho que seguir alguma coisa. E eu sigo 144 pessoas no twitter e mais do triplo disso de filosofias. E uma delas é a da liberdade. Eu sei como é árduo deixar de ser o que o mundo espera que você seja. Eu não conseguiria me manter assim, tão satisfeita com a minha personalidade e sem medo de dizer o que eu penso, se não tivesse as pessoas que me amam, eu também desabo.
Claro que tem gente que me odeia, que me acha ridícula, babaca, e olha, estão certos. Uma pessoa que corre o risco de ser ela mesma é ridiculamente babaca. Se torna persona non grata praqueles que sempre quiseram ser alguém real e se tornaram apenas alguém que agrada aos outros.
Eu me dei conta: eu queria gente parecida comigo, então tinha que mostrar o que eu realmente era. Ser a primeira. Sou o Iuri Gagarin do seja-você-mesma, porque se eu continuasse me escondendo, me reprimindo, o looping infinito continuaria. Alguém tinha que dar o primeiro passo. E começaram a surgir pessoas que se identificavam com minhas filosofias. Comigo. Com o que eu era, não com o que eu achava que queria ser.
Tem pessoas que são tão lindas e insistem em usar máscaras. Porque é mais fácil. Coloque algo pra encobrir seu rosto ao invés de tratar dele. Sou uma péssima influência pro mundo porque eu digo o que penso, porque não me surpreendo com nada (ok, se você me disser que matou alguém eu vou ficar chocada, mas se você me contar dos seus mais profundos desejos, coisas bobas ou estranhas, não). Não sei se tudo é realmente banal ou se são meus olhos. Talvez estejam um pouco ruins por estarem cansados de hipocrisia, inclusive da minha própria. As pessoas se banalizam quando passam a usar máscaras iguais, mesmo que o que há debaixo da máscara seja totalmente diferente. A vida é um encontro às cegas, e eu não vou perder a chance por medo. Não mais.
Não posso obrigar ninguém a lutar contra o mundo pra ser o que sempre quis ser. É tipo Vietnã x EUA (e curiosamente o que parecia mais frágil venceu... não que seja assim com todo mundo que dá a cara a tapa). Não vou dizer que é um mar de rosas. As pessoas ojerizam o que é incomum, o que não segue a grande massa. Mas olha, sempre vai ter quem não goste de você, por mais que você viva pra agradar. Não adianta.
Não acredito naquilo de “você precisa se amar pra amar alguém”. Quero dizer, não é a única maneira. O amor de outra pessoa por você pode fazer você se amar. Não amar sua máscara, mas aquilo que você realmente é.
E gente, pra que perder tempo escolhendo a máscara perfeita, a mais bonita, a mais impressionante, quando você podia estar cuidando do seu rosto de verdade?
Olha, minha liberdade real começou quando minha mãe me deu liberdade. Não tive ninguém que arrancasse minha máscara e me dissesse que o que eu tenho por baixo é muito melhor que aquilo. Eu que tive que me dar conta. Eu era a loser moralista sem amigos (a máscara ser ruim ajuda, você percebe que nada pode ser pior que aquilo), e queria ser mais que isso. Acontece que eu já era, só não conseguia externar, não no meio em que eu vivia, não com a pressão familiar que eu sofria. Mil agentes externos. Não foi fácil, Deus sabe que não. Tive que conquistar a liberdade com a única pessoa que tinha mais ou menos direito de me impedir de algo, tive que parar de me importar com a opinião de gente irrelevante.
O Diogo é minha obra de arte. Sempre o amei pelo que ele realmente era, mesmo não conhecendo. Eu sabia que não podia ser verdade. Que ele era mais que aquela personalidade babaca. Foi uma aposta vultuosa. Um risco que eu quis correr. Eu tive medo, algumas vezes, de que ele fosse uma daquelas pessoas que nunca vai ter coragem de tirar a máscara, ou que é exatamente a mesma merda por baixo do disfarce. Ninguém muda, tudo já existia dentro de você, esperando pra ser ativado. Não existe o que é certo, mas existe o que é real. E cada vez mais, parece que estou acertando a pergunta de um milhão de reais. Que estou mostrando pras pessoas que eu amo de que só a liberdade e a ausência de preconceitos, sobretudo consigo mesmo pode ser o primeiro passo pra felicidade. Pra quem não sabe por onde começar, é onde eu comecei, mesmo que inconscientemente.
Pra mim a felicidade é uma coisa tão grande, que foi dividida em várias partes. Uma em você, e várias nos outros, já que é preciso encontrar a felicidade em si mesmo mas, por outro lado, ninguém é feliz sozinho.
O amor é um conceito. Engloba todos os tipos de amores. Impossível rotulá-lo como eterno, impossível, ou qualquer coisa assim. Às vezes tenho que dar razão à Clarice, talvez o ser humano realmente seja um orgasmo da natureza. Só que a maioria se torna um orgasmo fingido. E, todos nós sabemos, que quando você finge um orgasmo só pra agradar, o babaca da história é você.
É tudo tão contraditório, não existe nada de concreto, real, absoluto. É tudo gelatinoso, tudo frágil, bambo. Revolução industrial é o caralho, os maiores bens não-duráveis somos nós.
Tem pessoas tão formidáveis que o mundo nunca vai saber que existem, por causa das máscaras pra agradar a sociedade. Às vezes eu penso que seria melhor pra todo mundo se eu morresse, mas é aí que me dá uma vontade maior ainda de viver. Pode parecer paradoxal, mas quero viver de propósito. Se esperam que eu esteja morta, então continuarei viva, espero, por muito tempo. Se esperam que eu seja infeliz, serei mais feliz do que jamais serão na sua obsessão e falsidade. E olha, uma pessoa que é falsa com os outros é ruim o suficiente, imagina falsa consigo mesma?
Aceitação. Liberdade. Não é tão difícil assim.
O preconceito existe porque ser livre é uma arte, uma arte que qualquer um poderia dominar, mas tem medo. Padrão é um looping infinito. Um dia um filho da puta acordou e disse que mulher magra que é linda, que ser hétero é o certo, que ser pobre é vergonha. Seguiram, criaram mais, seguiram. Ad infinitum.
Não vou dizer que sou ~diferente~, porque é um estigma patético, e não vou ser hipócrita, eu gosto muito mais de pessoas que são parecidas comigo; de modo que, pra existir gente parecida comigo, eu tenho que seguir alguma coisa. E eu sigo 144 pessoas no twitter e mais do triplo disso de filosofias. E uma delas é a da liberdade. Eu sei como é árduo deixar de ser o que o mundo espera que você seja. Eu não conseguiria me manter assim, tão satisfeita com a minha personalidade e sem medo de dizer o que eu penso, se não tivesse as pessoas que me amam, eu também desabo.
Claro que tem gente que me odeia, que me acha ridícula, babaca, e olha, estão certos. Uma pessoa que corre o risco de ser ela mesma é ridiculamente babaca. Se torna persona non grata praqueles que sempre quiseram ser alguém real e se tornaram apenas alguém que agrada aos outros.
Eu me dei conta: eu queria gente parecida comigo, então tinha que mostrar o que eu realmente era. Ser a primeira. Sou o Iuri Gagarin do seja-você-mesma, porque se eu continuasse me escondendo, me reprimindo, o looping infinito continuaria. Alguém tinha que dar o primeiro passo. E começaram a surgir pessoas que se identificavam com minhas filosofias. Comigo. Com o que eu era, não com o que eu achava que queria ser.
Tem pessoas que são tão lindas e insistem em usar máscaras. Porque é mais fácil. Coloque algo pra encobrir seu rosto ao invés de tratar dele. Sou uma péssima influência pro mundo porque eu digo o que penso, porque não me surpreendo com nada (ok, se você me disser que matou alguém eu vou ficar chocada, mas se você me contar dos seus mais profundos desejos, coisas bobas ou estranhas, não). Não sei se tudo é realmente banal ou se são meus olhos. Talvez estejam um pouco ruins por estarem cansados de hipocrisia, inclusive da minha própria. As pessoas se banalizam quando passam a usar máscaras iguais, mesmo que o que há debaixo da máscara seja totalmente diferente. A vida é um encontro às cegas, e eu não vou perder a chance por medo. Não mais.
Não posso obrigar ninguém a lutar contra o mundo pra ser o que sempre quis ser. É tipo Vietnã x EUA (e curiosamente o que parecia mais frágil venceu... não que seja assim com todo mundo que dá a cara a tapa). Não vou dizer que é um mar de rosas. As pessoas ojerizam o que é incomum, o que não segue a grande massa. Mas olha, sempre vai ter quem não goste de você, por mais que você viva pra agradar. Não adianta.
Não acredito naquilo de “você precisa se amar pra amar alguém”. Quero dizer, não é a única maneira. O amor de outra pessoa por você pode fazer você se amar. Não amar sua máscara, mas aquilo que você realmente é.
E gente, pra que perder tempo escolhendo a máscara perfeita, a mais bonita, a mais impressionante, quando você podia estar cuidando do seu rosto de verdade?
Olha, minha liberdade real começou quando minha mãe me deu liberdade. Não tive ninguém que arrancasse minha máscara e me dissesse que o que eu tenho por baixo é muito melhor que aquilo. Eu que tive que me dar conta. Eu era a loser moralista sem amigos (a máscara ser ruim ajuda, você percebe que nada pode ser pior que aquilo), e queria ser mais que isso. Acontece que eu já era, só não conseguia externar, não no meio em que eu vivia, não com a pressão familiar que eu sofria. Mil agentes externos. Não foi fácil, Deus sabe que não. Tive que conquistar a liberdade com a única pessoa que tinha mais ou menos direito de me impedir de algo, tive que parar de me importar com a opinião de gente irrelevante.
O Diogo é minha obra de arte. Sempre o amei pelo que ele realmente era, mesmo não conhecendo. Eu sabia que não podia ser verdade. Que ele era mais que aquela personalidade babaca. Foi uma aposta vultuosa. Um risco que eu quis correr. Eu tive medo, algumas vezes, de que ele fosse uma daquelas pessoas que nunca vai ter coragem de tirar a máscara, ou que é exatamente a mesma merda por baixo do disfarce. Ninguém muda, tudo já existia dentro de você, esperando pra ser ativado. Não existe o que é certo, mas existe o que é real. E cada vez mais, parece que estou acertando a pergunta de um milhão de reais. Que estou mostrando pras pessoas que eu amo de que só a liberdade e a ausência de preconceitos, sobretudo consigo mesmo pode ser o primeiro passo pra felicidade. Pra quem não sabe por onde começar, é onde eu comecei, mesmo que inconscientemente.
Pra mim a felicidade é uma coisa tão grande, que foi dividida em várias partes. Uma em você, e várias nos outros, já que é preciso encontrar a felicidade em si mesmo mas, por outro lado, ninguém é feliz sozinho.
O amor é um conceito. Engloba todos os tipos de amores. Impossível rotulá-lo como eterno, impossível, ou qualquer coisa assim. Às vezes tenho que dar razão à Clarice, talvez o ser humano realmente seja um orgasmo da natureza. Só que a maioria se torna um orgasmo fingido. E, todos nós sabemos, que quando você finge um orgasmo só pra agradar, o babaca da história é você.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
13:18
Estou cansada das suas desculpas e mentiras. Acho que nosso pra sempre foi feito pra durar apenas alguns dias, porque esse é você indo embora da minha vida depois de se tornar tudo o que eu mais queria.
Queria descobrir se é amor, hábito ou dependência, fazer a escolha certa. Queria restaurar a confiança que eu tinha em você, mas você só me dá motivos pra confiar menos, cada vez menos. Queria saber até que ponto estou certa, poder ver as coisas friamente, pra saber o que é real, porque honestamente, não sei mais o que é máscara e o que é pele, tudo me parece pura invenção, tudo pretexto pra brigar, tudo desculpa esfarrapada. E não tenho culpa de me sentir assim, uma vez que, cada vez que eu olho, o puzzle está tomando uma forma diferente. Qual é a certa? Qual é a real? E porque tantas falsas?
Tudo babaquice, mas tudo me afeta. Estou ficando com sérios problemas de confiança. Com todo mundo. Eu fugiria, se resolvesse. O silêncio é um amortecedor, mas não pode ser usado pra sempre. Se pudesse, eu o usaria. Mas preciso resolver isso como alguém adulta, e não sei como. Dois mundos internos complexos colidindo, e eu simplesmente não sei o que fazer, só sei que tenho que me livrar desses sentimentos e não depende só de mim.
Queria ser aristotélica em todas as situações da vida. Sou inteligente o suficiente pra não precisar de sentimento pra atrapalhar tudo. Don’t let love collapse your empire. Don’t get twisted between love and desire. Me desculpa se eu não sei diferenciar amor do resto das coisas, mas amor é apenas um conceito vago e abstrato. Tudo é mistério. E eles me agradam, desde que haja solução no final. É assim que eu quero as coisas: saltar do mais alto possível com uma cama elástica lá embaixo, pra garantir que nada de mal vai me acontecer. Arriscar, mas ter algo seguro no que cair, pra onde voltar. Unir o melhor dos dois mundos, correr o risco, mas sempre podendo voltar ao que é concreto. Seria tudo tão simples se a vida fosse assim. Só sei que não tolero mais desculpas. Elas me irritam, me deprimem. Não existe verdade, mas existe a sua verdade, e é ela que eu quero. Não personagens. Não fingimentos. Não símbolos. Não desculpas lamentavelmente ruins e nada convincentes. Prefiro um não do que um talvez, pra tudo. O não é um soco que dói de uma vez, o talvez é como uma daquelas coisas que vão te matando aos poucos e tortuosamente. And I’m not that masochist.
Queria descobrir se é amor, hábito ou dependência, fazer a escolha certa. Queria restaurar a confiança que eu tinha em você, mas você só me dá motivos pra confiar menos, cada vez menos. Queria saber até que ponto estou certa, poder ver as coisas friamente, pra saber o que é real, porque honestamente, não sei mais o que é máscara e o que é pele, tudo me parece pura invenção, tudo pretexto pra brigar, tudo desculpa esfarrapada. E não tenho culpa de me sentir assim, uma vez que, cada vez que eu olho, o puzzle está tomando uma forma diferente. Qual é a certa? Qual é a real? E porque tantas falsas?
Tudo babaquice, mas tudo me afeta. Estou ficando com sérios problemas de confiança. Com todo mundo. Eu fugiria, se resolvesse. O silêncio é um amortecedor, mas não pode ser usado pra sempre. Se pudesse, eu o usaria. Mas preciso resolver isso como alguém adulta, e não sei como. Dois mundos internos complexos colidindo, e eu simplesmente não sei o que fazer, só sei que tenho que me livrar desses sentimentos e não depende só de mim.
Queria ser aristotélica em todas as situações da vida. Sou inteligente o suficiente pra não precisar de sentimento pra atrapalhar tudo. Don’t let love collapse your empire. Don’t get twisted between love and desire. Me desculpa se eu não sei diferenciar amor do resto das coisas, mas amor é apenas um conceito vago e abstrato. Tudo é mistério. E eles me agradam, desde que haja solução no final. É assim que eu quero as coisas: saltar do mais alto possível com uma cama elástica lá embaixo, pra garantir que nada de mal vai me acontecer. Arriscar, mas ter algo seguro no que cair, pra onde voltar. Unir o melhor dos dois mundos, correr o risco, mas sempre podendo voltar ao que é concreto. Seria tudo tão simples se a vida fosse assim. Só sei que não tolero mais desculpas. Elas me irritam, me deprimem. Não existe verdade, mas existe a sua verdade, e é ela que eu quero. Não personagens. Não fingimentos. Não símbolos. Não desculpas lamentavelmente ruins e nada convincentes. Prefiro um não do que um talvez, pra tudo. O não é um soco que dói de uma vez, o talvez é como uma daquelas coisas que vão te matando aos poucos e tortuosamente. And I’m not that masochist.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
00:55
A sensação de ficar feliz por saber algo, mesmo que a coisa que você sabe não te favoreça.
Eu sei que não vai ser pra sempre. Eu sei que existe muito sentimento de pena, mas olha, estou disposta a ser uma pessoa melhor. Ou seja, deixar de ser a pior pessoa do mundo.
Estou percebendo a felicidade nas pequenas coisas, percebendo que ninguém nunca está certo. O mundo está errado, e eu também. Sobre tudo. Estamos errados. Nunca vamos acertar realmente. Sempre haverá uma enorme parcela de erro no acerto, e vice-versa.
Eu luto pelo que eu quero, pelas pessoas que eu quero. Mas agora eu não preciso. Literalmente estou me desarmando. O amor te deixa sem defesas, porque você simplesmente não precisa delas, uma vez que não vai atacar ninguém.
Não tenho culpa de não ir com a cara de uma pessoa e de ter ciúme dela, mas isso não significa que a odeio. Sou implicante. Estou tentando corrigir isso. Não tenho culpa de me identificar tanto com alguém que eu amo. Eu nem sei o que dizer. Não sei em que pé as coisas estão contra mim, nem posso dizer que sou totalmente vítima, mas olha, meu amor pode superar tudo. Não é meu amor de ~ai vemk e me come~. É simplesmente amor, na sua forma mais simples e verdadeira (pausa pra vocês vomitarem).
Eu não ligo de ser motivo de piada, não faz diferença, não será nem de longe a primeira e muito menos a última vez. Essas palavras soam tão vazias que eu só quero terminar isso aqui e ir dormir, mas eu preciso dizer mais algumas babaquices.
Eu me sinto tão inexplicavelmente leve, como se do nada eu tivesse conseguido, meio que por acaso, montar o cubo mágico do modo certo. Antipatia sempre vai existir, mas ódio da minha parte, se eu tinha, não tenho mais. Eu me sinto compreendida pela primeira vez na vida, e isso basta. Basta pra esquecer todos os problemas, pra desejar a felicidade pra todas as pessoas.
Não estou me fazendo de nobre, até porque eu sei que amanhã já vou estar reclamando de tudo, então queria escrever isso antes que passasse. Isso é um blog de pensamentos. Mesmo que existisse verdade absoluta, eu não a escreveria aqui. O blog já me trouxe muitos problemas, mas também muitas alegrias. Eu não vou deixar isso acabar, nem que ~eu~ tenha que mudar. Em mim.
Não pra agradar todo mundo, não pra pagar de ~tenho valores elevados~ porque estou longe de querer aprovação total e princípios tradicionais. Só pra tentar ter um mínimo de senso de justiça e maturidade. Ouvi dizer que não tenho.
Mudar as pessoas. Isso é bem relativo. Dar um pouco se si mesma pra alguém é diferente de fazer cosplay do clipe do pink floyd onde nego entra tudo diferentinho um do outro e sai tudo carne moída, tudo uma coisa só. As pessoas mudam. Às vezes com ajuda das outras, mas não em função das outras. Mas a real mudança vem de dentro. Se não for real, é uma questão de tempo até sumir. Esperemos.
Dizem que o amor — e me refiro a qualquer tipo de amor —, e o trabalho, enobrecem o homem. Como não sou exatamente a pessoa mais trabalhadora desse mundo (leia-se, preguiçosa), todas as pessoas que eu amo estão me dando um tratamento de choque. Não sei se é temporário ou não. De novo, esperemos.
Só sei de uma coisa: você nunca saberá o quanto eu o amo. Obrigada, Bob Dylan e Johnny Cash.
Agora vou dormir, porque todo escritor é um condenado à forca tecendo a própria corda, e eu espero que ainda demore muito pra eu me enforcar com ela. Aliás, espero justamente estar desfazendo minha corda. Não curto gente que faz merda e corre pedir perdão, mas não se trata disso. Repensei algumas atitudes. Exagerada, essa sou eu. Já disse pra não me levar a sério. E se eu cometi qualquer erro grave com alguém, e ainda não percebi, corrigirei. Pareço vagabunda, mas sou fofa (riam. Depende do dia). Acredito que qualquer erro que você comete por amor é perdoável. Tudo o que não é de propósito pra prejudicar outra pessoa é aceitável. Somos passíveis de erro. Seria completamente entediante um monte de gente perfeita, até porque, o que é perfeição? Até isso é relativo.
Só pra constar meu dia, hoje tirei um dez de química e acho que isso foi o começo da minha mudança repentina, porque de repente minha antipatia pelo velho diminuiu. Ainda acho as piadinhas insuportáveis e que elas atrapalham a explicação da matéria (não que eu preste muita atenção), mas acho que acabei de superar isso e subir um level nesse jogo random da vida, escolar principalmente.
E depois brigando com o Diogo eu me dei conta de uma porção de coisas. Mudanças que parecem repentinas são as mais verdadeiras, elas já estavam sendo arquitetadas no âmago da sua real personalidade.
Só gostaria de constar que estamos melhor que nunca depois da briga de hoje de tarde, que a briga não envolve ninguém além de nós mesmos, que temos cérebros individuais e que, se isso tudo parece confuso, eu poderia contar tudo explicitamente, mas seria babaca demais pra vocês. Só é significativo pra mim.
Chega né Thamires. Tem aula de filosofia amanhã, e por hoje já é o suficiente.
Palavras são tão vazias. Gênios da humanidade, fiquem ligadinhos: precisamos de um novo código pra nos expressar.
Eu sei que não vai ser pra sempre. Eu sei que existe muito sentimento de pena, mas olha, estou disposta a ser uma pessoa melhor. Ou seja, deixar de ser a pior pessoa do mundo.
Estou percebendo a felicidade nas pequenas coisas, percebendo que ninguém nunca está certo. O mundo está errado, e eu também. Sobre tudo. Estamos errados. Nunca vamos acertar realmente. Sempre haverá uma enorme parcela de erro no acerto, e vice-versa.
Eu luto pelo que eu quero, pelas pessoas que eu quero. Mas agora eu não preciso. Literalmente estou me desarmando. O amor te deixa sem defesas, porque você simplesmente não precisa delas, uma vez que não vai atacar ninguém.
Não tenho culpa de não ir com a cara de uma pessoa e de ter ciúme dela, mas isso não significa que a odeio. Sou implicante. Estou tentando corrigir isso. Não tenho culpa de me identificar tanto com alguém que eu amo. Eu nem sei o que dizer. Não sei em que pé as coisas estão contra mim, nem posso dizer que sou totalmente vítima, mas olha, meu amor pode superar tudo. Não é meu amor de ~ai vemk e me come~. É simplesmente amor, na sua forma mais simples e verdadeira (pausa pra vocês vomitarem).
Eu não ligo de ser motivo de piada, não faz diferença, não será nem de longe a primeira e muito menos a última vez. Essas palavras soam tão vazias que eu só quero terminar isso aqui e ir dormir, mas eu preciso dizer mais algumas babaquices.
Eu me sinto tão inexplicavelmente leve, como se do nada eu tivesse conseguido, meio que por acaso, montar o cubo mágico do modo certo. Antipatia sempre vai existir, mas ódio da minha parte, se eu tinha, não tenho mais. Eu me sinto compreendida pela primeira vez na vida, e isso basta. Basta pra esquecer todos os problemas, pra desejar a felicidade pra todas as pessoas.
Não estou me fazendo de nobre, até porque eu sei que amanhã já vou estar reclamando de tudo, então queria escrever isso antes que passasse. Isso é um blog de pensamentos. Mesmo que existisse verdade absoluta, eu não a escreveria aqui. O blog já me trouxe muitos problemas, mas também muitas alegrias. Eu não vou deixar isso acabar, nem que ~eu~ tenha que mudar. Em mim.
Não pra agradar todo mundo, não pra pagar de ~tenho valores elevados~ porque estou longe de querer aprovação total e princípios tradicionais. Só pra tentar ter um mínimo de senso de justiça e maturidade. Ouvi dizer que não tenho.
Mudar as pessoas. Isso é bem relativo. Dar um pouco se si mesma pra alguém é diferente de fazer cosplay do clipe do pink floyd onde nego entra tudo diferentinho um do outro e sai tudo carne moída, tudo uma coisa só. As pessoas mudam. Às vezes com ajuda das outras, mas não em função das outras. Mas a real mudança vem de dentro. Se não for real, é uma questão de tempo até sumir. Esperemos.
Dizem que o amor — e me refiro a qualquer tipo de amor —, e o trabalho, enobrecem o homem. Como não sou exatamente a pessoa mais trabalhadora desse mundo (leia-se, preguiçosa), todas as pessoas que eu amo estão me dando um tratamento de choque. Não sei se é temporário ou não. De novo, esperemos.
Só sei de uma coisa: você nunca saberá o quanto eu o amo. Obrigada, Bob Dylan e Johnny Cash.
Agora vou dormir, porque todo escritor é um condenado à forca tecendo a própria corda, e eu espero que ainda demore muito pra eu me enforcar com ela. Aliás, espero justamente estar desfazendo minha corda. Não curto gente que faz merda e corre pedir perdão, mas não se trata disso. Repensei algumas atitudes. Exagerada, essa sou eu. Já disse pra não me levar a sério. E se eu cometi qualquer erro grave com alguém, e ainda não percebi, corrigirei. Pareço vagabunda, mas sou fofa (riam. Depende do dia). Acredito que qualquer erro que você comete por amor é perdoável. Tudo o que não é de propósito pra prejudicar outra pessoa é aceitável. Somos passíveis de erro. Seria completamente entediante um monte de gente perfeita, até porque, o que é perfeição? Até isso é relativo.
Só pra constar meu dia, hoje tirei um dez de química e acho que isso foi o começo da minha mudança repentina, porque de repente minha antipatia pelo velho diminuiu. Ainda acho as piadinhas insuportáveis e que elas atrapalham a explicação da matéria (não que eu preste muita atenção), mas acho que acabei de superar isso e subir um level nesse jogo random da vida, escolar principalmente.
E depois brigando com o Diogo eu me dei conta de uma porção de coisas. Mudanças que parecem repentinas são as mais verdadeiras, elas já estavam sendo arquitetadas no âmago da sua real personalidade.
Só gostaria de constar que estamos melhor que nunca depois da briga de hoje de tarde, que a briga não envolve ninguém além de nós mesmos, que temos cérebros individuais e que, se isso tudo parece confuso, eu poderia contar tudo explicitamente, mas seria babaca demais pra vocês. Só é significativo pra mim.
Chega né Thamires. Tem aula de filosofia amanhã, e por hoje já é o suficiente.
Palavras são tão vazias. Gênios da humanidade, fiquem ligadinhos: precisamos de um novo código pra nos expressar.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
desapego.
Na real, as únicas marcas eternas são as tatuagens. Uma pessoa não é capaz de te mudar pra sempre. Mas eu não quero falar das pessoas, quero falar das tatuagens mesmo.
Daí que eu sou louca pra ter tatuagem, mas louca mesmo. Só que as coisas perdem a magia muito fácil pra mim, sabe. Nunca vou ter uma profissão séria tipo advogada ou médica [sou uma péssima mentirosa e pareço pesar uns 150kg usando branco, obrigada], de modo que acho que não tem problema eu ser tatuada, mas eu tento pensar no futuro também.
E tipo, como eu vou saber se no futuro vou me sentir uma completa demente com uma ankh no ombro, ou duas cerejas entre os peitos, ou qualquer outra merda de desenho de menininha que eu queira tatuar?
Me imagino velha, enrugada e com o sentimento de “como aquela menina de 16 anos era patética”.
Mas a questão não é nem estar velha, é enjoar. Eu enjôo das pessoas muito fácil, que dirá de body art?
Fico pensando se tudo o que eu quero — piercing, tatuagem, cabelo foda, roupa foda, foto foda — não é só pra querer causar de rebeldinha e diferente, porque passei tempo demais sendo pateticamente comum.
Mas por outro lado, sempre houve em mim esse sentimento de revolucionária, um anarquismo interno e nada impessoal, a vontade de mudar tudo em mim e nas pessoas ao meu redor.
É exatamente o que eu faço. Eu deixo cada um ser comigo o que sempre quis ser e nunca pôde ser com nenhuma outra pessoa. Os resultados são surpreendentes.
E aqui estou eu falando de pessoas de novo, ao invés de falar de tatuagens.
E tipo, body art é totalmente desnecessário e lindo. Tantas coisas são totalmente desnecessárias e lindas né. Só queria escrever isso pra escrever alguma coisa, porque continuo numa dúvida eterna. Acho que tenho que ir sem saber, e resolver se faço ou não na hora, sei lá. Qualquer dia desses eu vou no Lobão ou no Panky com o Diogo e a gente sai de lá tatuados [aham Thamires senta lá].
Mas anyway, só faço minha primeira tatuagem se estiver com a minha bicha junto.
Daí que eu sou louca pra ter tatuagem, mas louca mesmo. Só que as coisas perdem a magia muito fácil pra mim, sabe. Nunca vou ter uma profissão séria tipo advogada ou médica [sou uma péssima mentirosa e pareço pesar uns 150kg usando branco, obrigada], de modo que acho que não tem problema eu ser tatuada, mas eu tento pensar no futuro também.
E tipo, como eu vou saber se no futuro vou me sentir uma completa demente com uma ankh no ombro, ou duas cerejas entre os peitos, ou qualquer outra merda de desenho de menininha que eu queira tatuar?
Me imagino velha, enrugada e com o sentimento de “como aquela menina de 16 anos era patética”.
Mas a questão não é nem estar velha, é enjoar. Eu enjôo das pessoas muito fácil, que dirá de body art?
Fico pensando se tudo o que eu quero — piercing, tatuagem, cabelo foda, roupa foda, foto foda — não é só pra querer causar de rebeldinha e diferente, porque passei tempo demais sendo pateticamente comum.
Mas por outro lado, sempre houve em mim esse sentimento de revolucionária, um anarquismo interno e nada impessoal, a vontade de mudar tudo em mim e nas pessoas ao meu redor.
É exatamente o que eu faço. Eu deixo cada um ser comigo o que sempre quis ser e nunca pôde ser com nenhuma outra pessoa. Os resultados são surpreendentes.
E aqui estou eu falando de pessoas de novo, ao invés de falar de tatuagens.
E tipo, body art é totalmente desnecessário e lindo. Tantas coisas são totalmente desnecessárias e lindas né. Só queria escrever isso pra escrever alguma coisa, porque continuo numa dúvida eterna. Acho que tenho que ir sem saber, e resolver se faço ou não na hora, sei lá. Qualquer dia desses eu vou no Lobão ou no Panky com o Diogo e a gente sai de lá tatuados [aham Thamires senta lá].
Mas anyway, só faço minha primeira tatuagem se estiver com a minha bicha junto.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
23:37
Só pra constar meu dia que eu tô morrendo de sono, só vou ler mais um pouco de O Terceiro Travesseiro e dormir.
Dia na escola foi tenso por causa do Renato. Fizemos prova dele, acho que fui bem até. Na primeira parte eu tirei 3,25 em 5, ou seja, semi win.
Mas o resto foi manero blábláblá.
A Aline veio pra cá, eu tava morrendo de sono mas a gente se divertiu muito com coisas idiotas, nossa. (como sempre né)
Momento mais epic do dia: a gente tava tirando foto numa praça quando chega um cara lindo e diz: posso tirar foto com uma de vocês?
A gente pergunta por quê. Ele: ah eu apostei dois pão de queijo que viria tirar foto com vocês.
Tiramos. Saí horrenda e a Shin também tá meio tensa, mas caso alguém me peça no msn eu mostro.
Ok, daí isso aqui tem duas versões e nunca saberemos qual a real, mas eu prefiro acreditar na mais manera.
Tínhamos quatro reais, e eu percebi que tinham sumido do meu bolso um pouco depois disso. Ou as duas notinhas de dois eram meio kamikaze e pularam pra fora do meu bolso, ooooou o cara limdo roubou a gente.
E tipo, quatro reais por um gostoso com a mão na minha bunda? É, não é um mau negócio.
(Diogo é minha gostosa, não conta ↑)
Depois tiramos mais fotos, só que uma da outra. Ela tirou um monte minha, algumas ficaram boas, tá tudo no twitpic porque lotar orkut de foto é tão last decade.
Ah, outra coisa que eu preciso constar: ontem ganhei meu primeiro (e provavelmente único) 100+RT no tuito. Nem era algo nossa que manero mas ok.
Post bem bbk só pra constar sobre meu dia, juro que quando estiver com a mente menos nebulosa [oi sono] eu faço algo decente. Bgs.
Dia na escola foi tenso por causa do Renato. Fizemos prova dele, acho que fui bem até. Na primeira parte eu tirei 3,25 em 5, ou seja, semi win.
Mas o resto foi manero blábláblá.
A Aline veio pra cá, eu tava morrendo de sono mas a gente se divertiu muito com coisas idiotas, nossa. (como sempre né)
Momento mais epic do dia: a gente tava tirando foto numa praça quando chega um cara lindo e diz: posso tirar foto com uma de vocês?
A gente pergunta por quê. Ele: ah eu apostei dois pão de queijo que viria tirar foto com vocês.
Tiramos. Saí horrenda e a Shin também tá meio tensa, mas caso alguém me peça no msn eu mostro.
Ok, daí isso aqui tem duas versões e nunca saberemos qual a real, mas eu prefiro acreditar na mais manera.
Tínhamos quatro reais, e eu percebi que tinham sumido do meu bolso um pouco depois disso. Ou as duas notinhas de dois eram meio kamikaze e pularam pra fora do meu bolso, ooooou o cara limdo roubou a gente.
E tipo, quatro reais por um gostoso com a mão na minha bunda? É, não é um mau negócio.
(Diogo é minha gostosa, não conta ↑)
Depois tiramos mais fotos, só que uma da outra. Ela tirou um monte minha, algumas ficaram boas, tá tudo no twitpic porque lotar orkut de foto é tão last decade.
Ah, outra coisa que eu preciso constar: ontem ganhei meu primeiro (e provavelmente único) 100+RT no tuito. Nem era algo nossa que manero mas ok.
Post bem bbk só pra constar sobre meu dia, juro que quando estiver com a mente menos nebulosa [oi sono] eu faço algo decente. Bgs.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
16:12
Só queria constar que tá tudo bem agora lindos.
Saí ontem com a Leh e a Bia, hoje o Diogo veio pra cá e ficamos rindo da doce maria e nos divertindo com coisas bbks.
Pode divulgar detalhes da vida aqui Scherman?
Não gosto nem de falar muito pra não voltar a dar tudo errado, mas as últimas horas têm sido boas. Ok meu mundo gira em torno de, sei lá, cinco pessoas, e se eu estou bem com elas tudo está em seu devido lugar no mundo, mas vejam bem, o que me importa o resto do mundo gente? Eu é que estou certa de priorizar algumas pessoas e estar pouco me fodendo pro resto.
Acho que tenho um lado liferuler em meio a esses cacos de vidro chamados pedaços da minha personalidade.
Até me perdi nas coisas que eu ia dizer, olha que manero.
Declarações públicas são tão babacas, mas eu só queria dizer que apesar de sermos duas falsas, eu acredito em tudo. Nessa coisa de você-é-a-pessoa-da-minha-vida-e-o-resto-é-só-atração. Que beijar de cabeça pra baixo é muito wtf e que a frase “você é linda, linda demais pra mim” é a coisa mais cute que já me disseram.
Eu sei que uma hora vou acabar perdendo todas as minhas bichas pra um bando de homem gostoso, mas é tão lindo aproveitar enquanto elas são minhas e só minhas (e tão minhas).
É o que eu disse no twitter, você encontrar gente manera, inteligente, com bom gosto musical, bonita e diva, aqui nessa cidade é quase impossível. Se encontrar, case. E ok, a gente pode ser um lixo pros outros bbks, mas quem se importa com gente brega que ouve pagode e se acha dona da razão né. E não estou falando de uma pessoa só não, estou falando de todos. Nós somos excluídos e freak e todas essas merdas, mas somos o suficiente um pro outro.
E olha, não é só com a minha mina isso. Todos os meus amigos, amigos meeesmo, têm alguma coisa de mim. Acho tão lindo serem todos freak deslocados ex-nerds et cetera.
Parafraseando aqui um trecho de Harry Potter que o Hagrid diz que lembra dos três no primeiro ano, um bando de deslocados, e a Mione responde que eles continuam sendo um bando de deslocados mas agora têm um ao outro, é exatamente isso.
Estou nessa vibe sentimentalista porque o ano tá passando muito rápido e ano que vem boa parte dos meus amigos vão pra faculdade, e eu vou estar mais preocupada do que nunca com isso. Meu eterno dilema de gosto muito de várias coisas mas não me imagino fazendo nenhuma delas pro resto da vida, porque eu tenho facilidade e vontade pra um punhado de coisas, mas nenhuma delas é um grande dom ou vocação pra mim sabe.
Ok, quando eu era mais nova eu achava que tinha nascido pra ser escritora, e ainda pretendo publicar um livro, mas a gente precisa crescer e fazer uma faculdade pra ter uma profissão que pelo menos nos sustente, vocês sabem como é.
O fato é que não existe nada que eu faça bem e eu não curto trabalho braçal. Eu daria aula de filosofia ou seria fotógrafa, mas não sei, preciso de algo que me mantenha interessada. Sou assim com tudo, não somente profissão. As únicas amigas verdadeiras que eu tive antes das que eu tenho agora eram pessoas super boazinhas que de tão boazinhas se tornaram ZzzZzZzdesinteressantes, dá pra entender o ponto? Desafio é afrodisíaco. Gente boazinha não me atrai, e inclusive me irrita.
Mas, como todo afrodisíaco, os desafios só são válidos quando eu sei que vão dar certo no fim. Senão eu literalmente broxo.
Saí ontem com a Leh e a Bia, hoje o Diogo veio pra cá e ficamos rindo da doce maria e nos divertindo com coisas bbks.
Pode divulgar detalhes da vida aqui Scherman?
Não gosto nem de falar muito pra não voltar a dar tudo errado, mas as últimas horas têm sido boas. Ok meu mundo gira em torno de, sei lá, cinco pessoas, e se eu estou bem com elas tudo está em seu devido lugar no mundo, mas vejam bem, o que me importa o resto do mundo gente? Eu é que estou certa de priorizar algumas pessoas e estar pouco me fodendo pro resto.
Acho que tenho um lado liferuler em meio a esses cacos de vidro chamados pedaços da minha personalidade.
Até me perdi nas coisas que eu ia dizer, olha que manero.
Declarações públicas são tão babacas, mas eu só queria dizer que apesar de sermos duas falsas, eu acredito em tudo. Nessa coisa de você-é-a-pessoa-da-minha-vida-e-o-resto-é-só-atração. Que beijar de cabeça pra baixo é muito wtf e que a frase “você é linda, linda demais pra mim” é a coisa mais cute que já me disseram.
Eu sei que uma hora vou acabar perdendo todas as minhas bichas pra um bando de homem gostoso, mas é tão lindo aproveitar enquanto elas são minhas e só minhas (e tão minhas).
É o que eu disse no twitter, você encontrar gente manera, inteligente, com bom gosto musical, bonita e diva, aqui nessa cidade é quase impossível. Se encontrar, case. E ok, a gente pode ser um lixo pros outros bbks, mas quem se importa com gente brega que ouve pagode e se acha dona da razão né. E não estou falando de uma pessoa só não, estou falando de todos. Nós somos excluídos e freak e todas essas merdas, mas somos o suficiente um pro outro.
E olha, não é só com a minha mina isso. Todos os meus amigos, amigos meeesmo, têm alguma coisa de mim. Acho tão lindo serem todos freak deslocados ex-nerds et cetera.
Parafraseando aqui um trecho de Harry Potter que o Hagrid diz que lembra dos três no primeiro ano, um bando de deslocados, e a Mione responde que eles continuam sendo um bando de deslocados mas agora têm um ao outro, é exatamente isso.
Estou nessa vibe sentimentalista porque o ano tá passando muito rápido e ano que vem boa parte dos meus amigos vão pra faculdade, e eu vou estar mais preocupada do que nunca com isso. Meu eterno dilema de gosto muito de várias coisas mas não me imagino fazendo nenhuma delas pro resto da vida, porque eu tenho facilidade e vontade pra um punhado de coisas, mas nenhuma delas é um grande dom ou vocação pra mim sabe.
Ok, quando eu era mais nova eu achava que tinha nascido pra ser escritora, e ainda pretendo publicar um livro, mas a gente precisa crescer e fazer uma faculdade pra ter uma profissão que pelo menos nos sustente, vocês sabem como é.
O fato é que não existe nada que eu faça bem e eu não curto trabalho braçal. Eu daria aula de filosofia ou seria fotógrafa, mas não sei, preciso de algo que me mantenha interessada. Sou assim com tudo, não somente profissão. As únicas amigas verdadeiras que eu tive antes das que eu tenho agora eram pessoas super boazinhas que de tão boazinhas se tornaram ZzzZzZzdesinteressantes, dá pra entender o ponto? Desafio é afrodisíaco. Gente boazinha não me atrai, e inclusive me irrita.
Mas, como todo afrodisíaco, os desafios só são válidos quando eu sei que vão dar certo no fim. Senão eu literalmente broxo.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
19:26
Então tá tudo dando errado pra mim como sempre, estou morrendo de cólica, não posso fazer nada pra ajudar uma das pessoas que eu mais amo e por quem eu me sinto responsável que tá se fodendo também, a academia tava fechada (eu não sou tapada, tinha um cartaz gigante de que segunda-feira véspera de feriado funcionaria normalmente), eu tava chorando na rua e ainda me param pra pedir informação.
Fracasso é pouco, o que eu sou ainda não tem nome.
Fracasso é pouco, o que eu sou ainda não tem nome.
felicidade é supervalorizada.
Ela e todas essas coisas que não são concretas. Como você pode dizer se tem ou não algo se você não sabe qual a forma daquilo?
Eu posso dizer que tenho, sei lá, um blog, porque eu sei a forma que tem um blog. Existem 34902843289432980342980324 tipos de blog, e a idéia universal de blog engloba o meu, de modo que eu tenho blog.
Daí você me diz que existem 34902843289432980342980324 tipos de felicidade também, mas acontece que o blog eu vejo como é, e a felicidade? Eu tirei de onde esse conceito, se é algo invisível aos olhos?
Cheguei a essa linha de raciocínio me dando conta de que nada me satisfaz. A maioria das coisas que eu já tive, fiz, vivi ou experimentei não me fizeram sentir o que eu acreditava que fosse felicidade.
(Vi no sub de alguém do msn uma frase que, se não é célebre, deveria. Só sei que é de um livro. "Nunca me ocorreu que não era o começo. Era a felicidade. Era o momento. Aquele exato momento". Deve ser isso, no fim das contas)
Eu saio, fico entediada e reclamando. Eu fico no pc, fico entediada e reclamando. Então pra que eu sirvo? Não sirvo. Sou um pedaço do cenário, um voto nulo, um daqueles objetos que você compra aos milhares, justamente pra sobrar um monte e não ter problema. Um dos que sobram. Perfeitamente dispensável.
Fico pensando sobre o meu papel no mundo e realmente concluo isso. Que eu sou só uma punição do universo pra uma babaca de dezessete anos que deu pra um cara casado em outubro de 1993.
(minha mãe, pros leigos)
É estranho, eu ia dizer que não me contento com as pequenas coisas, mas às vezes pequenas coisas com pessoas que eu amo, e coisas que eram pra ser mais grandiosas [TIPO O QUE? SEI LÁ] se tornam banais.
Conclusão lógica: que se foda. Vou pintar minha unha de Rose Bombom, ouvir Goldfinger e ler Morte nas Nuvens, que o nome disso é falta do que fazer.
Eu posso dizer que tenho, sei lá, um blog, porque eu sei a forma que tem um blog. Existem 34902843289432980342980324 tipos de blog, e a idéia universal de blog engloba o meu, de modo que eu tenho blog.
Daí você me diz que existem 34902843289432980342980324 tipos de felicidade também, mas acontece que o blog eu vejo como é, e a felicidade? Eu tirei de onde esse conceito, se é algo invisível aos olhos?
Cheguei a essa linha de raciocínio me dando conta de que nada me satisfaz. A maioria das coisas que eu já tive, fiz, vivi ou experimentei não me fizeram sentir o que eu acreditava que fosse felicidade.
(Vi no sub de alguém do msn uma frase que, se não é célebre, deveria. Só sei que é de um livro. "Nunca me ocorreu que não era o começo. Era a felicidade. Era o momento. Aquele exato momento". Deve ser isso, no fim das contas)
Eu saio, fico entediada e reclamando. Eu fico no pc, fico entediada e reclamando. Então pra que eu sirvo? Não sirvo. Sou um pedaço do cenário, um voto nulo, um daqueles objetos que você compra aos milhares, justamente pra sobrar um monte e não ter problema. Um dos que sobram. Perfeitamente dispensável.
Fico pensando sobre o meu papel no mundo e realmente concluo isso. Que eu sou só uma punição do universo pra uma babaca de dezessete anos que deu pra um cara casado em outubro de 1993.
(minha mãe, pros leigos)
É estranho, eu ia dizer que não me contento com as pequenas coisas, mas às vezes pequenas coisas com pessoas que eu amo, e coisas que eram pra ser mais grandiosas [TIPO O QUE? SEI LÁ] se tornam banais.
Conclusão lógica: que se foda. Vou pintar minha unha de Rose Bombom, ouvir Goldfinger e ler Morte nas Nuvens, que o nome disso é falta do que fazer.
domingo, 5 de setembro de 2010
15:34
Tá eu ia fazer um post depressivo sobre a razão da existência, mas deixa pra outro dia galero. Acabei de comer frango assado com creme de alho e, se isso não é uma boa razão pra existir sem ficar questionando as coisas, não sei o que é.
Ontem saí com a Taah da minha sala. Ela é muito diva manera etc, e apesar de alguns fails a gente se divertiu.
Tipo, o pub abria às onze mas a gente chegou às nove, fail número 1.
Mas foi manero por outro lado, porque os caras chamaram a gente pra entrar, ficamos no sofazinho ouvindo a banda ensaiar (tinha um pano preto separando a entrada do palco).
Lá é muito pequeno, eu achava que era gigaaaaante, mas até que comporta bastante gente.
E a decoração é muito foda, tipo jornais na parede, ai ai é muito manero *O*
Daí eu descobri que meu blush quebrou, despedaçou, e tava sujando tudo minha bolsa. Caiu blush no sofá LPKHASOIADSIOHDSAIOHADSA
Daí a gente foi correndo pro banheiro limpar o blush da minha bolsa :’6
Ainda bem que foi o rosa escuro que quebrou, só gosto do rosa claro. Ah, na verdade nem gosto de blush.
Tá, daí sentamos numa mesa do cantinho enquanto ia chegando gente, e ficamos bem umas duas horas vendo show do U2 no telão. Tava manero e tudo, mas né, a gente foi pra ver o cover do Nirvana ao vivo, não o Srto Bonno Gatinho no telão.
Tava muito frio (eu fui de vestido AIOSDHADSIHOA), a gente tava morrendo de sono, tinha pouca gente interessante (alô cara com a camisa do radiohead e menina de meia-calça listrada de preto e cinza, seus lindos, vocês kinda salvaram a noite. Apesar de eu odiar radiohead), um monte de tias velhas vestidas que nem perua, achando que Pub Rock Beer é Gaivota (um lugar péssimo que gente velha vai pra dançar música sertaneja), gente com cara de pagodeiro, um casal velho bizarro se pegando.
Sabe quando você tá entediada, se diverte, mas continua entediada? Foi tipo isso.
Agradecimentos especiais ao povo que não parava de tirar foto, saí de fundo em várias. Que maneeeeerZzZzzZzzzzZ
Mas ontem, no fim, foi mais manero do que fail porque a gente não gastou nada com isso, OIHASDASDIHA ~daquelas.
Queria ser gostosa pra pagarem bebidas pra mim sabe.
Então, só estou fazendo esse post pra atualizar o blog, a hilaridade dos últimos acontecimentos não me permitiu postar nada nesses últimos dias, so sorry. Esses dias têm sido maneros de verdade e eu simplesmente não queria estragar porque Stephen Christian diz tudo: words are very unecessary, they can only do harm. Chega de expor minha não-vida galero. Farei textos reflexivos, sobre coisas/acontecimentos aleatórios, mas o que eu sei, o que eu sinto, e muitas das coisas que eu faço, não vou sair falando pra todo mundo, beijos.
E se isso é perder a essência do blog, procurem algo no estilo Gossip Girl. Não estou aqui pra isso.
Ontem saí com a Taah da minha sala. Ela é muito diva manera etc, e apesar de alguns fails a gente se divertiu.
Tipo, o pub abria às onze mas a gente chegou às nove, fail número 1.
Mas foi manero por outro lado, porque os caras chamaram a gente pra entrar, ficamos no sofazinho ouvindo a banda ensaiar (tinha um pano preto separando a entrada do palco).
Lá é muito pequeno, eu achava que era gigaaaaante, mas até que comporta bastante gente.
E a decoração é muito foda, tipo jornais na parede, ai ai é muito manero *O*
Daí eu descobri que meu blush quebrou, despedaçou, e tava sujando tudo minha bolsa. Caiu blush no sofá LPKHASOIADSIOHDSAIOHADSA
Daí a gente foi correndo pro banheiro limpar o blush da minha bolsa :’6
Ainda bem que foi o rosa escuro que quebrou, só gosto do rosa claro. Ah, na verdade nem gosto de blush.
Tá, daí sentamos numa mesa do cantinho enquanto ia chegando gente, e ficamos bem umas duas horas vendo show do U2 no telão. Tava manero e tudo, mas né, a gente foi pra ver o cover do Nirvana ao vivo, não o Srto Bonno Gatinho no telão.
Tava muito frio (eu fui de vestido AIOSDHADSIHOA), a gente tava morrendo de sono, tinha pouca gente interessante (alô cara com a camisa do radiohead e menina de meia-calça listrada de preto e cinza, seus lindos, vocês kinda salvaram a noite. Apesar de eu odiar radiohead), um monte de tias velhas vestidas que nem perua, achando que Pub Rock Beer é Gaivota (um lugar péssimo que gente velha vai pra dançar música sertaneja), gente com cara de pagodeiro, um casal velho bizarro se pegando.
Sabe quando você tá entediada, se diverte, mas continua entediada? Foi tipo isso.
Agradecimentos especiais ao povo que não parava de tirar foto, saí de fundo em várias. Que maneeeeerZzZzzZzzzzZ
Mas ontem, no fim, foi mais manero do que fail porque a gente não gastou nada com isso, OIHASDASDIHA ~daquelas.
Queria ser gostosa pra pagarem bebidas pra mim sabe.
Então, só estou fazendo esse post pra atualizar o blog, a hilaridade dos últimos acontecimentos não me permitiu postar nada nesses últimos dias, so sorry. Esses dias têm sido maneros de verdade e eu simplesmente não queria estragar porque Stephen Christian diz tudo: words are very unecessary, they can only do harm. Chega de expor minha não-vida galero. Farei textos reflexivos, sobre coisas/acontecimentos aleatórios, mas o que eu sei, o que eu sinto, e muitas das coisas que eu faço, não vou sair falando pra todo mundo, beijos.
E se isso é perder a essência do blog, procurem algo no estilo Gossip Girl. Não estou aqui pra isso.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
00:43
Ai ai, hoje o dia foi tão manero e limdo que nem quero contar sobre ele.
Sério. Esqueçam tudo.
É ridículo achar que eu seria capaz. Eu não tinha a menor convicção, simplesmente fiquei de saco cheio de tudo. E olha, tenho motivos.
Sempre achei que eu fosse looser [não que eu não seja], mas ser looser mesmo é você incentivar o cara que você considera seu melhor amigo a ficar com a menina que ele ama, pra depois se descobrir apaixonada por ele, inventando nomes pros filhos hipotéticos de vocês.
Eu só queria dizer que educação é muito diferente de amizade e amor. Me poupe. Não tenho com o que me preocupar, mas me irrita. Me irrita ver tamanha babaquice. Eu sentiria pena se tivesse algum freira feeling, mas como eu sou vagabunda insensível só fico rindo.
Eu não tenho muito o que dizer, ainda estou feliz pelo dia liferuler que eu tive hoje e não quero pensar muito nisso pra não me aborrecer. Eu sei o que é ser humilhada e nunca quis fazer isso com ninguém, mas descobri recentemente que existe um grande grupo de pessoas que só entende o que a gente quer dizer quando a gente faz essas coisas tipo humilhação etc.
E pode me provocar o quanto for, obviamente eu vou ficar irritada, mas vou fazer melhor. As prioridades são claras aqui.
(o ministério dos blogs adverte: esse post é só pra quem é. LJHASFDIOHPASA)
Sério. Esqueçam tudo.
É ridículo achar que eu seria capaz. Eu não tinha a menor convicção, simplesmente fiquei de saco cheio de tudo. E olha, tenho motivos.
Sempre achei que eu fosse looser [não que eu não seja], mas ser looser mesmo é você incentivar o cara que você considera seu melhor amigo a ficar com a menina que ele ama, pra depois se descobrir apaixonada por ele, inventando nomes pros filhos hipotéticos de vocês.
Eu só queria dizer que educação é muito diferente de amizade e amor. Me poupe. Não tenho com o que me preocupar, mas me irrita. Me irrita ver tamanha babaquice. Eu sentiria pena se tivesse algum freira feeling, mas como eu sou vagabunda insensível só fico rindo.
Eu não tenho muito o que dizer, ainda estou feliz pelo dia liferuler que eu tive hoje e não quero pensar muito nisso pra não me aborrecer. Eu sei o que é ser humilhada e nunca quis fazer isso com ninguém, mas descobri recentemente que existe um grande grupo de pessoas que só entende o que a gente quer dizer quando a gente faz essas coisas tipo humilhação etc.
E pode me provocar o quanto for, obviamente eu vou ficar irritada, mas vou fazer melhor. As prioridades são claras aqui.
(o ministério dos blogs adverte: esse post é só pra quem é. LJHASFDIOHPASA)
sábado, 28 de agosto de 2010
15:34
Queria escrever até arrancar minha alma fora no papel — no caso, na tela do computador —, passá-la a limpo, esvaziá-la e esquecer tudo, mas é mais um dos pequenos desejos irrealizáveis que constroem o que eu sou (nada), o que eu fiz (nada) e o que eu sonho (porra nenhuma).
Tudo em mim é sofrimento, mesmo que eu não saiba por quê. Acho que pra filosofar/escrever sobre a natureza humana você precisa mergulhar na mais profunda tormenta. E essa sou eu fazendo as coisas como devem ser.
Não consigo me conformar de que tudo precisa ter um fim. Prefiro que tudo seja (ainda mais) vazio do que sofrimento. Não sei o que se passa. Não me preocupo em saber exatamente o que eu quero porque sei que de qualquer modo nunca vai acontecer.
Essa sou eu, só figurante na vida das pessoas. Felicidade, isso não é pra mim. Amor, até pode ser, mas só se for trazendo conseqüências desastrosas, senão não é amor, senão não é comigo.
Olha, na real, eu queria era que o mundo acabasse, porque só me matar já não seria o suficiente. Eu prefiro morrer do que passar o resto dos meus dias em looping, fazendo as coisas ordinárias de sempre.
O que sempre me animou a viver foi pensar que talvez, apenas talvez, algumas das coisas que eu queria aconteceriam. Mas foi essa ilusão, essa falsa esperança que me torturou. Por mais que eu diga que não vou sentir nada, eu passo um tempo conseguindo e depois volta tudo, com mais força ainda, uma vez que aquilo esteve acumulando uma energia potencial tremenda. Você pode represar seus sentimentos, até que eles se tornem mais fortes que a barreira que você criou, te invadam e inundem seus olhos.
Esse é o meu pra sempre, completamente sem convicção. Estou sem rumo. É como se você me arrancasse o sol e me mandasse girar ao redor de outra coisa. Estou perdida, fora de órbita, sem saber o que fazer.
Mas chega, sabe? Eu sei que eu ia passar a vida inteira sofrendo. Meu deus, errar uma vez não é o suficiente? Eu tinha que ser tão masoquista? Eu tinha que acreditar na mudança das pessoas? Eu tinha que, não somente me dispor a tentar a mesma coisa — o mesmo erro — infinitamente, mas também acreditar que seria diferente?
Eu tinha. Eu sou estúpida o suficiente pra isso.
Você não tem culpa de não me amar, mas você também não merece tudo o que eu ouso sentir. E eu não tenho culpa de te amar, mas também não tenho obrigação nenhuma de estar ao seu lado em tudo, suportar tudo, ser doce e servil, quando isso me faz tão mal. Então ficamos assim, longe como quase sempre, e pra sempre. Você nunca se importou, não vai ser agora que vai fazer diferença.
Morra, faça tudo o que você queria fazer e eu me opus, tudo o que me irrita, me difame e viva plenamente a vida de merda que você gosta de ter. Você está livre e sozinho. Eu sinceramente desisto.
É sem convicção que eu digo todas essas coisas, mas espero me manter nisso. O problema sou eu, apenas isso. Se eu não fosse ridícula e insuportável — ou seja, se eu fosse outra pessoa —, tudo seria diferente. Até os personagens que eu crio pra mim mesma são ridículos e insuportáveis.
E eu me enxergo em todo lugar, exceto aonde você está. O mundo ao meu redor é estranho agora que eu já não te tenho mais, eu só queria mas eu nem sei mais. Eu quero um segundo de silêncio, será que é pedir demais? Eu só queria, mas eu nem sei mais como é você.
Não quero sair, quero passar a noite toda aqui olhando pro nada, mas por outro lado sei que a Leh vai fazer o possível pra me animar hoje. Ela é a única pessoa que faz comigo o que eu faço com todo mundo, fica super preocupada, cuida de mim etc.
Daí eu começo a pensar se não é melhor sofrimento do que vazio.
Porque eu não podia nascer bonita sem cérebro? Não, tenho que nascer horrorosa e pensando demais sobre tudo.
Tudo em mim é sofrimento, mesmo que eu não saiba por quê. Acho que pra filosofar/escrever sobre a natureza humana você precisa mergulhar na mais profunda tormenta. E essa sou eu fazendo as coisas como devem ser.
Não consigo me conformar de que tudo precisa ter um fim. Prefiro que tudo seja (ainda mais) vazio do que sofrimento. Não sei o que se passa. Não me preocupo em saber exatamente o que eu quero porque sei que de qualquer modo nunca vai acontecer.
Essa sou eu, só figurante na vida das pessoas. Felicidade, isso não é pra mim. Amor, até pode ser, mas só se for trazendo conseqüências desastrosas, senão não é amor, senão não é comigo.
Olha, na real, eu queria era que o mundo acabasse, porque só me matar já não seria o suficiente. Eu prefiro morrer do que passar o resto dos meus dias em looping, fazendo as coisas ordinárias de sempre.
O que sempre me animou a viver foi pensar que talvez, apenas talvez, algumas das coisas que eu queria aconteceriam. Mas foi essa ilusão, essa falsa esperança que me torturou. Por mais que eu diga que não vou sentir nada, eu passo um tempo conseguindo e depois volta tudo, com mais força ainda, uma vez que aquilo esteve acumulando uma energia potencial tremenda. Você pode represar seus sentimentos, até que eles se tornem mais fortes que a barreira que você criou, te invadam e inundem seus olhos.
Esse é o meu pra sempre, completamente sem convicção. Estou sem rumo. É como se você me arrancasse o sol e me mandasse girar ao redor de outra coisa. Estou perdida, fora de órbita, sem saber o que fazer.
Mas chega, sabe? Eu sei que eu ia passar a vida inteira sofrendo. Meu deus, errar uma vez não é o suficiente? Eu tinha que ser tão masoquista? Eu tinha que acreditar na mudança das pessoas? Eu tinha que, não somente me dispor a tentar a mesma coisa — o mesmo erro — infinitamente, mas também acreditar que seria diferente?
Eu tinha. Eu sou estúpida o suficiente pra isso.
Você não tem culpa de não me amar, mas você também não merece tudo o que eu ouso sentir. E eu não tenho culpa de te amar, mas também não tenho obrigação nenhuma de estar ao seu lado em tudo, suportar tudo, ser doce e servil, quando isso me faz tão mal. Então ficamos assim, longe como quase sempre, e pra sempre. Você nunca se importou, não vai ser agora que vai fazer diferença.
Morra, faça tudo o que você queria fazer e eu me opus, tudo o que me irrita, me difame e viva plenamente a vida de merda que você gosta de ter. Você está livre e sozinho. Eu sinceramente desisto.
É sem convicção que eu digo todas essas coisas, mas espero me manter nisso. O problema sou eu, apenas isso. Se eu não fosse ridícula e insuportável — ou seja, se eu fosse outra pessoa —, tudo seria diferente. Até os personagens que eu crio pra mim mesma são ridículos e insuportáveis.
E eu me enxergo em todo lugar, exceto aonde você está. O mundo ao meu redor é estranho agora que eu já não te tenho mais, eu só queria mas eu nem sei mais. Eu quero um segundo de silêncio, será que é pedir demais? Eu só queria, mas eu nem sei mais como é você.
Não quero sair, quero passar a noite toda aqui olhando pro nada, mas por outro lado sei que a Leh vai fazer o possível pra me animar hoje. Ela é a única pessoa que faz comigo o que eu faço com todo mundo, fica super preocupada, cuida de mim etc.
Daí eu começo a pensar se não é melhor sofrimento do que vazio.
Porque eu não podia nascer bonita sem cérebro? Não, tenho que nascer horrorosa e pensando demais sobre tudo.
12:55
Desatar a corrente enquanto ainda há tempo é menos doloroso do que ser executado.
Da minha parte acabou tudo (tudo o quê?), pra sempre.
Eu prefiro sofrer tudo agora do que sofrer a vida inteira. De qualquer modo, o vazio sempre existiu e sempre vai existir. É melhor se dar conta das proporções dele do que acreditar que ele diminuiu, que alguém poderia me salvar.
Chega.
Da minha parte acabou tudo (tudo o quê?), pra sempre.
Eu prefiro sofrer tudo agora do que sofrer a vida inteira. De qualquer modo, o vazio sempre existiu e sempre vai existir. É melhor se dar conta das proporções dele do que acreditar que ele diminuiu, que alguém poderia me salvar.
Chega.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
14:11
Ninguém entende esse ódio irracional. Nem eu. É coisa que não se explica. É o simétrico do amor em cada detalhe. É o amor do outro lado. Pode ser infantil, ridículo e doentio... bom dia pra você que percebeu três características minhas. Qualquer coisa vinda de mim sempre será doentia. Meu estoque de idiotice é maior que o estoque de gás hélio do sol, e isso tudo é minha fusão nuclear, insuportavelmente necessária. If there's no one beside you when your soul embarks then I will follow you into the dark.
Não sei porque dizer todas essas coisas se eu acabo me arrependendo, voltando atrás. No fundo devo amar minha vida desgraçada porque me dá material pra escrever com a sinceridade que só suas piores lágrimas são capazes de conferir a um texto.
Não sei porque dizer todas essas coisas se eu acabo me arrependendo, voltando atrás. No fundo devo amar minha vida desgraçada porque me dá material pra escrever com a sinceridade que só suas piores lágrimas são capazes de conferir a um texto.
14:02
Eu tenho rido e chorado constantemente do absurdo de tudo isso. A vida é frágil e absurda, e eu também.
Ai gente, tive um sonho horrível mas acho que nem rola de contar aqui, sei lá, eu me sinto tão estúpida – essa é, aliás, a única coisa que eu tenho certeza que sinto e sei nomear perfeitamente.
E no ciclo das coisas da natureza, a única verdade absoluta é que uma solução sempre se transforma num problema. Eu era infeliz, momentaneamente tive a solução pra isso, e agora isso se tornou o problema que me faz infeliz de novo. E assim será, time and time again.
Eu não sei o que eu quero, mas eu sei perfeitamente o que eu não quero: continuar com as coisas do jeito que estão. Ser infeliz pra sempre. Ter que suportar determinados desgraçados(as).
Mentira, eu sei o que eu quero sim. Acho que saber o que você quer é a pior parte. Antes você podia se perder nas tentativas, se divertir, simplesmente tentar fugir de tudo, afinal era só um jogo que você nem sabia o que estava procurando. Qualquer coisa seria lucro.
E essa é a vida, se propagando através de ondas, cuja amplitude máxima sempre atinge menos que o esperado, e a mínima é extremamente baixa. Heinrich Hertz provavelmente me entenderia.
Ah que se foda, vou contar do sonho. Soa tão ridículo que eu consegui sentir ainda mais pena de mim mesma.
Então eu estava presa, e tentei fugir da cadeia junto com outra menina muito porra louca. Só que deu errado, atiraram na gente e algemaram. Ok, fiquei lá na cela, por muito, muito tempo. Daí me levaram pra um lugar que tinha uma janelinha, e a Leh estava do outro lado. Pedi pra ela chamar o Diogo, porque eu ia ficar presa por pelo menos mais dois anos, e queria vê-lo. Ela foi chamar, mas ele não quis ir me ver. Daí me colocaram diante de outra janela e eu vi ele com ~~ela~~.
Gente eu acordei tão mal com isso, depois melhorei, depois piorei de novo, depois fiquei chorando na sala, depois a Ana me fez rir, depois... depois é o agora e eu estou apenas perdida.
Não consigo decidir se isso tudo de maio pra cá foi um grande acerto mascarado de grande erro, ou um grande erro mascarado de grande acerto. Mas que eu estou ficando cheia disso, ah, eu estou. Fico com raiva, penso em dizer pra ele se virar sem mim, pra ele ir pro inferno com a amiguinha dele, ver se ela faz por ele o que eu faço, deixar ele completamente sozinho. Mas eu não consigo. Eu me sinto responsável. Ele me olha, ou às vezes nem olha, e eu derreto, me sentindo incapaz de fazê-lo sofrer ainda mais.
Ou talvez eu esteja apenas me sentindo importante sem ser, sabe, como naquele poema bonitinho que diz que tem o importante que sabe que é comum, tem o comum que se acha importante, tem diamante que sabe que é pedra, tem pedra que se acha diamante, e o tempo passa levando comuns, importantes, pedras e diamantes.
Mas eu queria conseguir apenas me afastar um pouco, pra mostrar pra ele que tudo poderia ser pior sem mim, porque ele realmente não dá valor nenhum ao fato de ter uma amiga que faz de tudo por ele, que fica péssima quando ele fica péssimo, que se importa de verdade. Coisas que eu relevo pra não aborrecê-lo, mas que me matam, de verdade.
Ou então, me afasto e me dou conta que ninguém precisa de mim e que eu me preocupo tanto porque eu quero. They’re better off without me.
Sabe quando algo/alguém te faz um bem absurdo, e depois acaba fazendo um mal maior ainda? Sério, a cada segundo tudo fica se despedaçando e se reconstruindo em looping infinito, e eu honestamente não suporto mais. Queria ser forte pelos outros e masoquista ou inabalável, mas só tinha ser eu mesma.
Só queria dizer que I love you in every possible way and I wish I was all you need to be happy.
Eu queria ser capaz de dizer pelo menos metade do que eu tenho pensado e sentido, mas daí seria ridículo demais. A gente chega numa idade que tem que aprender a se censurar, se controlar, distorcer menos as coisas por causa de sentimento.
Preciso deixar registros pra posteridade que não me envergonhem (até agora não consegui) afinal, segundo Clarice, sentir é um fato e pensar é um ato.
E pensar que quando eu era mais nova eu nutria um grande sentimento de desprezo por ela, achava que era apenas mais um desses clássicos supervalorizados. Mas agora começo a perceber a genialidade incoerente, profunda e paradoxal dela... é Clarice, amiga, vamos sair pra tomar umas cervejas que a gente tem muita coisa em comum.
Ai gente, tive um sonho horrível mas acho que nem rola de contar aqui, sei lá, eu me sinto tão estúpida – essa é, aliás, a única coisa que eu tenho certeza que sinto e sei nomear perfeitamente.
E no ciclo das coisas da natureza, a única verdade absoluta é que uma solução sempre se transforma num problema. Eu era infeliz, momentaneamente tive a solução pra isso, e agora isso se tornou o problema que me faz infeliz de novo. E assim será, time and time again.
Eu não sei o que eu quero, mas eu sei perfeitamente o que eu não quero: continuar com as coisas do jeito que estão. Ser infeliz pra sempre. Ter que suportar determinados desgraçados(as).
Mentira, eu sei o que eu quero sim. Acho que saber o que você quer é a pior parte. Antes você podia se perder nas tentativas, se divertir, simplesmente tentar fugir de tudo, afinal era só um jogo que você nem sabia o que estava procurando. Qualquer coisa seria lucro.
E essa é a vida, se propagando através de ondas, cuja amplitude máxima sempre atinge menos que o esperado, e a mínima é extremamente baixa. Heinrich Hertz provavelmente me entenderia.
Ah que se foda, vou contar do sonho. Soa tão ridículo que eu consegui sentir ainda mais pena de mim mesma.
Então eu estava presa, e tentei fugir da cadeia junto com outra menina muito porra louca. Só que deu errado, atiraram na gente e algemaram. Ok, fiquei lá na cela, por muito, muito tempo. Daí me levaram pra um lugar que tinha uma janelinha, e a Leh estava do outro lado. Pedi pra ela chamar o Diogo, porque eu ia ficar presa por pelo menos mais dois anos, e queria vê-lo. Ela foi chamar, mas ele não quis ir me ver. Daí me colocaram diante de outra janela e eu vi ele com ~~ela~~.
Gente eu acordei tão mal com isso, depois melhorei, depois piorei de novo, depois fiquei chorando na sala, depois a Ana me fez rir, depois... depois é o agora e eu estou apenas perdida.
Não consigo decidir se isso tudo de maio pra cá foi um grande acerto mascarado de grande erro, ou um grande erro mascarado de grande acerto. Mas que eu estou ficando cheia disso, ah, eu estou. Fico com raiva, penso em dizer pra ele se virar sem mim, pra ele ir pro inferno com a amiguinha dele, ver se ela faz por ele o que eu faço, deixar ele completamente sozinho. Mas eu não consigo. Eu me sinto responsável. Ele me olha, ou às vezes nem olha, e eu derreto, me sentindo incapaz de fazê-lo sofrer ainda mais.
Ou talvez eu esteja apenas me sentindo importante sem ser, sabe, como naquele poema bonitinho que diz que tem o importante que sabe que é comum, tem o comum que se acha importante, tem diamante que sabe que é pedra, tem pedra que se acha diamante, e o tempo passa levando comuns, importantes, pedras e diamantes.
Mas eu queria conseguir apenas me afastar um pouco, pra mostrar pra ele que tudo poderia ser pior sem mim, porque ele realmente não dá valor nenhum ao fato de ter uma amiga que faz de tudo por ele, que fica péssima quando ele fica péssimo, que se importa de verdade. Coisas que eu relevo pra não aborrecê-lo, mas que me matam, de verdade.
Ou então, me afasto e me dou conta que ninguém precisa de mim e que eu me preocupo tanto porque eu quero. They’re better off without me.
Sabe quando algo/alguém te faz um bem absurdo, e depois acaba fazendo um mal maior ainda? Sério, a cada segundo tudo fica se despedaçando e se reconstruindo em looping infinito, e eu honestamente não suporto mais. Queria ser forte pelos outros e masoquista ou inabalável, mas só tinha ser eu mesma.
Só queria dizer que I love you in every possible way and I wish I was all you need to be happy.
Eu queria ser capaz de dizer pelo menos metade do que eu tenho pensado e sentido, mas daí seria ridículo demais. A gente chega numa idade que tem que aprender a se censurar, se controlar, distorcer menos as coisas por causa de sentimento.
Preciso deixar registros pra posteridade que não me envergonhem (até agora não consegui) afinal, segundo Clarice, sentir é um fato e pensar é um ato.
E pensar que quando eu era mais nova eu nutria um grande sentimento de desprezo por ela, achava que era apenas mais um desses clássicos supervalorizados. Mas agora começo a perceber a genialidade incoerente, profunda e paradoxal dela... é Clarice, amiga, vamos sair pra tomar umas cervejas que a gente tem muita coisa em comum.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
23:20
Dizer “eu te amo” já não parece o suficiente. Dizer qualquer coisa é banal. “Eu morreria por você, eu queria te salvar”, etc. Tudo verdade, mas tudo clichê. Vows are spoken to be broken, feelings are intense, words are trivial. Pleasure remains, so does the pain, words are meaningless and forgettable.
Stephen Christian me abrace forte e fale por mim seu lindo.
Stephen Christian me abrace forte e fale por mim seu lindo.
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